Sistema Respiratório das Aves

Como será que um canário consegue cantar tanto, por tanto tempo, e sem parar? Isso só é possível, pois o sistema respiratório das aves difere muito do dos mamíferos. O canário não precisa fazer pausas para respirar porque consegue inspirar e cantar, tudo ao mesmo tempo! Isso mesmo! Ao contrário dos humanos, as aves não possuem cordas vocais, o som é produzido por um órgão especial chamado siringe, que se localiza na junção entre a traqueia e os brônquios.

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Sistema Respiratório das Aves

A siringe consiste em um conjunto de membranas, que modulam a passagem do ar e assim vão criando as notas que compõem os belos cantos das aves canoras. O som é produzido tanto na inspiração quanto na expiração. Outra vantagem da siringe é que sua estrutura permite produzir dois sons diferentes simultaneamente, o que torna o canto de algumas aves tão complexo. Também torna possível que alguns psitacídeos (família de aves que inclui as araras, papagaios, periquitos e calopsitas) imitem com perfeição a fala humana. Algumas aves, como o urubu e o avestruz, não possuem esse órgão, por isso não podem cantar.

Além da siringe, outras características tornam o sistema respiratório das aves bastante interessante e propensos a doenças respiratórias. Para começar, seus pulmões são muito menores que os dos mamíferos, praticamente a metade do tamanho, eles estão conectados a um conjunto de sacos aéreos, geralmente nove, que, por sua vez, se estendem pelas cavidades dos ossos pneumáticos. Tudo isso ajuda a diminuir a densidade do corpo das aves, o que é essencial para um animal que voa.

Uma vez que as aves não possuem diafragma, a entrada e a saída do ar são provocadas pela movimentação do osso esterno e das costelas, que aumentam e diminuem o volume interno da cavidade corporal. Assim, o batimento das asas e a respiração são relacionados e sincronizados durante o voo.

 Todas essas características tornam o sistema respiratório das aves muito mais eficiente que o dos mamíferos. Essa diferença é necessária para a boa saúde desses bichinhos, já que eles possuem o metabolismo mais rápido, o que causa um aumento das trocas gasosas e exige maior resistência da respiração. Para se ter noção disso, basta pensar no coração do beija-flor, que chega a 1.200 batimentos por segundo, para tal façanha é preciso muito oxigênio.

Sobre o autor

Dr. Marcio Waldman

Dr. Marcio Waldman

Medico veterinário, diretor e fundador do www.petlove.com.br. Formado em 1988 pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP e pós graduado em latu sensu em odontologia veterinária, foi secretário geral da Anclivepa SP (associação nacional de clínicos veterinários de pequenos animais) e sócio fundador do Simpavet (sindicato patronal dos médicos veterinários). Atuou como clínico veterinário de pequenos animais de 1988 a 2005 em São Paulo, e em 2005 terminou a atividade na clinica para se dedicar exclusivamente ao Pet Love.

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