Como proteger seu cão da leishmaniose

A leishmaniose é uma doença infecciosa que é transmitida por um mosquito popularmente conhecido como Mosquito Palha e, se não controlada, pode levar o pet à morte. A doença é uma antropozoonose, ou seja, acomete os animais domésticos, animais silvestres e também os humanos. 

Antigamente, por se tratar de uma doença que pouco se falava, quando um pet era contaminado fazia-se a eutanásia como meio de prevenção e tentativa de erradicação. Felizmente estudos foram feitos e hoje em dia contamos com alguns produtos no mercado para evitar que essa prática seja realizada.

Por muito tempo, a doença se mostrava controlada e aparentemente erradicada, porém, de uns tempos para cá, o índice de infectados cresceu absurdamente e vem preocupando a população e o Ministério da Saúde em nosso País. Porém, não entre em pânico! Existem meios para precaver a transmissão da doença para pets e humanos e falaremos sobre alguns deles. Confira:

Vacina leishmaniose

Vacinação

A vacina ainda é um dos meios mais eficazes para proteger os cães contra a leishmaniose. No Brasil, a única vacina aprovada pelo MAPA e pelo Ministério da Saúde é a LeishTec, desenvolvida pela empresa CEVA. A LeishTec está há mais de 10 anos no mercado e sempre se mostrou eficaz. É importante saber que a vacina só deve ser feita em cães que comprovem não ter tido qualquer tipo de contato com o parasita. Consulte um médico veterinário de sua confiança para maiores informações sobre os protocolos vacinais. Regiões endêmicas trabalham com ela há algum tempo, mas cães que frequentam locais de risco também devem ser imunizados.

Telas para proteção

A instalação de telas de proteção nas janelas pode evitar que o mosquito entre na residência. Esse meio não é 100% seguro, porém ajuda na prevenção contra a leishmaniose.

Pipetas

Entre os inúmeros produtos disponíveis no mercado, encontramos o Vectra 3D. O produto é desenvolvido pela empresa CEVA e além de prevenir e eliminar os ectoparasitas (pulgas e carrapatos), ajuda na prevenção da leishmaniose.

Evitar áreas endêmicas

A doença se espalhou pelo estado de São Paulo e avança cada vez mais para a capital. Alguns estudos mostram que a dispersão territorial da leishmaniose visceral está se espalhando cada vez mais pelos municípios paulistas, margeando principalmente as rodovias. Inevitavelmente a doença avançará para a capital, como ocorreu em Belo Horizonte (MG) e Natal (RN), por exemplo. É fundamental se informar sempre sobre o assunto e conversar com um médico veterinário, além de evitar visitar com o pet áreas que tiveram casos recentes de leishmaniose.

Coleiras

Algumas coleiras prometem repelir moscas, mosquitos, pulgas e carrapatos. Elas são uma boa opção também para aqueles que desejam proteger seus cães, porém nem todas são indicadas para quem tem mais de um pet em casa, uma vez que algumas delas podem ter um certo nível de toxicidade e, como sabemos que os cães interagem brincando e mordendo (principalmente a região do pescoço), é preciso cautela. Em caso de dúvidas, consulte um profissional de sua confiança.

Sobre o autor

Gabriela Azevedo

Gabriela Azevedo

Formada em design gráfico e cursando medicina veterinária, profissão que herdei paixão graças ao meu pai. Catlover e apaixonada pelos meus 6 gatinhos (Tchantcham, Drake, Josh, Marie, Maysa e Cara Preta -in memoriam- ♥) e pelos pets agregados que fazem parte da minha vida (todos os que encontro. bem doida dos bichos!).

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