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Espondilose animal – bico de papagaio

Por Bruno Oliveira -

Espondilose  (hérnia de disco ou “bico de papagaio”) é uma doença degenerativa e proliferativa que ocorre na coluna vertebral. É caracterizada pelo aparecimento de novas formações ósseas, localizadas entre as vértebras, que formam “pontes” ósseas entre os corpos vertebrais.

Essas “pontes” são formadas entre as vértebras torácicas, lombares e lombo-sacrais. Pode acometer cães e gatos e é mais frequente em animais mais velhos, quase idosos, sendo que também foi constata uma maior presença do problema em animais do sexo feminino.

Cachorro com espondilose

Acredita-se que possa haver alguma origem genética para a manifestação da doença, mas ao certo ainda não se sabe como ela começa e a sua causa.

Os pets doentes têm como sinais clínicos a presença de dor quando é apalpado na coluna, claudicação (cãibra) em um ou mais membros, alteração de marcha (começam a andar diferente), ficam agressivos devido à dor e apresentam-se apáticos e tristes.

Podem chegar a ter atrofia muscular dos membros posteriores, caso os osteófitos comprimam os nervos ligados à esses músculos.

Espondilose (bico de papagaio), o que fazer?

O pet, com alteração de comportamento, precisa ser examinado por um médico veterinário, que, provavelmente, solicitará alguns exames, principalmente o Raio-X, para conseguir verificar o que está acontecendo e o grau de severidade da doença.

Normalmente são realizados dois Raios-X, um ventro-dorsal e outro lateral, para poder se observar bem as condições e a formação das pontes ósseas. Em casos de muita dor, ou de compressão de nervos, a cirurgia precisa ser realizada. Caso o médico veterinário não indique o procedimento cirúrgico, a administração de analgésicos será prescrita para aliviar a dor.

Para tratar bem um pet idoso acometido por essa doença é importante colocar tapetes antiderrapantes pela casa, para evitar os escorregões do cão. Para que o animal chegue aos locais mais altos em que está acostumado, é necessário colocar escadas para cachorro para ajudá-lo.

Pode-se optar pelas coleiras peitorais ao invés das de pescoço, pois são mais seguras para cães com lesão na coluna. Além disso, deve-se deixar os potinhos de comida e de água em locais mais altos, para facilitar a alimentação.

É aconselhável que o pet durma em camas, de modo que fique mais confortável. Por fim, é preciso disponibilizar alguns brinquedos para que ele se distraia e fique feliz.

Por Bruno Oliveira

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7 comentários

  1. carmen katsonis disse:

    Parabens! Excelentes as informações do site. Esclarecedoras.

  2. Izabella disse:

    Achei muito informativo e completo! Você sabe dizer se as dores podem levar a vômito? Tenho uma poodle com 16 anos que foi diagnosticada hoje com bico de papagaio, mas não sei se foi uma coincidência descobrir que ela se encontra nessa condição e se tem vomitado por outros motivos ou se as dores são tão intensas (apesar de ela aparentar se locomover relativamente bem) que a levaram a vomitar uma espuma branca =(
    Obrigada desde já!

    1. Diego disse:

      oi izabella, provavelmente seu animal não estava vomitando por bico de papagaio, pois a espondilose é normalmente um achado radiográfico, e apenas apresenta alguma alteração visível clinicamente quando acomete 3 vértebras ou mais, o caso deve ser analisado mais a fundo ;D

  3. Anônimo disse:

    O cachorro pode voltar a ter uma vida normal, como a de antes?

    1. Diego disse:

      depende ! tudo vai depender do grau de degeneração do seu pet ! não se pode dizer sem a analise do caso completo 😀

  4. Luci Zen disse:

    Hoje, por exame de rx recebi o diagnóstico espondilose no meu cão, é um labrador, ele está sem firmeza na parte traseira, estou usando um lençol por baixo para levantar e por si fazer necessidades, será que ele volta a andar? Está sendo acompanhado por veterinário e será avaliado por um veterinário ortopedista. Meu receio é de ele não ficar mais em pé. Desde já agradeço por algum esclarecimento.

    1. Jade Petronilho disse:

      Olá, Luci! Essa condição é relativamente comum em cães de diferentes raças, sendo necessária a avaliação do ortopedista e até de um fisioterapeuta para instituir o melhor protocolo. Dependendo do quadro, ele pode ser reversível. É importante manter o peso do seu pet e seguir à risca as orientações dos profissionais que o acompanham. Um abraço!

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