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Doença de Parkinson em cães

Por Bruno Oliveira -

Doença de Parkinson (DP) é uma mal humano, neurodegenerativo, com sintomas que incluem bradicinesia, tremor em repouso ou instabilidade postural. As pessoas, com essa doença, também podem apresentar sintomas não-motores, como a depressão. Veja como a Doença de Parkinson age nos cães!

Animais são usados com frequência pela ciência médica para encontrar novos tratamentos para as mais diversas doenças humanas. Tumores, transplantes, doenças degenerativas, entre outras, tem tratamentos testados primeiramente em animais (cobaias), para depois serem usados nas pessoas.

Cachorro deitado

A doença de Parkinson também passa por esse tipo de estudo. Como é exclusivamente humana, não se manifestará espontaneamente nos animais, precisando ser induzida para possibilitar o estudo. Isso se faz com a administração de agentes neurotóxicos.

A neurotoxina MPTP é capaz de produzir mudanças bioquímicas e neuropatológicas, muito semelhantes às que ocorrem na Doença de Parkinson idiopática, mas raramente induzem a formação de corpúsculos de Lewy. A administração de MPTP nos animaizinhos faz com que reflitam as características da doença no homem, simulando as mudanças patológicas, histológicas, bioquímicas e seus distúrbios funcionais.

Recentemente, pesquisadores da University of Missouri, nos Estados Unidos, descobriram que uma mutação genética que ocorre em Terrier Tibetanos se assemelha bastante à desordem neurológica humana relacionada com a doença de Parkinson. A doença dos cães, que não é Parkinson, pois essa é só humana,  é conhecida como ceroidolipofuscinose neuronal.

Ocorre em animais adultos, e aparecem com sinais clínicos como demência, alterações de comportamento visual, perda da coordenação, agressão injustificada e completa alteração comportamental. É fatal para os pets e transmitida de pais para filhos.

Embora essa a Doença de Parkinson não seja canina, os animais podem ser acometidos por diversas patologias de origem nervosa, sejam com alterações no sistema nervoso central, ou periférico. A origem se dá de formas variadas: traumáticas, infecciosas ou hereditárias. Uma, bastante frequente na rotina médico-veterinária, é a cinomose, causada por um vírus e pode ser evitada com uma vacinação correta e medidas higiênicas profiláticas. Por mais que os medicamentos para cães sejam administrados, a cura é muito difícil.

Qualquer alteração comportamental, de movimento, andar cambaleante, tremores ou outros, que sejam notados pelo proprietário, pode ser um indicativo de que algo na saúde do animal não está bem e deve ser tratado o quanto antes. Só assim, dependendo da rapidez de diagnóstico e o começo do tratamento, há chances de cura e, consequentemente, de aumento do tempo de vida do cão.

Por Bruno Oliveira

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4 comentários

  1. Dudu disse:

    Existe algum estudo no tratamento de sequelas motoras oriundas da Cinomose (como tremores involuntários) com a administração de medicamentos para o Parkinson ?

  2. ricardomateus disse:

    meu cachorro esta com tremores involutarios queria saber qual remedio o senhor poderia passar para ele, e se ele tem risco de morte

  3. Emilia disse:

    Hola! Escribo desde Argentina mi perra de dos años tiembla y tiene rigidez muscular desde el 19 de abril pasado. Ya la hemos tratado con corticoides, ceftraxona, y demás. Los análisis de sangre dieron bien. Ayudeme por favor!!!! Sólo presenta síntomas estando despierta. Espero su pronta respuesta. Gracias!

  4. Dalva antunes disse:

    Minha cachorra é uma poodle de 7 anos.derrepente ela ficou toda rija e cambaleante e tremendo,isso durou cerca de 10 minutos. Oque poderia ser?

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