Aspergilose em Calopsitas

Aspergilose em calopsitas

Se aves em geral são frágeis, o cuidado deve ser redobrado em relação às Calopsitas. Elas sofrem facilmente com o estresse e podem ter as mais diversas doenças. Uma das mais frequentes é a aspergilose. Essa doença é causada por um fungo, principalmente da espécie Aspergillus fumigatus, e pode acometer Calopsitas de todas as idades. A contaminação ocorre quando a ave ingere ou inala esporos destes fungos. Quando a inalação é pequena, o pássaro tolera bem, mas quando o número de esporos é muito grande, vem a adoecer.

Essa doença, que pode se manifestar sob a forma respiratório e ocular, ocorre principalmente em aves que são mantidas em lugares úmidos, escuros e pouco arejados, ou quando ingerem alimentos mofados. Os esporos também podem se espalhar pelo criadouro através das fezes das aves doentes.

Quando é manifestada na forma ocular, o principal sinal clínico observado é a irritação nos olhos (normalmente somente em um deles, que o pássaro mantem fechado) que pode ficar inchado e lacrimejante. Depois, aparecem pequenos pontos brancos que se transformam numa massa branca, esponjosa e dura, sobre a córnea, provocando a perda da visão. Essa manifestação da doença é rara. Quando o fungo invade as vias respiratórias (que é a forma mais comum) e afeta os pulmões, os sinais observados são o cansaço excessivo, dificuldade de respirar, movimento da cauda acompanhando a respiração, apatia e abertura frequente do bico, além de uma respiração muito ruidosa, em vários casos. Com o agravamento da doença, a ave enfraquece, perde peso e morre em poucos dias (cerca de 1 a 2 dias apenas). Os sinais clínicos são os mesmos de diversas outras doenças respiratórias em avezinhas, por isso o diagnóstico não é simples.

A doença pode se manifestar, ainda, sob a forma cutânea, provocando a perda das penas da ave, que se quebram com facilidade.

Qualquer das alterações citadas é motivo suficiente para que o dono leve o pet a um médico veterinário especialista em animais silvestres. Nunca se deve administrar qualquer medicamento, sem que seja orientado pelo profissional. Uma gotinha de um remédio humano mal dada, pode ser suficiente para matar a ave.

O diagnostico é feito baseado nos sinais clínicos, histórico do pássaro e de exames físicos como os hematológicos, radiológicos, endoscópicos ou através de cirurgia respiratória. Não há um tratamento totalmente eficaz para a doença, que na grande maioria das vezes é fatal, porém costuma-se utilizar antifúngicos para Calopsitas como tentativa de tratamento, porém, sem sucesso.

Como a cura da doença é extremamente rara, o melhor a se fazer é cuidar da prevenção. Para isso, deve-se oferecer um ambiente adequado ao pet, ventilado e livre de umidade e que deve contar com ninhosalimentadores e bebedouros sempre limpos e com alimentação equilibrada. Só assim, a saúde do pet será garantida.

Sobre o autor

Bruno Oliveira

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