Vacina antirrábica em cães e gatos está em falta em SP
Definitivamente, a raiva é uma das zoonoses que mais nos preocupa, e a vacina antirrábica é o único método de prevenção. Porém, devido à falta de insumos, a vacinação contra raiva em cães e gatos está em falta desde janeiro em São Paulo.
O motivo do atraso nas entregas? Ainda é um mistério até mesmo para o Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP).
O Conselho diz que muitas clínicas veterinárias do Estado, em especial as que ficam na região do ABC, estão com sérias dificuldades em comprar o imunizante. Porém, as razões não estão evidentes.

Em entrevista para o portal de notícias do G1, Márcio Mota, representante do CRMV-SP, disse que apesar da maior parte vir de fora do País, até mesmo as vacinas nacionais estão em falta.
“Alguns falam que é dificuldade de aduana, alguns relatam que é atraso dos Estados Unidos e Europa em mandar os produtos importados. Pode ser uma questão comercial de governos, alguns falam de demora de liberação no porto de Santos também. Mas a gente tem agora uma dificuldade de adquirir a vacina nacional da raiva também, e sem nenhuma justificativa ainda. Mandamos nota para os laboratórios nacionais, mas ainda não obtivemos resposta”, explica o representante.
Apesar da dificuldade, vale destacar que o Conselho Regional estima que tudo esteja normalizado em até 30 dias.
Falta de vacina antirrábica: cuidado redobrado!
É verdade que o Estado de São Paulo não tem nenhum caso humano de raiva há mais de 20 anos (o último foi em 1997). Contudo, o atraso da vacinação, que por Lei deve ser anual, pode ter um impacto negativo no controle da zoonose, pois ainda há casos isolados de raiva no País.
“Se começarmos a nos desproteger pode haver risco, sim. Não há problema em adiar a vacinação desses animais em 15 ou 20 dias. Mas, se dentro de dois ou três meses não conseguirmos normalizar a situação, há um risco nessa falta de vacinação”, destaca Márcio Mota.
Portanto, caso o seu pet esteja com a carteirinha de vacinação atrasada, o ideal é evitar que ele tenha contato com outros animais. Além do mais, na hipótese de perceber qualquer sinal da doença e/ ou mudança de comportamento, procure o médico veterinário de confiança o mais rápido possível!

