Temperamento do Kuvasz

Não precisa se sentir deslocado caso nunca tenha ouvido falar dessa raça antes, de fato esse grande cachorro branco de origem húngara não é tão conhecido em nosso País. Seus compatriotas Komondor e Puli provavelmente devem ter mais fãs por aqui.

Kuvasz

Apresentando, o Kuvasz (pronuncia-se: Koo-vahss) é um cão “duro na queda”, ativo e corpulento, porém elegante, às vezes lembra até um lobo devido a seus passos poderosos e graciosos. Em sua origem foi criado para guardar rebanhos e talvez isso explique o fato dele desconfiar bastante de estranhos. É um cão apegado à família, mas pode não responder tão bem algumas ordens, pois é muito independente.

Sua pelagem toda branca chama bastante a atenção das pessoas, que acham curioso também como o peludo adora ser a “sombra” do humano que ama. O Kuvasz é um cachorro extremamente companheiro, leal e protetor e seu sinal de alerta está sempre ligado para detectar qualquer ameaça. Pode se mover com velocidade impressionante para alguém do tamanho dele.

É um cão muito inteligente, mas não é tão recomendado aos pais de primeira viagem, afinal, sua teimosia e predisposição de fazer as coisas por vontade própria são obstáculos que só uma socialização precoce, cuidadosa e constante é capaz de contornar. Os latidos excessivos geralmente são uma marca registrada nos cães dessa raça.

O bom humor costuma prevalecer no Kuvasz, que passa um bom tempo brincando com as crianças, os cães adultos parecem até entender a força que têm e pegam leve no trato com os pequeninos – porém, toda interação deve ser supervisionada. Com outros pets da casa pode se dar bem também, no entanto quanto mais novo for o cãozinho melhor tende a ser o resultado. Crianças e pets fora do convívio do animal podem significar uma “ameaça” para o Kuvasz, então melhor mantê-los em uma distância segura.

Se você ficou interessado em ter um na sua casa, nada de pensar em deixá-lo confinado em lugares com pouco espaço ou sozinho por muito tempo, mesmo que seu quintal seja muito espaçoso. Esse cachorro precisa da companhia da família e fica entediado, e até nervoso, quando é excluído do convívio social por muito tempo. E, convenhamos, não deve ser muito legal deixar um sujeito desse tamanho furioso.

Sobre o autor

Anderson Mafra

Anderson Mafra

É jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia, quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

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