CEVA: Afinal, cães e gatos podem contrair o Covid-19?

A pandemia do coronavírus (CODVID-19) alterou a rotina da população mundial. No Brasil, o número de contaminados cresce diariamente. No momento, são 529 casos confirmados e mais de 8 mil em investigação. 

Por conta dos avanços da doença, um número crescente de informações conflitantes vem circulando e colocando os tutores de pets em alerta, muitos inclusive não sabem como manter o convívio com os animais durante esse período. Mas, afinal, cães e gatos também podem contrair e transmitir o coronavírus? 

Para esclarecer essa e outras dúvidas relacionadas ao COVID-19, o médico veterinário e Gerente Técnico da Unidade Pet da Ceva Saúde Animal, Claudio Rossi, respondeu as principais questões sobre o tema. Confira: 

Os pets podem contrair e transmitir o COVID -19? 

Até o momento, não há evidências de que os pets possam ser infectados pelo coronavírus, nem que sejam capazes de transmitir a doença. Essa informação inclusive está sendo divulgada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). 

Mas, e o cão que foi diagnosticado em Hong Kong? 

Neste caso, foi detectada a presença do agente. O caso ainda está sendo investigado, mas o animal, que ainda se encontra em quarentena, não desenvolveu a doença clínica e apresentou um nível baixo (fraco) de infecção. Isso pode ser indicativo de uma contaminação ambiental, ou seja, provavelmente ocorreu pelo contato próximo do cão com o tutor, que estava contaminado com o Covid-19, mas não significa que o cão se apresenta doente. 

Existem pesquisas que comprovam que os animais não são afetados? 

Como esse é um vírus novo, os estudos estão em andamento. Por isso, é importante acompanharmos as pesquisas que estão sendo desenvolvidas em torno do assunto. No caso dos animais, a indicação é buscar informações nos boletins oficiais e atualizados que estão sendo divulgados pelas instituições, como a World Small Animal Veterinary 

Association (WSAVA), uma das entidades na qual os clínicos veterinários de todo o mundo se baseiam hoje. 

Uma pessoa infectada pode manter contato com o pet? 

Idealmente, não! As pessoas que contraíram o Covid-19 devem evitar contato com os animais domésticos, assim como fariam com outras pessoas. Caso não seja possível se afastar do pet, por conta do isolamento imposto pela doença, deve-se utilizar luvas e máscaras e lavar as mãos antes e depois de cuidar do animal, como forma de cuidado, precaução para com o pet. 

Não estou doente, mesmo assim, devo tomar algum cuidado extra ao cuidar dos animais? 

O ideal ao manusear e cuidar de animais – em todas as situações, não só durante a pandemia de coronavírus – é manter boas práticas de higiene. Para isso, o tutor deve lavar as mãos antes e depois de tocar nos pets, seus alimentos, ou recolher fezes e urina. Os locais onde o animal fica e faz suas necessidades fisiológicas devem ser higienizados diariamente, assim como seus objetos. 

Posso sair para passear com meu pet? 

Neste momento, diversas medidas estão sendo tomadas para conter os avanços do coronavírus, por isso o distanciamento social é o mais indicado, mesmo no caso dos pets. A recomendação é manter os animais em casa, assim como está sendo indicado aos humanos. 

O que devo fazer se o pet desenvolver uma doença sem causa determinada, após contato com uma pessoa com o Covid -19? 

Ainda não é possível determinar se os animais podem ser infetados pelo Covid- 19. Por isso, se o pet apresentar qualquer sintoma ou alteração comportamental, entre em contato imediato com um veterinário. Ele irá orientar sobre a necessidade de levar o animal a clínica, e caso o procedimento seja necessário, o profissional poderá preparar uma área de isolamento para receber o pet no espaço. 

Os animais têm seu próprio coronavírus? 

Sim, cães e gatos têm os seus “próprios” coronavírus, que são conhecidos há décadas e não são transmitidos para humanos. O coronavírus canino, que pode causar diarreia leve a moderada, e cuja doença se denomina coronavirose, e o coronavírus felino, que pode causar a chamada peritonite infecciosa felina (PIF), ambos alfa-coronavírus. Esses coronavírus não estão associados ao atual surto de coronavírus que vem afetando os humanos. Para proteger os pets desses vírus espécie-específicos, é indicada a imunização dos animais com as vacinas disponíveis no mercado, respectivamente para cães e gatos. 

As vacinas múltiplas para cães (V8, V10 e demais) podem ser aplicadas em humanos para prevenção do COVID-19? 

Como colocado anteriormente, cães e gatos têm os seus “próprios” coronavírus, que são espécie-específicos, respectivamente para cada um deles. Dessa forma, as vacinas contra coronavirose canina, incluindo as múltiplas (V8, V10, V11, V12), não têm qualquer efeito protetor para o vírus causador da COVID-19 em humanos, e da mesma forma, as vacinas que protegem contra a peritonite infecciosa felina não atuam contra esse agente. 

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A Ceva Saúde Animal é uma multinacional francesa, comprometida com o
desenvolvimento de produtos inovadores para o mercado de saúde animal. A empresa, que está presente em mais de 110 países, foca sua atuação na produção e comercialização de produtos farmacêuticos e biológicos para animais de companhia e produção.

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