Março Amarelo: como prevenir a doença renal crônica nos gatos?
A Doença Renal Crônica (DRC) é bastante comum em felinos na faixa dos sete a nove anos de idade. Ela é uma das principais enfermidades que acometem os idosos, juntamente com a diabetes melitus, hipertireoidismo e as doenças cancerígenas.
Acredita-se que ela pode afetar em média de 1,6 a 20% dos gatos no geral, e até 50% dos felinos idosos. Por ser uma doença que na maioria das vezes é silenciosa, muitos tutores não percebem os sinais, e geralmente o diagnóstico acaba sendo tardio.
A DRC pode ser mais comum nas raças Siamês, Maine Coon, Persa, Abissínio e Burmese).

E quais os sinais da Doença Renal Crônica?
Os primeiros sinais da DRC podem ser:
- Xixi fora da caixa
- Aumento ou diminuição das visitas do gato à caixa de areia
- Aumento no tamanho do torrão do xixi
- Sede excessiva
- Potes de água ou fontes diminuindo o volume de água com mais rapidez
- Mudanças de comportamento, como apatia e agressividade
- Pelagem com caráter “despenteada”
Em casos mais avançados, os felinos podem apresentar:
- Urina de coloração turva
- Urina com sangue
- Vômitos
- Desidratação
- Emagrecimento
- Falta ou aumento de apetite
- Feridas na gengiva e língua
- Hálito forte
E como saber se meu gato tem DRC?
A DRC é uma doença lenta e progressiva e, infelizmente, quando é diagnosticada pelo médico-veterinário, já pode estar em uma situação avançada e irreversível.
Quando o gato começa a apresentar os sintomas, pode significar que cerca de 60 a 75% dos rins já estejam comprometidos. Assim o nosso grande desafio é fazer com que o gatinho consiga ter qualidade de vida com “o restante” dos rins que ainda funciona.
Os rins são muito importantes para o organismo do felino, já que ele possui como funções:
- Filtrar e remover substâncias tóxicas
- Filtrar o sangue
- Controlar a pressão arterial
- Produzir enzimas e hormônios
- Auxiliar na produção de células sanguíneas (como os glóbulos vermelhos)
- Auxiliar no crescimento e manutenção dos ossos etc
Uma consulta clínica bem minuciosa e a realização de exames de sangue, urina, ultrassonografia e pressão arterial devem ser realizados, já que a DRC pode ser confundida com outros problemas como diabetes e intoxicações.
A melhor saída é fazer o diagnóstico precoce, com visitas ao médico-veterinário anuais (para os gatos adultos) e semestrais para os pets acima de sete anos.
Pequenas mudanças na rotina e no comportamento do seu gatinho nunca devem ser ignoradas, já que na maioria das doenças, os sinais comportamentais são os primeiros a aparecer.
E como tratar a Doença Renal Crônica?
Na maioria das vezes, o tratamento vai depender da gravidade e do nível da doença. A DRC é classificada em estágios, e de acordo com esses estágios, o médico-veterinário vai determinar qual será o plano terapêutico.
Enquanto alguns gatinhos precisam fazer uso de uma ração renal e aumentar a ingestão de água, outros já necessitam de internação, soro, uso de medicamentos, suplementos, hemodiálise e até de transplante renal.
Acupuntura, florais, homeopatia e outras ferramentas de medicina veterinária integrativa também são indicadas.
A Doença Renal Crônica tem cura?
Infelizmente não, mas podemos trabalhar com a prevenção (em gatos não acometidos pela doença) e com a diminuição da sua progressão (em gatos já diagnosticados).
Algumas das medidas utilizadas para a maioria dos casos são:
- Aumentar o consumo de água
- Controle do stress
- Equilíbrio da saúde mental
- Dieta balanceada
E o mais importante de tudo: muita compreensão, carinho e amor, que é o que os nossos gatinhos mais necessitam.

