Conjuntivite em Gatos

A conjuntivite é a inflamação de uma membrana que recobre o olho. Tal membrana é altamente irrigada e consequentemente facilmente irritável. A conjuntivite em gatos é um problema frequente e deve ter tratamento rápido para que complicações possíveis sejam evitadas. Em exames clínicos os sintomas são facilmente observados, os mais comuns são a hiperemia (aumento do volume sanguíneo), o edema, o estrabismo, a secreção mucopurulenta, a uveíte (inflamação da úvea, componente do globo ocular), o blefaroespasmo (fechamento repetitivo e involuntário das pálpebras), a epífora (lacrimação mórbida), a pupila menos brilhante, protusão de terceira pálpebra e dor ocular.
Alguns direitos reservados por andrew.turbott

Conjuntivite em Gatos

O diagnóstico é extremamente importante, pois o tratamento só obterá sucesso se as causas forem determinadas. A conjuntivite em felinos geralmente tem causa infecciosa, isto é, tem algum microrganismo envolvido causando a inflamação. Os agentes etiológicos mais comuns na conjuntivite felina são o herpesvírus felino tipo 1, Chlamydophila felis e Mycoplasma felis. O herpesvírus, por sua vez, costuma estar presente em diversos animais (sempre felinos, pois é um vírus altamente espécie-específico), em estado de latência e em função de fatores como o estresse ou alguma outra alteração emocional que pode se manifestar, causando diversas doenças. Todos esses agentes são parasitas intracelulares obrigatórios e, quase sempre, acometem filhotes e animais com baixa imunidade.
O diagnóstico é feito no consultório médico veterinário após um exame físico completo, bem como um exame oftalmológico. O clínico pode solicitar exames complementares para determinar a etiologia infecciosa e o acometimento do animal. Dentre esses, podem ser solicitados citologia, cultura microbiológica, exames de DNA para determinar a presença de microrganismos patogênicos, hemograma e bioquímica para determinar o status fisiológico do animal frente a infecção, isto é, se está com o sistema imune ativado ou se tem alguma deficiência no organismo.
O tratamento é feito com medicamentos específicos como antibióticos orais ou em colírios para combater as bactérias, e produtos diferenciados, caso a úvea e a córnea estejam acometidas também. No entanto, o vírus não possui uma forma de combate apropriada e sem o tratamento adequado o animal pode vir a ficar cego. Se tratada a etiologia viral, são raros os casos de cegueira, pois uma infecção é que costuma ser crônica, pois se a conjuntivite estiver associada com as bactérias a evolução do problema é extremamente mais rápida. Por tudo isso que, sabendo do estado portador do herpesvirus, o cuidado com o gatinho deve ser redobrado. A higiene dos gatos deve ser extremamente minuciosa e executada com muito cuidado para não estressar o animalzinho além do necessário.

Sobre o autor

Dr. Marcio Waldman

Dr. Marcio Waldman

Medico veterinário, diretor e fundador do www.petlove.com.br. Formado em 1988 pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP e pós graduado em latu sensu em odontologia veterinária, foi secretário geral da Anclivepa SP (associação nacional de clínicos veterinários de pequenos animais) e sócio fundador do Simpavet (sindicato patronal dos médicos veterinários). Atuou como clínico veterinário de pequenos animais de 1988 a 2005 em São Paulo, e em 2005 terminou a atividade na clinica para se dedicar exclusivamente ao Pet Love.

4 Comentários

Deixe um comentário