Doença emergente em felinos: A leishmaniose

A leishmaniose é uma doença com características bem claras em diversas espécies, porém, nos gatos domésticos isso não acontece. Em teoria, os felinos teriam uma resistência bem maior à infecção por leishmaniose do que outras espécies. Porém, pesquisas recentes têm caracterizado essa doença como um problema emergente no perfil clínico de felinosA epidemiologia dessa doença é bastante simples: um mosquito, que se alimenta do sangue de um animal ou ser humano contaminado, adquire o agente infeccioso e, ao realizar uma picada em outro animal, contamina-o.

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Doença Emergente em Felinos: A leishmaniose.

A leishmaniose é uma doença endêmica em diversas regiões do Brasil. Os felinos acometidos geralmente apresentam lesões cutâneas de diversos tamanhos, grandes ou pequenas, detectáveis apenas durante a higiene do animalA evolução da patologia é semelhante ao que acontece em cães e em humanos, sendo que as regiões do corpo mais acometidas são o nariz, a orelha e a região ocular.

Caso o dono encontre alguma lesão na pele do pet que não responda aos tratamentos indicados pelo veterinário, faz-se necessário realizar alguns exames diagnósticos para se averiguar se o bichinho não está infectado com a doença. Caso isso ocorra, é extremamente importante que, não apenas o clínico esteja atualizado acerca das doenças recorrentes na região, mas que o proprietário seja capaz de fornecer informações suficientes para determinar o caminho e a conduta clínica.

As informações importantes que podem ser informadas pelo proprietário são: doses de vacinação, tipo de alimentação, se frequenta a rua ou não, se o pet é castrado ou não, se ele mora em casa ou em apartamento, entre outros dados. Sobre a situação ambiental da casa é importante informar se está próxima a reservas naturais (nesses locais há maior proliferação de mosquitos), se há presença de mosquitos na vizinhança ou ectoparasitasOutras informações, mais específicas, podem ser requisitadas durante a consulta.

O médico veterinário pode pedir alguns tipos de exames para confirmar a suspeita diagnóstica de leishmaniose, como citologia de pele, biópsia, exames de sangue (sorologia), bem como pode dispor de técnicas avançadas de diagnóstico molecular, como PCR ou blotting. Sempre que houver dúvida sobre a saúde do animal de estimação, é  de suma importância procurar um médico veterinário.

O que tem sido indicado para o tratamento dos gatos, e também dos cães com leishmaniose, é a associação de alopurinol, anfotericina B e tratamentos complementares. Os animais tratados com essas substâncias apresentam melhora clínica significativa, mas ainda há dúvidas de que haja a cura parasitológica. Algumas pesquisas apontam que a infectividade para os vetores a partir de animais tratados com alopurinol é reduzida e isto é favorável do ponto de vista da saúde pública. Porém, como os gatos demonstram uma grande facilidade em conviver com patologias por longos períodos sem necessariamente exibirem sinais e/ou sintomas, sendo que o mesmo não ocorre em cães, esse fato pode facilitar a transmissão de zoonoses dos felinos para o homem.

Sobre o autor

Bruno Oliveira

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