FIV, a “Aids” felina: saiba identificar os sinais da doença

As saidinhas pela rua representam um perigo enorme para os gatos, pois além de estarem sujeitos a atropelamentos, acidentes, maus tratos e brigas com outros animais, eles podem contrair o vírus da AIDS felina, a FIV – Feline Immunodeficiency Virus (Vírus da Imunodeficiência Felina).

Neste 1º de dezembro, dia Mundial de Combate a AIDS, lembramos que o tema é relevante também no mundo felino, afinal, mesmo pouco conhecida, a doença requer cuidados, pois o vírus é transmitido pelo contato – principalmente pela saliva e unhas do gato infectado. Por isso, o convívio do seu bichano com gatos desconhecidos deve ser evitado, pois em uma briga ou até mesmo na partilha de um brinquedo ou pote de ração o vírus pode se propagar.


A Doutora Lissabele Helena Maluf, Médica Veterinária Clínica de Pequenos Animais, explica que nem todos os recém nascidos de gatas com FIV necessariamente terão o vírus, porém, a doença poderá ser transmitida aos filhotes pela placenta e também pelo aleitamento materno. A especialista recomenda que os gatos sejam castrados – para inibir o comportamento agressivo – e domiciliados, para excluir os perigos da rua.

Por conta dos boatos que existem por aí, é sempre bom reforçar que os humanos, cães e demais pets não correm risco de infecção, pois como a própria sigla deixa explícito, o vírus atinge exclusivamente os felinos.

Sintomas

A FIV é muito silenciosa e discreta, em muitos casos os pais nem sabem que o gato é portador do vírus – que pode demorar anos para se manifestar -, por isso a visita periódica ao médico veterinário não pode ser deixada de lado. Fique atento aos casos de infecções, febre, pneumonia e perda de peso, pois eles podem denunciar a presença do vírus.

Infelizmente não tem cura, mas o alento é que assim como em outras doenças, a descoberta em estágio inicial ajuda muito para que os resultados do tratamento sejam melhores e aumenta a probabilidade de sobrevida. Como age no sistema imunológico do animal, uma simples gripe ou outras doenças tipicamente mais leves têm seus danos potencializados e podem ser fatais para o pet que não está recebendo o tratamento adequado.

Tratamento

Como foi citado, ainda não há cura para o vírus, porém há tratamentos e medicamentos que combatem os sintomas da doença. As opções vão desde estimulantes e complexos vitamínicos até a utilização de antivirais, ainda pouco acessíveis devido aos altos custos, segundo a doutora Lissabele.

Algumas vacinas experimentais estão sendo testadas, porém mais estudos são necessários para se chegar a alguma conclusão.

Sobre o autor

Anderson Mafra

Anderson Mafra

É jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

1 Comentário

  • Muito importante falar sobre a FIV. Infelizmente poucas pessoas conhecem a doença e não tem noção do quanto ela é ruim para a qualidade de vida do gatinho. Sempre enfatizo que o melhor para nossos pets é a criação indoor, sem nenhum acesso a rua, por isso recomendo a amigos que tem gatinhos em casa o uso de redes de proteção, para evitar que eles saiam de casa. Fora a FIV, nas ruas ele pode contrair outras doenças, se envolver em brigas e acidentes, assim como está mais suscetível a maldade do ser humano.

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