Dia Mundial do Coração

No dia 29 de setembro é comemorado o Dia Mundial do Coração, que tem como objetivo alertar e conscientizar sobre as doenças cardiovasculares – que é a maior causa de morte humana no mundo. Além da conscientização, todos os anos instituições governamentais e organizações privadas promovem campanhas, como o Setembro Vermelho, para incentivar hábitos mais saudáveis, que ajudam a prevenir essas doenças. Assim como os humanos, os pets também podem sofrer com problemas no coração e a data é usada na medicina veterinária com a mesma finalidade.

De acordo com o CRMV-SP (Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo), estima-se que 85% dos cachorros acima de 13 anos são acometidos com doenças que prejudicam o funcionamento das válvulas cardíacas. Essas válvulas são responsáveis pelo fluxo correto de sangue e quando há o mau funcionamento, pode fazer com que o pet tenha intolerância ao exercício, fraqueza e tosse. Se a degeneração valvar estiver muito avançada, pode resultar em insuficiência cardíaca congestiva. Você pode conferir uma lista completa com as principais doenças cardíacas em cachorros nesse post exclusivo.

Agora, quando falamos sobre os gatos, o American Veterinary Medical Association (AVMA) relata que um a cada 10 gatos em todo mundo pode ser afetado por doenças cardíacas. A principal condição que acomete os felinos domésticos é a cardiomiopatia hipertrófica, doença que causa um espessamento no músculo cardíaco prejudicando o fluxo sanguíneo. Confira essa matéria especial informando quais são as principais doenças cardíacas que afetam os gatos. 

Causas das doenças cardíacas

Nos cachorros e gatos, a principal causa dos problemas cardíacos é a predisposição genética. Se os pais ou avós sofreram com alguma dessas doenças ou se há um histórico na raça, há chances do pet desenvolver essas patologias também. Além dos motivos genéticos, a alimentação inadequada, falta de exercícios físicos e a idade são outros fatores causais das doenças do coração.

Diagnóstico e prevenção

Os problemas no coração muitas vezes são silenciosos, ou seja, os sinais clínicos demoram para aparecer. Decorrente a isso, o diagnóstico da doença pode ser tardio. As principais manifestações que o pet pode apresentar são tosse, intolerância ao exercício, falta de apetite, dificuldade respiratória e, em casos mais graves, desmaios.

Os exames de rotina feitos por um médico veterinário são primordiais, já que uma simples avaliação dos batimentos cardíacos do pet pode identificar alguma alteração. A frequência recomendada para check-ups se o pet for idoso e a cada seis meses ou uma vez ao ano se o pet for adulto.

A maioria das doenças cardíacas não tem cura, mas sim formas de controle para proporcionar uma melhor qualidade de vida ao pet. Por isso, quanto mais cedo for o diagnóstico, aumenta as chances de evitar que problemas maiores aconteçam.

Sobre o autor

Beatriz Mario

Beatriz Mario

Graduanda em Medicina Veterinária, sonho que tenho desde de criança, hoje sou conhecida como a louca dos gatos, mas nas horas vagas sou a louca dos bichos também, sem distinção. Tenho 10 lindos gatinhos resgatados e meu propósito é poder ajudar o máximo de pets possível (E seus pais e mães humanos escrevendo aqui no blog).

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