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Dogue Alemão – Principais doenças

Por Beatriz Mario -

Quem os vê na rua com seu porte gigante e seu focinho comprido pode se assustar, mas quem é mãe e pai da raça sabe o quão amável e dócil eles podem ser. Estamos falando do Dogue Alemão. A raça ficou popular depois de ser representado em desenhos como Scooby-Doo e no filme Marmaduke. Veja as principais doenças do Dogue Alemão neste post!

Por ter sido um cão de caça, passeios diários e exercícios são essenciais. A raça é bastante resistente, porém, por decorrência de seu porte gigante, doenças neurológicas, ósseas e gastrointestinais são bastante comuns. Iremos falar delas a seguir.

Espondilopatia cervical (Síndrome de Wobbler)

Também conhecida como Síndrome de Wobbler, a Espondilopatia Cervical leva a um estreitamento do canal vertebral e consequentemente compressão da medula espinhal cervical e pode evoluir até para danos neurológicos permanentes no pet.

A doença costuma atingir raças de porte grande ou gigante, como o Dogue Alemão, Doberman e Rottweiler. Um dos fatores que contribui para desenvolver a síndrome é o crescimento rápido desses cães, que pode acabar em uma má formação óssea. Entretanto, questões genéticas e de nutrição também podem influenciar no desenvolvimento do quadro.

Dificuldade para se levantar, fraqueza nos membros, cabeça baixa, além de demonstração de dor e falta de coordenação motora são os principais sinais da doença. Portanto, ao notar qualquer um desses sinais, imediatamente leve seu cão a um médico veterinário, pois quanto mais cedo for diagnosticado, mais chances seu filho de quatro patas tem de se recuperar.

Torção Gástrica

A Dilatação vólvulo gástrica, como é conhecida cientificamente, acontece quando o estômago aumenta de tamanho e gira na cavidade abdominal. Com isso, a entrada e a saída do estômago ficam obstruídas, impedindo a passagem de alimentos, água e dos gases. 

A torção gástrica é grave e atinge principalmente os cães de grande porte. Além do Dogue Alemão, raças como Setter, Labrador, Rottweiler e São Bernardo têm chances de serem acometidas com o problema. A doença pode ser resultado de uma alimentação incorreta, exagerada ou ainda por cães que se alimentam muito rápido e logo em seguida praticam exercícios físicos intensos.

Quanto mais rápido o pet for levado ao médico veterinário, mais chances de estabilização e recuperação ele tem. Logo, alguns cuidados como não deixar que o cachorro faça exercícios após se alimentar, evitar situações estressantes e não oferecer o alimento de uma só vez ao dia, ajuda a evitar a torção gástrica.

Problemas locomotores – Displasia coxofemoral e Osteocondrose

Como a maioria dos cães de grande porte, o Dogue Alemão é suscetível a doenças locomotoras. A Displasia coxofemoral é causada por uma má formação da articulação do quadril e também por tecidos moles próximos, por consequência, os ossos não deslizam suavemente entre si e acabam tendo um atrito, causando uma dor intensa, podendo ao longo do tempo provocar a perda da função, levando à paraplegia.

A doença pode ter origem genética ou por fatores externos como obesidade, excesso de exercícios – ou até a falta deles – e má alimentação.

Já a Osteocondrose é um processo patológico que causa a lentidão da transformação da cartilagem, deixando a região acometida bem fragilizada e propícia a lesões. A doença costuma acometer o úmero dos cães (ombro), porém outros ossos podem ser afetados como o cotovelo, punho e joelho.

As causas são parecidas com a Displasia Coxofemoral, obesidade e genética estão entre elas. O tratamento para esta doença é cirúrgico e é feito por artroscopia, onde o profissional irá raspar o osso e retirar fragmentos de cartilagem.

Outras doenças que podem afetar o seu Dogue Alemão:

As doenças citadas aqui são provenientes de estudos e artigos de predisposição de certas doenças em raças. Lembrando que seu pet pode viver uma vida saudável sem ser acometido por nenhuma patologia. Entretanto, a informação e conhecimento são importantes e a qualquer sinal de anomalia com seu peludo, procure um médico veterinário.

Por Beatriz Mario

Estudante de Medicina Veterinária, sonho que tenho desde criança, cresci com gatos e hoje sou uma felícia assumida. Tenho dois felinos resgatados: o Frodo e o Bilbo, que são considerados meus filhos de pelo. Meu propósito de vida é ajudar o máximo de pets possíveis e fazer com que eles fiquem mais felizes e saudáveis escrevendo para o blog da Petlove.

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