Como tornar tranquila a convivência entre gatos e cachorros

Há um tempo fiz um post dando algumas dicas de como adaptar um filhotinho de cachorro com os pets da casa (que você pode ler aqui) . Mas hoje eu vou falar mais especificamente de como tornar tranquila a convivência entre gatos e cachorros. 

Quando o cachorro chega primeiro

Então você já tem um doguinho em casa e agora o novo morador é um gatinho. A primeira coisa que você deve pensar é na personalidade do seu cão. Ele é sociável? Ciumento?  Agressivo? Se a última opção for sim é melhor você já começar com a ajuda de um profissional. Chame um adestrador para que treine o seu cachorro a fim de controlar sua agressividade e evitar uma aproximação traumática para o gatinho.

Independente de ser sociável ou ciumento, o cachorro tem em mente que a casa é seu território, então a chegada de outro animal o deixará intrigado de alguma forma.

O gatinho, por sua vez, estará assustado já que ele está em um ambiente desconhecido. Primeiro deixe o felino se acostumar com o ambiente e ganhar certa confiança. Depois você pode começar a aproximação. Como os cachorros são mais afobados e mais fortes que os gatos, estes que devem chegar primeiro no cão e não o contrário. Para isso você pode segurar o cachorro pela coleira o que garante certa liberdade, mas você ainda mantém o controle. Elogie o cachorro por comportamentos amigáveis e não muito afobados.

Quando o gato chega primeiro

Bom, aqui você já tem um gato reinando em casa e chega um filhote de cachorro todo estabanado e doido para brincar. O perigo aqui está no territorialismo do gato e no possível fim da sua tranquilidade.

A aproximação neste caso pode começar assim que o cãozinho chegar, mas ela deve ser feita respeitando o tempo do morador mais antigo, no caso o gatinho. Segure o filhote no cole e deixe que o gato se aproxime dele. No início restrinja os locais da casa que o cãozinho pode frequentar principalmente os lugares preferidos do gato, para que o bichano tenha sua independência até se acostumar com o novo irmão.

Por mais que os cães sejam mais fortes que os gatos, estes podem ser agressivos também e uma unhada ou mordida no cão, principalmente o filhote, pode traumatizá-lo e gerar uma inimizade que será difícil de contornar. Por isso, no início a supervisão em ambos deve ser constante quando eles estiverem em contato.

Foto: Pinterest

Reforço positivo: sua melhor ferramenta

O reforço positivo é sempre utilizado em adestramentos e até mesmo na educação das crianças. Consiste em premiar ou elogiar sempre que o animal fizer aquilo que você quer que ele faça. Muito mais eficaz do que brigar quando apronta, é agradá-lo quando fizer algo certo.

Sendo assim, quando você for apresentar um cão a um gatinho esteja preparado para os possíveis conflitos, mas também para as demonstrações de afeto. Uma aproximação delicada e sem rosnadas deve ser motivo para carinhos e até mesmo petiscos (para ambos). Estimule brincadeiras entre os bichinhos (desde que seja sem brutalidade) e lembre-se de brincar e agradar igualmente aos dois!

É muito importante lembrar que o animal que chegou primeiro pode ficar com ciúmes por ter que dividir a sua atenção. É importante você deixar claro que ainda o ama sempre agradando e não ficando mais tempo com o novo morador.

 Foco na rotina

Gatos e cachorros não são inimigos naturais. O que acontece é que eles possuem personalidades muito diferentes.

Se ambos chegarem juntos a casa sua tarefa de torná-los amigos será infinitamente mais fácil. Eles não vão brigar por território (já que o local é novo para os dois). Dessa forma eles vão explorar e crescer juntos. Além de que, se ambos forem filhotinhos, os riscos de um machucar o outro são menores.

Independente de a situação ser essa ou um chegar depois do outro, algumas medidas vão facilitar essa convivência:

 Os locais onde eles farão as necessidades e onde vão comer devem ser separados. Esse é um ambiente que eles gostam de “tomar conta”. Mantê-los separados é respeitar o espaço de cada um.

Jamais puna se eles agirem de forma agressiva ou arisca. Isso só vai gerar mais raiva e eles irão associar a convivência entre eles como algo ruim. Se algo assim acontecer separe os dois animais e espere os ânimos acalmarem. Enquanto isso divida seu tempo entre eles brincando e dando carinho.

Leve o seu cão todos os dias para passear (isso deve ser feito desde que ele é filhote). Essas caminhadas são boas por dois motivos: faz com que os bichinhos gastem energia, o que evita que eles fiquem ansiosos e muito agitados dentro de casa, o que pode fazer com que interajam de forma mais agressiva com o gatinho. Além disso, os passeios são importantes para que ele conheça outros animais e até mesmo humanos, interagindo com eles e criando uma personalidade sociável e amigável.

 

Sobre o autor

Bruna Cela

Bruna Cela

Publicitária e aspirante a empresária. Mãe coruja da Sunny, daquelas que posta mil fotos no Instagram (como essa aí de cima). Ama tudo o que é relacionado a arte e a escrita é sua melhor ferramenta de expressão. Conversa com todos os pets que encontra pelo caminho e jura que, na maioria das vezes, eles respondem.

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