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O que fazer quando alguém da família não quer ter um pet

Por Anderson Mafra -

A adoção de um pet é um momento cercado de ansiedade e expectativas, capaz de transformar (pra muito melhor) a vida de uma família. E justamente por impactar a vida de todos, não deve ser uma decisão solitária.

A gente faz questão de bater na tecla que toda adoção deve ser feita com base na razão e não somente nas emoções, pois, um cachorro, gatinho ou roedor nem de longe podem ser vistos como algo que se possa devolver ou “não querer mais”. É preciso agir com responsabilidade e estar disposto a assumir um compromisso que vai durar até ao final da vida do bichinho. Queira ou não, a relação com um pet é semelhante a que você tem com um filho, ou seja, um ser que depende de você para viver bem e que não contempla desistência ou divórcio.

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Então, se você está super disposto a trazer um peludinho pra dentro de casa, não deixe de conversar com as pessoas que dividem o teto com você – não somente o cônjuge. Lembre-se que o animal será um novo integrante da família e que irá interagir com todos, exigindo (mesmo que em menor volume) atenção e cuidados. Importante que o papo seja franco e que todos estejam dispostos a compartilhar o mesmo sonho que você.

Se por acaso, alguém da família não quiser ter um pet em casa, é necessário estabelecer um diálogo com essa pessoa para entender os motivos que a levaram a pensar dessa maneira, mas sem forçar a barra para que a sua preferência seja imposta. Uma vez que haja concordância (de fato) com a adoção, é chegada a hora de fazer um bom planejamento para poder receber o bichinho da melhor maneira possível.

Os pais de primeira viagem, principalmente, acabam se surpreendendo com alguns investimentos que são necessários para manter o animal saudável e feliz. Por isso, a participação da família é importante para que todos estejam cientes dos valores necessários para alimentação, cuidados veterinários, camas, guloseimas, higiene, medicamentos, trelas, brinquedos, entre outros.

Obviamente a questão orçamentária é super importante, mas não é a única preocupação. Um item que às vezes acaba ficando de fora do planejamento e pode gerar problemas no futuro é a divisão de responsabilidades. Quem vai limpar a sujeira, levar para passear (no caso dos cães), tirar um tempinho para brincar e marcar as consultas de rotina do bichinho? Dá pra dividir todas as tarefas para que ninguém fique sobrecarregado e também dá pra centralizar boa parte delas a uma ou duas pessoas, o que não não dá é deixar de combinar direitinho e depois o pet ter que ficar com o ônus da confusão.

Se durante a conversa inicial com os familiares ou no decorrer do planejamento as indisposições se tornarem hábito, repense se a chegada de um bichinho naquele momento será mesmo uma boa opção, pensando na harmonia familiar. Só avance com a adoção quando a família toda estiver com o coração e os braços bem abertos para acolher da melhor maneira aquele que tem o insuperável dom de fazer nossos sorrisos aumentarem e nossa felicidade se multiplicar.

Por Anderson Mafra

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