Dogue de Bordeaux – Principais doenças

Chamando a atenção por onde passa, com seu porte gigante, rugas no rosto e pelagem avermelhada, o Dogue de Bordeaux é uma das raças de origem francesa mais antigas que existem. Primordialmente usado como cão de caça e guarda, ele foi quase extinto na Segunda Guerra Mundial devido sua localização geográfica. Graças ao filme “Uma dupla quase perfeita”, de 1991, estrelado por Tom Hanks, a raça voltou a ser disseminada pelo mundo, sendo muito famosa até hoje. 

Por ser um cão europeu, o Dogue de Bordeaux chegou ao Brasil apenas em 1985, por isso, até hoje demonstra sua preferência ao frio e não está adaptado ao clima tropical do país, exigindo alguns cuidados principalmente no verão. Apesar do seu grande porte e força física, doenças decorrentes de seu tamanho, peso e pelagem podem aparecer ao longo de sua vida. Iremos falar delas a seguir.

Displasia da anca

A displasia da anca é um desenvolvimento anormal da cabeça do fémur e do acetábulo (quadril), trata-se de um problema congênito associado a raças de grande porte ao qual se juntam outros fatores como a obesidade, a atividade física excessiva e um crescimento rápido do cão. As articulações não se formam corretamente e o acetábulo que é a parte côncava que aloja a cabeça do fémur não a cobre totalmente. Isso pode causar dores e dificuldades para se locomover.

Além do Dogue de Bordeaux, raças como São Bernardo, Bulldog, Pastor Alemão, Labrador, Rottweiler, Mastim e Golden Retriever têm predisposição em ter a doença.

O diagnóstico é feito principalmente por exame radiográfico e alguns hábitos devem ser mudados para a melhora do quadro, como a alimentação e frequência menor de  exercício físico. A fisioterapia também é uma prática muito usada hoje em dia, que pode melhorar muito a condição do cão e fornecer qualidade de vida. 

Conjuntivite 

Por conta de suas pálpebras caídas, o Dogue de Bordeaux é comumente afetado com a tão famosa conjuntivite. Um notícia boa é que a conjuntivite canina não passa para pessoas e vice-versa. Muito conhecida por ser transmissível, é difícil de haver o contágio entre os pets, já que a maioria dos casos de conjuntivite canina são causados por corpos estranhos, ressecamento dos olhos ou traumas. Mas afinal, o que é a conjuntivite? 

A  conjuntivite canina é uma inflamação na região dos olhos, afetando a mucosa das pálpebras, chamada de conjuntiva, que tem justamente o papel de proteger os olhos.

Além do Dogue de Bordeaux, raças como Bulldog Francês, Sharpei, Pug e Chow Chow têm predisposição em ser acometido com a doença.

Os sintomas são facilmente identificados, vermelhidão, inchaço e secreção na região dos olhos são os principais sinais clínicos. Apesar de ser bastante comum, a conjuntivite se não tratada, pode causar cegueira no pet, por isso, a qualquer sinal de que seu cão está com problemas oculares, leve-o ao médico veterinário, ele irá diagnosticar e indicar o melhor tratamento.

Hipertermia 

Apesar de não ser uma doença e sim uma condição, a hipertermia é um assunto importante de abordar quando trata-se do Dogue de Bordeaux. Como dito acima, essa raça não está acostumada com o calor e são caracterizados como braquicefálicos (focinho curto), o que pode agravar ainda mais o quadro. A hipertermia é uma condição perigosa que provoca um aquecimento exagerado do corpo, sendo a temperatura corporal normal dos cães 38º a 39ºC. Quando expostos a situações de calor excessivo, associadas ou não ao exercício físico intenso, o organismo pode não conseguir fazer a regulação térmica, a temperatura aumenta e se inicia um quadro de hipertermia que afeta o funcionamento dos órgãos, podendo causar morte celular e o pet vir a óbito.

Além do Dogue de Bordeaux, raças como Pug, Bulldog Francês e Shih Tzus, também têm dificuldade para fazer essa regulação de temperatura. Isso porque o “canal” nasal é mais curto, o que torna a respiração mais difícil, já que a passagem do ar apresenta maior resistência.

Os sintomas podem ser bem evidentes, como salivação excessiva, respiração ofegante, andar cambaleante e desorientado. Caso o seu cão apresente esses sintomas, o melhor a fazer é refrescá-lo lentamente para não causar choque térmico e levar imediatamente ao médico veterinário.

 

Outras enfermidades como dermatites e fungos são bastante comuns no Dogue de Bordeaux decorrente das suas lindas dobrinhas, portanto, sempre mantenha-as limpas e faça check-ups periodicamente com o médico veterinário para prevenir que essas doenças se manifestem.

Sobre o autor

Beatriz Mario

Beatriz Mario

Graduanda em Medicina Veterinária, sonho que tenho desde de criança, hoje sou conhecida como a louca dos gatos, mas nas horas vagas sou a louca dos bichos também, sem distinção. Tenho 10 lindos gatinhos resgatados e meu propósito é poder ajudar o máximo de pets possível (E seus pais e mães humanos escrevendo aqui no blog).

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