Dogue Alemão – Principais doenças

Quem os vê na rua com seu porte gigante e seu focinho comprido pode se assustar, mas quem é mãe e pai da raça sabe o quão amável e dócil eles podem ser. Estamos falando do Dogue Alemão. Como seu próprio nome diz, uma raça originária da Alemanha que, a princípio, era usada como cão de guarda e caça. Conhecidos por sua altura, que muitas vezes em pé podem ultrapassar a de seus pais humanos, o Dogue Alemão é representado em desenhos como Scooby-Doo e estrela do filme Marmaduke.

Por ter sido um cão de caça, passeios diários e exercícios são essenciais. A raça é bastante resistente, porém, por decorrência de seu porte gigante, doenças neurológicas, ósseas e gastrointestinais são bastante comuns. Iremos falar delas a seguir.

Espondilopatia cervical

Também conhecida como Síndrome de Wobbler, a Espondilopatia Cervical leva a um estreitamento do canal vertebral e consequentemente compressão da medula espinhal cervical e pode evoluir até para danos neurológicos permanentes no pet.

A doença costuma atingir raças de porte grande ou gigante, como o Dogue Alemão, Dobermann e Rottweiler. Um dos fatores que contribui para desenvolver a síndrome é o crescimento rápido desses cães, que pode acabar em uma má formação óssea. Entretanto, questões genéticas e de nutrição também podem influenciar no desenvolvimento do quadro.

Dificuldade para se levantar, fraqueza nos membros, cabeça baixa, além de demonstração de dor e falta de coordenação motora são os principais sinais da doença.

Portanto, ao notar qualquer um desses sinais, imediatamente leve seu cão a um médico veterinário, pois quanto mais cedo for diagnosticado, mais chances seu filho de quatro patas tem de se recuperar.

Torção Gástrica

A Dilatação vólvulo gástrica, como é conhecida cientificamente, acontece quando o estômago aumenta de tamanho e gira na cavidade abdominal. Com isso, a entrada e a saída do estômago ficam obstruídas, impedindo a passagem de alimentos, água e dos gases. 

A torção gástrica é grave e atinge principalmente os cães de grande porte. Além do Dogue Alemão, raças como Setter, Labrador, Rottweiler e São Bernardo têm chances de serem acometidas com o problema.

A doença pode ser resultado de uma alimentação incorreta, exagerada ou ainda por cães que se alimentam muito rápido e logo em seguida praticam exercícios físicos intensos.

Quanto mais rápido o pet for levado ao médico veterinário, mais chances de estabilização e recuperação ele tem.

Logo, alguns cuidados como não deixar que o cachorro faça exercícios após se alimentar, evitar situações estressantes e não oferecer o alimento de uma só vez ao dia, ajuda a evitar a torção gástrica.

Problemas locomotores – Displasia coxofemoral e Osteocondrose

Como a maioria dos cães de grande porte, o Dogue Alemão é suscetível a doenças locomotoras. A Displasia coxofemoral é causada por uma má formação da articulação do quadril e também por tecidos moles próximos, por consequência, os ossos não deslizam suavemente entre si e acabam tendo um atrito, causando uma dor intensa, podendo ao longo do tempo provocar a perda da função, levando à paraplegia.

A doença pode ser adquirida geneticamente ou por fatores externos como obesidade, excesso de exercícios – ou até a falta deles – e má alimentação.

Já a Osteocondrose é um processo patológico que causa a lentidão da transformação da cartilagem, deixando a região acometida bem fragilizada e propícia a lesões. A doença costuma acometer o úmero dos cães (ombro), porém outros ossos podem ser afetados como o cotovelo, punho e joelho. As causas são parecidas com a Displasia Coxofemoral, obesidade e genética estão entre elas. O tratamento para esta doença é cirúrgico e é feito por artroscopia, onde o profissional irá raspar o osso e retirar fragmentos de cartilagem.

 

Agora que você já sabe as principais doenças que podem afetar o Dogue Alemão, fique sempre atento a qualquer sinal que seu grande cão possa apresentar e sempre leve a um médico veterinário para check-ups e garantir seu bem-estar e saúde.

Sobre o autor

Beatriz Mario

Beatriz Mario

Graduanda em Medicina Veterinária, sonho que tenho desde de criança, hoje sou conhecida como a louca dos gatos, mas nas horas vagas sou a louca dos bichos também, sem distinção. Tenho 10 lindos gatinhos resgatados e meu propósito é poder ajudar o máximo de pets possível (E seus pais e mães humanos escrevendo aqui no blog).

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