Como adaptar o filhote com outros pets

Por vontade própria ou força do destino você terá um novo filhotinho em casa. Tudo são flores, mas você já tem um animal em casa muito bem acostumado em ser filho único. E agora? Bom, vou te mostrar algumas atitudes que vão facilitar o processo de adaptar o filhote com o outro pet da casa.

 

Primeiro encontro

Lembra que neste post aqui falamos sobre acostumar o cachorro da casa com a chegada de um bebê? Pois a chegada de um filhotinho não deixa de ser uma experiência parecida.

A melhor forma de apresentar os dois pets é fazê-lo em um ambiente neutro. Um parque, na casa de algum amigo ou mesmo na rua. Os cachorros costumam ser muito protetores e acabam ficando “valentes” quando estão no próprio território.

A Sunny quando está no shopping ou passeando na rua é um doce!! Deixa todo mundo fazer carinho, não dá um latido e é super obediente. Agora dentro de casa ninguém pode fazer um barulhinho sequer na rua que ela vira o bicho. Late sem parar, mostra os dentes, faz aquele escândalo. Nem os vizinhos podem entrar na própria casa que ela escuta o barulho e já fica louca hahahha.

Pois então, deixe que os dois cachorros futuros irmãos se conheçam em um espaço que não pertence a nenhum dos dois. De preferência, dê um passeio com eles (separadamente) antes da apresentação para que eles fiquem cansados e a energia esteja mais baixa na hora do encontro. Evite fazer este primeiro encontro quando os cachorros estiverem muito ansiosos ou agitados.

Ambos na guia, deixe com que um sinta o cheiro do outro sem pressa. O tempo deles será importante no processo para adaptar o filhote.

 

Adaptar o filhote na rotina de casa

Chegando em casa, é hora da segunda parte. Fique de olho no comportamento do cachorro mais velho. Se ele abaixar o corpo, ficar com o pelos eriçados e começar a mostrar os dentes isso é sinal de perigo, significa que ele está agressivo com a presença do filhote. Prenda-os novamente na coleira e deixe com que se cheirem de novo.

Situação mais calma, solte os dois peludos no mesmo ambiente, mas sempre com supervisão. Brinque bastante com o primogênito, dê carinho e mostre que ele ainda tem o espaço dele reservado no seu coração.

Na hora das refeições, os cachorros devem ficar separados para evitar que um roube a comida do outro e isso seja motivo para começar uma briga.

Sempre que chegar em casa, lembre-se de dar atenção igualmente para os dois cachorrinhos!! Filhotes são muito fofos e querem brincar o tempo todo, mas não se deixe levar pela empolgação ou isso vai gerar ciúmes no outro pet.

Como sempre, associe coisas boas à presença do novo filhote. Dê petiscos e brinque com o brinquedo favorito do cachorro mais velho nos locais perto do filhote, ativando essa associação positiva com a presença da nova bolinha de pelos.

Briga ou brincadeira

Uma coisa que você deve ter em mente: o cachorro mais velho terá instinto de mostrar ao mais novo quem manda e você deve deixá-lo.

No mundo canino, essa tarefa se dá por meio de rosnados e mordiscadas (que não machucam). Por mais que você tenha dó do pobre filhote indefeso isso é necessário para que a ordem seja estabelecida.

Claro que você deve ficar muito atento para ver se o filhote não está se machucando ou se o outro pet está sendo muito agressivo. Mas, como filhotinho de cachorro é ligado no 220 volts, muitos cachorros, principalmente os mais idosos, não aguentam a energia dos pirralhos e é importante que ele aprende a hora certa de brincar para não estressar o antigo morador.

Outra situação que pode assustar, mas é normal, são as brincadeiras. Cachorro brinca de forma mais agressiva e podem parecer brigas, mas não são. Rolar no chão, mordiscar, bater com a pata… são brincadeiras típicas desses animais fofuchos. Se você ficar o tempo todo preocupada que o filhote vai se machucar e ficar brigando com o mais velho separando os dois, ambos vão entender que é errado brincar e ficarem juntos, ou seja, entenderão exatamente o contrário do que queremos.

É fácil saber quando eles estão brincado: os cachorros ficam com o corpo mais relaxado e você percebe que nenhum deles está tentando fugir, muito pelo contrário, é comum o filhote receber uma patada que parece ter machucado e aí o danado vai lá e parte de novo pra cima do cachorrão. Isso é brincadeira. ♥

Você só precisa ficar atento, pois, por mais que seja brincadeira, se a diferença de tamanho for muito grande, o cachorro mais velho pode acabar machucando sem querer o filhotinho. Mas lembre-se de separá-los sem fazê-lo como uma punição.

Escolhendo o filhote

Raça ou sexo vai influenciar na hora de adaptar o filhote? Olha, claro que isso não é uma regra, mas pode influenciar sim.

Cachorros do mesmo sexo costumam dar mais trabalho na hora da adaptação. Dois machos vão querer a cima de qualquer coisa ser o líder da matilha. Duas fêmeas também, principalmente no período do cio. Já um macho e uma fêmea podem fazer amizade mais facilmente, mas você deve castrá-los o quanto antes (se não quiser que eles cruzem). Se não, você vai ter um trabalho imensurável na época do cio (além de muito provavelmente ganhar filhotinhos extras por acidente, também).

A raça ou, no caso de um vira-lata, o provável temperamento, podem te ajudar a trazer a paz o mais rápido possível para casa. Lembra neste post aqui quando falamos sobre identificar o cachorro dominante, intermediário e submisso? Pois bem, sabendo disso, lembre-se que se você já tiver um cachorro dominante em casa e levar um filhote com as mesmas tendências, a adaptação pode ficar um pouco mais complicada e levar um pouco mais de tempo. Assim como um cachorro submisso perto de um dominante, pode gerar frustrações e até mesmo deixar o animalzinho submisso com alguns problemas como ansiedade ou depressão.

Quando o gato reina

Se ao invés de um cachorro, quem chegou primeiro foi um gatinho, a maioria das dicas a cima para adaptar o filho se aplicam. No entanto os gatos são menos sociáveis que os cachorros e naturalmente já gostam de ficar mais sozinhos. Por isso, se o filhote novo for outro gato ou mesmo um cachorrinho, lembre-se de deixar o gato mostrar que ele quem manda (ficando, claro, sempre atento para evitar brigas). É muito provável que seu gato fique fugindo do novo morador, ainda mais de um filhote cheio de energia que adora ficar mordendo orelhas e correndo atrás. Ajude seu felino a ter a paz que ele tanto ama, brincado com o filhote e gastando suas energias, além de encher o gatinho de carinho e do amor que antes ele já tinha.

 

Sobre o autor

Bruna Cela

Bruna Cela

Publicitária e aspirante a empresária. Mãe coruja da Sunny, daquelas que posta mil fotos no Instagram (como essa aí de cima). Ama tudo o que é relacionado a arte e a escrita é sua melhor ferramenta de expressão. Conversa com todos os pets que encontra pelo caminho e jura que, na maioria das vezes, eles respondem.

4 Comentários

  • Meu cachorro ( Fredi ) cruzou com a cadela ( nina ) da minha quase vizinha ( ela é cinco casas e uma escola longe da minha casa )que chegou a ter três filhotes ( um morreu ;-; ), eu estou pensando muito na hora de adaptar porque Fredi é um cachorro MUITO territorial . Vai ser mais fácil pelo fato de ser seu próprio filhote ( Apolo , o novo residente ) ?
    Obs: Fredi é um cachorro muito antissocial que odeia porquinhos da índia e calopsitas

    • HAHAHAHAHHAHAH coitados dos porquinhos da índia e das calopsitas 😂😂. Mas então, Duda. Pode ser que a adaptação seja mais fácil por ele ser o pai, sim. Desde que ele tenha contato com os filhotes desde o nascimento deles. Caso contrário, a adaptação terá que ser feita aos poucos e com muita paciência. Tenta seguir as dicas deste post e fique sempre atento às reações do Fredi, para ver se ele não apresenta reações agressivas com os bebês, ok?

      Beijos!! =*

  • Amei as dicas, porém meu pequeno “problema” é que meu filhote é um labrador que já é maior e mais pesada que a cachorrinha que já tinha. Então nas horas das brincadeiras meu receio é que a filhote machuque a mais velha. E muitas vezes a mais velha da uns rosnados e avança pra cima da filhote que não fica nem um pouco preocupada, muito pelo contrario, ela fica feliz e sai correndo pra ir pra cima da outra mais uma vez…rs
    Notei também que a mais velha tem ficado muito tempo dentro da casinha dela, mesmo eu tentando incluir ela nas brincadeiras, dar carinhos para as duas ao mesmo tempo, oferecer petiscos enquanto brincamos. No fim ela sempre fica reclusa na casinha.
    Alguma dica que pode me ajudar?
    Minha mais velha tem em torno de 3 anos é de porte médio sem raça definida, e a caçula 4 meses uma labrador.
    Obrigada 🙂

    • Oi Letícia!! Os labradores são mesmo complicados, porque eles não têm a menor noção do quão grandes e fortes são, né? Você faz certinho em ficar atenta para ver se as brincadeiras não estão sendo perigosas, mas lembre-se de, se tiver que separar os dois, não fazer isso como se fosse uma repreensão.
      O que você pode tentar é sempre brincar com a cachorrinha mais velha primeiro e só com ela, sem incluir o filhote. Depois de um tempo a sós você junta a turma toda na brincadeira.
      Você vai ter que ter paciência e ser persistente. Pode demorar um pouco mesmo para os bichinhos se acostumarem com a nova rotina.
      Mas se você perceber que a mais velha está mudando muito o comportamento, perdendo o apetite, ficando muito mais tempo reclusa na casinha, talvez fosse bom procurar uma ajuda profissional, para evitar que ela desenvolva algum tipo de ansiedade ou depressão, ok?

      Beijos e boa sorte!! =*

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