Como Funcionam os Antibióticos

Um belo dia, um cãozinho não acorda como de costume, um pouco irritado, sonolento demais e com mudanças no comportamento estranhas ao habitual. Então, seu dono o leva ao veterinário da “família”, que prescreve alguns antibióticos para serem administrados a ele durante um período predeterminado. Essa situação é bem comum e que a princípio pode assustar aos menos informados, mas também é importante considerar que esta talvez seja a melhor forma de tratar os pets nesse momento, de acordo é claro com as orientações de profissionais.

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“Os antibióticos são substâncias químicas que matam as células bacterianas, mas não causam nenhum efeito nas outras células do corpo.”

Quando um animalzinho fica doente, seu sistema imunológico fica debilitado e se torna incapaz de reagir rápido o suficiente para vencer a taxa de reprodução de uma bactéria. Em outros casos específicos, mesmo que o sistema imunológico do bichinho esteja funcionando bem ele não consegue combater algumas bactérias, pois elas se multiplicam tão rapidamente que suas toxinas causam danos permanentes antes que o organismo possa eliminá-las. Portanto, uma forma dar uma mãozinha ao sistema imunológico nessas situações é matar diretamente as bactérias ofensoras com o uso de antibióticos.

Os antibióticos são substâncias químicas que matam as células bacterianas, mas não causam nenhum efeito nas outras células do corpo. Cada antibiótico tem uma abrangência diferente, onde os que possuem amplo espectro atuam combatendo um grande número de microrganismos diferentes e os de pequeno espectro combatem um grupo específico. Por isso, os veterinários pesquisam por meio de um antibiograma qual é o patógeno que está causando a doença antes de começar um tratamento antimicrobiano, pois isso garante que o fármaco correto será utilizado.

A duração do tratamento normalmente leva de cinco a dez dias, mas casos específicos podem requerer um tempo maior. No entanto, é comum que os donos suspendam o tratamento depois que os sintomas desaparecem, o que é um erro grave que não deve ser cometido, pois essa interrupção pode contribuir para o aparecimento de resistências bacterianas.

Tais resistências ocorrem por que os microrganismos sofrem mutações genéticas que os tornam capazes de não sofrer a ação dos antibióticos, que por sua vez, passam sua característica de resistência à descendência. Dessa forma, os antibióticos agem como um agente de seleção que elimina as bactérias não resistentes e deixa viva aquelas mais fortes e resistentes que eles não conseguiram matar.

O uso de antibióticos é complexo, portanto não deve ser utilizado de forma indiscriminada ao bichinho de estimação sem a prescrição do médico veterinário, pois esses fármacos podem ter efeitos adversos e tóxicos para o organismo do animalzinho, agravando seu quadro clínico ao invés de melhorá-lo. Além disso, algumas substâncias são contraindicadas durante a prenhez e a lactação, podendo inclusive causar a morte do animal.

É por isso que os donos devem estar sempre atentos às instruções do veterinário. O primeiro ponto importante que deve ser respeitado é o horário de administração do medicamento, seja ele comprimido ou injetável, pois não seguir rigorosamente os horários de administração durante todo o tratamento favorece o surgimento de cepas (tipos) de patógenos resistentes que oferecem riscos iminentes aos pets. Portanto, o dono que ama seu animal de estimação e preza pela sua saúde nunca oferece antibióticos de maneira irresponsável a ele, pois sempre recorre ao veterinário para deixar que apenas o profissional analise qual é o remédio mais apropriado para o caso.

Sobre o autor

Bruno Oliveira

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