Veterinário em casa: gata com dermatofitose

Toda vez que o nosso time de médicos veterinários é acionado para algum atendimento em domicílio, o médico veterinário designado procura ouvir com atenção o relato dos tutores e fazer uma avaliação completa do bichinho, não se limitando a cuidar somente da queixa inicial.

E essa postura faz total diferença para o bem-estar dos peludinhos, já que com as técnicas certas, conhecimento de causa e sabedoria para decifrar os comportamentos de cães e gatos, os nossos profissionais são capazes de identificar os mais diferentes sinais de problema na saúde dos pets.

Gato-Dermatofitose-Petlove

E como o exemplo fala mais do que mil palavras, a gente compartilha aqui a história de um atendimento que aconteceu recentemente. Nele, o que era pra ser só uma visita para a vacinação, na verdade resultou em uma descoberta de problema de saúde: a dermatofitose.

Caso você ainda não saiba o que é essa doença, ela é uma micose causada por fungos dermatófitos, pode ser transmitida para outros pets e tem potencial zoonótico, ou seja, pode representar um perigo também aos humanos. Em nosso Portal de Doenças Veterinárias você fica sabendo mais sobre essa e outras enfermidades.

Voltando ao atendimento realizado, a doutora Fernanda Neves foi a responsável por descobrir a doença dermatológica, quando estava para vacinar uma gata de apenas cinco meses. “Ao chegar para fazer a vacinação, notei que a gatinha estava com uma região alopécica (sem pelos) em cima de um dos olhos, enquanto o outro aparentava dificuldade em permanecer aberto. Então, fiz um teste para avaliar se havia lesão nas córneas – que não foi confirmada – e passei uma pomada dermatológica nas lesões pela suspeita de dermatofitose”, explica a doutora.  

A médica veterinária orientou a tutora sobre a necessidade de fazer um exame específico na gatinha, assim como a possibilidade de aumento nas lesões existentes, coceira e risco de transmissão para o outro gato da residência.

Porém, como o exame não foi feito de imediato, infelizmente, o alerta da doutora acabou se concretizando: as lesões aumentaram e a gatinha acabou contagiando o seu parceiro de espécie, que apresentou uma lesão no focinho. Feito o teste exame dermatológico, veio a confirmação da suspeita inicial da nossa médica, era mesmo uma dermatofitose.

Os dos felinos passam bem, estão recebendo todos os cuidados necessários e passando por um tratamento que durará entre 20 e 30 dias. O procedimento exige cautela e paciência, já que se não tiver a eficiência necessária pode levar à resistência e agravamento das lesões.

A doutora Fernanda terminou seu relato dando dicas aos pais e mães de pets. “Esta doença é mais comum em locais que contam com grande número de animais, em ambientes com temperaturas mais altas ou mais úmidos, que acabam facilitando o contágio. Sempre que der banho em seu pet, é importante secar muito bem o corpo todo do bichinho. Falta de pelos, descamação em formato circular são alguns sinais da doença, mas não uma regra. Consulte um médico veterinário para que ele faça uma avaliação”.

Sobre o autor

Anderson Mafra

Anderson Mafra

Jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia, quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

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