Os Perigos do Cigarro para os Animais de Estimação

Todo mundo sabe que fumar e respirar a fumaça do cigarro de quem está fumando por perto faz muito mal à saúde. Agora, o que muita gente não sabe é que os animais de estimação que acompanham seu dono enquanto fumam, correm sérios riscos e podem adoecer também. As doenças mais comuns apresentadas por esses animais que fumam passivamente são os problemas respiratórios e pulmonares.

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“Os animais de estimação que acompanham seu dono enquanto fumam correm sérios riscos e podem adoecer também.”

Ainda há poucos estudos sobre os malefícios causados pelo cigarro aos animais, mas diversas doenças já são ligadas ao tabaco. Raças de cães de companhia como poodle, maltês, lhasa apso e yorkshire, algumas aves e gatos podem apresentar maiores problemas relacionados ao tabaco, pois ficam mais próximos ao dono fumante e consequentemente acabam inspirando mais toxinas.

No início nada será notado pelo dono, mas com o passar do tempo diversos sinais clínicos podem ser notados. Os mais comuns são espirros, corrimento ocular, dificuldade de respirar, entre outros. Animais que têm donos fumantes precisam passar pelo medico veterinário para fazer um bom check-up anual, onde passarão por exames e procedimentos específicos, como auscultação pulmonar, radiografia e os demais exames de rotina. Com o raio x, o pulmão do bichinho será observado para verificar a ocorrência de manchas ou outros problemas causados pelo cigarro para serem diagnosticados desde o inicio. É muito comum o animalzinho apresentar lesões pulmonares que podem evoluir para um câncer e matá-lo. Alguns animais em especial, como os de focinho mais achatado, tendem a sofrer e a adoecer mais devido ao efeito do cigarro do dono.

Nos gatos que possuem donos fumantes, uma doença conhecida como linfoma felino pode ser desencadeada, gerando uma neoplasia maligna que se origina nas células linfoides e atacam linfonodos, fígado e intestino. Como sinais clínicos, os animais podem apresentar sinais gastrointestinais, nervosos, cardiovasculares, renais, entre outros. A quimioterapia e o procedimento cirúrgico são os tratamentos mais indicados, mas a cura nem sempre é possível e irá depender do estágio no qual a doença estiver.

Independentemente da espécie, o pet precisa de um ambiente limpo e livre de toxinas, sejam aéreas ou não, com alimentação adequada, água fresca, passeios diários, brincadeiras e, claro, sem a presença do cigarro. Um conselho para os fumantes é o de procurar largar o vício para o bem de todos no ambiente. Se caso não for possível, pelo ao menos ele deve respeitar e zelar pela saúde de seu animal não fumando no mesmo ambiente dele, seja cãozinho, gatinho, passarinho ou qualquer outro amiguinho para proporcionar uma vida melhor e cheia de alegria a todos eles.

Sobre o autor

Bruno Oliveira

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