Teste de Paternidade em Animais de Estimação

O ácido desoxirribonucleico ou DNA é o local no qual ficam armazenadas as instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento das funções orgânicas e as características próprias de todos os seres vivos. Algumas dessas características são transmitidas dos pais para o(s) filho(s), sendo que metade da carga genética vem da fêmea e metade do macho. A estrutura da molécula do DNA foi descoberta pelo norte-americano James Watson e pelo britânico Francis Crick, em Sete de Março de 1953 e de lá para cá, muitos estudos foram feitos. Em humanos, o teste de DNA é usado para comprovação de paternidade frequentemente e isso já está disponível para animais.
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O teste de paternidade é ideal para quem busca o melhoramento genético de raças.

No caso dos pets, o exame pode servir para verificar a paternidade ou maternidade para posterior registro genealógico de animais, ou para controle de qualidade de programas de inseminação artificial e transferência de embrião. Outra possibilidade é o uso dessas informações para determinação de paternidade, no caso de ter ocorrido cruzamento com múltiplos reprodutores, ou para a estimativa de parentesco entre animais usados para cruzamentos, destinado para quem busca o melhoramento genético de determinada raça.

Esses exames são feitos no Brasil e há normas que os regem. A Instrução Normativa nº 74 de 20 de outubro de 2004, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, não especifica recomendação de marcadores (substância essencial para a realização do teste) de DNA para cães no Brasil. Porém, a instrução prevê que para outras espécies animais, como gatos, aves, roedores, répteis entre outros, são aceitos os marcadores recomendados pela ISAG, utilizados para esse fim no país.

As amostras biológicas que serão enviadas ao laboratório para análise podem ser coletadas pelo próprio dono ou por um profissional qualificado. Há a possibilidade de envio de amostras de sangue, pêlos da cauda ou esfregaço nasal ou bucal no caso de cães. Como há algumas limitações no banco de dados das raças, recomenda-se que se o dono quiser comprovar um animal de raça específica, que procure sempre uma empresa com um banco de dados amplo compatível com sua raça de interesse.

Sobre o autor

Bruno Oliveira

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