Dia Mundial do Gato
Seus ancestrais chegaram por aqui antes de nós, há 65 milhões, no Período Cretáceo, e o primeiro carnívoro assemelhado ao que conhecemos hoje apareceu cerca de 10 milhões de anos antes do primeiro cachorro. Donos de lindos olhos, já foi símbolo de poder no Egito e perseguido pela Igreja. Com uma história tão rica assim, é claro que o gato tinha que ter um dia só dele.
O peludinho preferido de muitas famílias é cada vez mais procurado como companheiro de vida. Pesquisa realizada pelo Instituto Pet Brasil (IPB) mostrou que o número de gatos nas residências nacionais cresceu 8,1% entre 2013 e 2018, enquanto a quantidade de cães aumentou só 3,8%. Estudos apontam que em uma década o número de gatos nos lares brasileiros irá ultrapassar o de cachorros, algo que já acontece em outros locais do Mundo.
Essa preferência tem como principal motivo o estilo de vida das pessoas: cada vez menos tempo em casa e moradias com pouco espaço. Como o gato é um animal com um lado independente forte e se adapta bem ao “aperto”, daí ele cair nas graças da população. Mas não se engane: aqui sempre falamos o quanto os felinos domésticos precisam de espaço, cuidado e principalmente enriquecimento ambiental para se sentirem satisfeito como espécie.
O início da relação do peludinho com humanos ainda gera incertezas e debates. Mas a versão que prevalece diz que o bichinho foi inicialmente tratado domesticamente no Egito, na época dos faraós. Isso explicaria, por exemplo, a existência das famosas esculturas e desenhos (até com forma humana) do animalzinho.
Semi-domesticado
Uma curiosidade bem legal de saber nesse dia especial do felino é que apesar dos gatos viverem em nossa companhia há bastante tempo, eles ainda não são considerados animais domesticados.
É isso mesmo, como ele não foi domesticado de forma ativa, ou seja, não houve uma real intenção humana em se fazer isso – diferentemente dos cães -; os gatos é que foram entrando em nossas casas e se tornando parte da família por vontade própria, por isso ainda mantêm algumas de suas características “selvagens”.
Essa natureza do bichinho, que mantém seu etograma (lista de comportamentos naturais da espécie) inalterado, é que faz ainda muita gente achar ele um tanto interesseiro, desconfiado e menos amoroso que os cachorros. Mas isso só cola pra quem não tem um gato em casa ou ainda não pôde conviver com um. Quem já teve esse privilégio sabe muito bem que o bichano é, sem dúvidas, um pet ideal e um parceiro especial.
Se você é catlover de corpo e alma, aproveite a data comemorativa e saiba como manter o seu filho de quatro patas feliz e seguro dentro de casa.


