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Pets podem salvar vidas doando sangue

Por Gabriel Arruda -

Levar um pet para doar sangue é uma atitude nobre e pode preservar muitas vidas. Todavia, esse é um ato ainda desconhecido por muita gente, o que acaba não cooperando em casos de pets que precisam urgentemente de uma transfusão.

Para quem não sabe, diferentemente dos bancos de sangue para humanos, as primeiras instituições que armazenam sangue animal surgiram apenas no final do século XX, mas já fazem um trabalho fundamental. Nos Estados Unidos, por exemplo, 29 milhões de unidades de sangue são transfundidas anualmente em mais de quatro milhões de pets.

Entretanto, aqui no Brasil isso ainda é pouco explorado. O médico veterinário responsável pelo Banco de Sangue Veterinário (BSVET), Rafael Galesco, diz que a procura por sangue animal aumenta a cada ano. “A demanda de sangue vem crescendo ano a ano. Isso porque mais pets estão frequentando os hospitais veterinários, logo muitas doenças estão sendo prevenidas – o que não acontecia antigamente, já que muitos animais morriam antes mesmo de chegar ao médico veterinário”, disse.

Segundo Rafael Galesco, as patologias que mais necessitam de sangue são problemas hematológicos causados por doenças do carrapato e anemias, seguidos por tumores e quimioterapias. Além disso, muitos pets vítimas de algum tipo de acidente, como atropelamentos, por exemplo, necessitam de transfusão.

Pets podem salvar vidas doando sangue

Prática impopular

Lamentavelmente, o ato de levar o pet para doar sangue ainda é bem desconhecido por aqui. Na visão de Rafael Galesco, a mídia e os próprios médicos veterinários precisam fazer um trabalho específico para que os pais de pet tenham conhecimento sobre a prática. “Há uma década, quando abrimos o BSVET, praticamente ninguém sabia dessa ação, era bem difícil conseguir doadores. Hoje em dia percebemos que, às vezes, pelo menos alguns já ouviram falar sobre doação de sangue animal. Acredito que reportagens sobre o assunto e até mesmos os médicos veterinários conversando com os tutores ajudariam bastante a aumentar o número de doadores”, afirmou.

De acordo com ele, o objetivo é fazer com que todos os médicos veterinários, após as consultas, orientem as pessoas a procurarem um banco de sangue animal para realizar doações. É uma das alternativas para tentar suprir a alta demanda, já que os sangues disponíveis não são suficientes para ajudar todos.

Pets podem salvar vidas doando sangue

Quero que meu pet seja doador

Assim como na doação de sangue humano, existem alguns pré-requisitos e restrições que devem ser seguidos para que um cão ou gato torne-se um doador. Primeiramente, os animais são submetidos a uma avaliação clínica criteriosa por um médico veterinário e fazem uma série de exames antes da doação, tais como:

  • Hemograma
  • Contagem de plaquetas
  • Ureia
  • Creatinina
  • Brucelose
  • Leishmaniose
  • Dirofilariose
  • Erliquiose
  • Doença de Lyme

Para realizar a doação, o cachorro ideal precisa:

  • Ter entre um e oito anos de idade;
  • Pesar mais de 25kg;
  • Ser dócil e vacinado anualmente;
  • Nunca ter recebido transfusão;
  • Não estar sob tratamento médico;
  • Não ser obeso;
  • Preferencialmente nunca ter tido contato com carrapato;
  • Fêmeas: não estar no cio ou prenhe.

Já por parte dos felinos:

  • Temperamento dócil;
  • Pesar mais de 5kg;
  • Ter entre um e oito anos de idade;
  • Vacinação e vermifugação em dia;
  • Não apresentar doença ou transfusão prévia;
  • Nunca ter tido contato com carrapatos;
  • Fêmeas: não estar no cio ou prenhe.

Vale destacar que, como o volume de sangue retirado é proporcional de acordo com o pet, não há nenhum tipo de dor, fraqueza ou desconforto após a doação. Em um animal saudável, assim como acontece com os humanos doadores, o sangue retirado é reposto em pouco tempo pelo organismo.

Quer que o seu filho de quatro patas seja um doador de sangue e salve outros peludos? Entre no site do Banco de Sangue Veterinário, clique em na aba “contato” e envie uma mensagem com as características do seu pet para o BSVET.

Por Gabriel Arruda

É Jornalista, apaixonado por pets, música e futebol. Está sempre em busca de novos desafios, justamente pela curiosidade que o toma conta. Pai de um Beagle chamado Johnny, mais conhecido como "O Destruidor".

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