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Estudo pesquisa a história do gato como pet na Europa

Por Anderson Mafra -

Se desde os tempos de escola você é chegado em História, vai adorar conferir esse nosso post. E, mesmo que nunca tenha morrido de amores pela matéria, mas não vive sem um gatinho, vai gostar também de saber mais sobre como ele ganhou os lares europeus, antes de desembarcar aqui e conquistar o seu merecido espaço em nossos corações.

Talvez você lembre que não faz muito tempo que nós publicamos uma matéria contando a origem do gato doméstico. Na oportunidade, foi explicando que, ao que tudo indica, os gatos foram domesticados primeiramente no Egito e que a dedução tem como base a existência das famosas esculturas e desenhos (até com forma humana) dos bichinhos. Com certeza você já deve ter visto algum deles pelo menos uma vez.

Quadro-gato-Petlove

Voltando para a “dominação” europeia dos gatos (?), trouxemos uma novidade sobre o assunto. Um estudo polonês avaliou a dieta de gatos da época da Europa Central Neolítica para analisar se eles viviam ao lado dos humanos. Além disso, foram examinados restos mortais de gatos selvagens europeus do mesmo período, além de outros fósseis do período pré-neolítica e também romano.

As pesquisas realizadas indicam que os gatos tenham se popularizado na Europa Central juntamente com a ascensão do Império Romano. Além disso, o gato núbio, originário do norte da África e do Oriente, tornou-se predominante entre os europeus daquela época por ser um ótimo caçador dos predadores que viviam assombrando as colheitas.

Os cientistas acreditam também que o gato núbio, considerado um dos mais antigos ancestrais dos gatos domésticos, chegou à Europa inicialmente pela Grécia e Itália. O animal ganhou a simpatia de fazendeiros europeus por ser bom de “serviço” e, de geração em geração, foi aproximando suas patinhas das residências, até se tornar um estimado companheiro.

O júbilo, porém, veio no século XIX, quando os ingleses deram aos gatos um prestígio que até então era exclusivo dos cães, e passaram a criá-los profissionalmente. Por meio de cruzamentos seletivos, os criadores buscavam reforçar as características físicas e comportamentais que mais desejavam nos peludinhos, e assim davam origem às mais diferentes raças felinas.

Após receber a atenção de criadores e começar a ser visto como parte integrante da família – principalmente pela nobreza -, o gato passou a ser cada vez mais procurado pelos europeus, que demonstravam a adoração pelo bichinho, retratando-o em pinturas e quadros, por exemplo, muitos dos quais fazem sucesso até hoje. 

Independentemente de ser “culpa” dos gregos, italianos ou ingleses, o bom é que o gato atravessou os oceanos, ganhou os continentes e hoje não para de crescer o número de lares que contam com ao menos um exemplar da espécie. Com seu jeitão “dono de si” único, o peludinho segue firme e forte rumo à dominação planetária. Vida longa ao rei! 

Por Anderson Mafra

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