Cachorros podem mesmo detectar o coronavírus em humanos

Os cães não param de nos surpreender e continuam dando provas (como se ainda precisassem) que são fiéis parceiros e que, além de fazer nossas vidas mais felizes, são capazes de nos ajudar a cuidar melhor da nossa saúde.

É o que mostra um estudo feito pela Universidade de Medicina Veterinária de Hannover, na Alemanha. Segundo a publicação, foi cientificamente comprovado que os cachorros, devidamente treinados, podem detectar a presença do novo coronavírus humano.

Cao-farejador-Petlove

A hipótese já era aventada desde o início da pandemia e vários laboratórios estavam checando a possibilidade dos caninos detectarem casos da doença do COVID-19. E a realidade está se mostrando ainda melhor do que a expectativa, já que a pesquisa alemã não só afirmou que os bichinhos conseguem constatar a presença do vírus com uma precisão incrível, como precisam de um curto período de treinamento intensivo para ficaram aptos ao trabalho.

De acordo com a revista BMC Infectious Diseases, na qual o estudo foi publicado, oito cães farejadores receberam o treinamento para identificarem a presença do novo coronavírus pela análise de amostras de saliva de pessoas infectadas. O grande teste aconteceu da seguinte forma: uma máquina programou seis odores diferentes, de modo que somente um deles foi criado com amostras de uma pessoa que testou positivo para o COVID-19. Os cães foram expostos a esses odores e a cada “acusação” certa eles eram recompensados com alguns segundos de brincadeira. 

Os testes duraram uma semana e apresentaram aos peludinhos farejadores um total de 1.012 amostras. Para a surpresa dos cientistas (talvez não de nós, petlovers 😆), os cachorros alcançaram a incrível média geral de 94% de acerto na detecção! 

Vale ressaltar que no momento há apenas dois tipos de testes acusam a presença do coronavírus: um exame de sangue que procura anticorpos e indica se a pessoa está ou já foi infectada pelo vírus e outro, mais comum, chamado de teste PCR, que analisa resquícios nasais e mostra se a pessoa está ou não infectada. Em ambos, a precisão gira em torno de 95% – quase o mesmo nível de acerto dos cães.

A possibilidade de contar com uma nova opção de teste rápido chega em boa hora, já que no mundo (e principalmente no Brasil) há uma grande defasagem e, como sabemos bem, quanto mais testes mais chances há da pandemia ser controlada. Além disso, cada teste acaba tendo um custo alto atualmente e os cães acenam com uma possibilidade de tornar a detecção bem mais em conta e com resultados fiéis e imediatos.

Agora me diz, como não admirar tanto esses bichinhos que há longos anos se tornaram nossos parceiros de vida, ganharam espaço especial em nossas casas e em nossas vidas e ainda são capazes de realizar tarefas diversas como pastoreio, resgate, guia e até detecção de doenças? É para se acreditar que, enquanto os pets estiverem ao nosso lado, há de mantermos a esperança em um futuro melhor.

Sobre o autor

Anderson Mafra

Anderson Mafra

Jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia, quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

1 Comentário

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.