Como cuidar dos diferentes tipos de coelhos
Caso alguém peça para você idealizar a imagem de um coelho, provavelmente o imaginará completamente branco, pequeno, peludinho e de orelhas em pé, acertei? Por esse ser um pensamento comum, bastante gente presume que os coelhos são únicos, isto é, não existem raças com diferentes particularidades, assim como cães e gatos.
Apesar da existência de diversas raças, saiba que cada orelhudo possui seu próprio temperamento, mas esse não é o único ponto que diverge, já que as características gerais de cada linhagem são próprias e exclusivas.
Os coelhos são divididos em duas classes: domésticos e selvagens. Embora sejam da mesma espécie, os dois tipos são muito diferentes quando falamos em cuidados específicos. Além disso, para que não sabe, o coelho e a lebre são da mesma família. A categoria Lepodae pertence à ordem dos mamíferos lagomorfos e inclui quase 60 espécies de lebres e coelhos. No geral, todos os membros desta família são intitulados coelhos, exceto os gêneros Caprolagus, Pronolagus e Lepus, que compõem as lebres.
Coelho “pet” x selvagem x lebre
Por mais que existam mais de 50 espécies de coelho mundo afora, saiba que poucos foram domesticados e podem se adaptar à vida dentro de casa, claro, desde que recebam todos os cuidados específicos.
As raças domésticas, por mais que tenham suas particularidades, possuem os mesmos cuidados específicos em relação à alimentação, higiene, ambiente, entre outros. A expectativa de vida deles gira em torno de seis a oito anos, mas alguns podem chegar até aos 10 anos de vida – para isso, o tutor deve estar sempre atento ao comportamento do peludo para prevenir qualquer tipo de problema de saúde.
Os selvagens, por sua vez, vivem em média apenas dois anos, devido a alguns pontos, como predadores, disponibilidade de alimentos e clima, enquanto as lebres vivem entre um e cinco anos. Mas o grande ponto responsável por essa diferença está ligado aos cuidados regulares que os coelhos domésticos recebem dentro do lar.
Por viverem soltos na natureza, os coelhos selvagens e as lebres podem parecer ainda mais semelhantes, mas as características são bastante distintas. Por exemplo, os coelhos geralmente, quando estão em perigo, se escondem em tocas cavadas por eles mesmos, já as lebres, correm incansavelmente, podendo até mesmo atingir os 55 km/h. Outro ponto importante é que as lebres são ótimas nadadoras, enquanto os coelhos – domésticos e selvagens – sequer tomam banho.
Tamanhos
Os orelhudos do lar são bastante conhecidos e podem ser diferenciados especialmente pelo tamanho em comparação aos selvagens e as lebres. A estatura deles não é exata, já que cada raça possui um padrão, mas ainda assim não chegam tão próximos aos que vivem na natureza, que tendem a ser bem maiores. Já as lebres possuem orelhas e extremidades mais compridas que ambos. No geral, coelhos pesam entre 1,5 e 2kg, podendo atingir até os 50cm de altura, enquanto as lebres pesam entre 3 e 4kg e medem até 60cm.
Semelhanças
Apesar das inúmeras divergências, por serem da mesma família, os coelhos e as lebres também possuem algumas afinidades. Entre elas a dentição difiodonte e o crescimento excessivo dos dentes, a alimentação herbívora e a alta taxa de reprodução – apesar das lebres dependerem da latitude da região para se reproduzir, a quantidade ao ano se assemelha bastante a dos coelhos, que procriam o ano todo.
Posso adotar um coelho selvagem ou uma lebre?
A princípio, não é recomendado criar um coelho selvagem ou lebre dentro de casa. Estes são animais que não estão acostumados com a presença de humanos, ou seja, não são sociáveis. Ainda mais se levarmos em conta que as lebres não foram domesticadas. Além disso, mesmo que seja feito o manejo correto dos filhotes, o instinto selvagem deles deve dificultar ainda mais a adaptação ao lar.
Vale destacar que, apesar de serem muito parecidos, existem diferenças importantes que devem ser lembradas. É imprescindível conhecer todos estes aspectos antes mesmo de adotar um pet, no intuito de oferecer uma ótima qualidade de vida, atendendo todas as necessidades da espécie.




