Tipos de gastrite em gatos, seus sintomas e prevenção
Desconhecida por muitos tutores, a gastrite em gatos é uma condição que pode afetar bastante a qualidade de vida dos bichanos.
Pois é, o desconforto provocado pela inflamação do estômago não é um “problema de gente”: os pets também podem sofrer com dores abdominais, vômitos, alterações no apetite e outros efeitos do desequilíbrio estomacal. Se você acha que o seu gatinho está enfrentando esses sintomas… vale a pena redobrar a atenção!
Apesar do nome meio assustador, a gastrite em gatos é relativamente comum. E a boa notícia é que, com os cuidados certos, é super possível controlar os sintomas e devolver o bem-estar dos bichinhos.
O que é gastrite em gatos?
A gastrite em gatos é uma condição causada pela inflamação da mucosa que reveste o estômago dos felinos.
A gente explica. Assim como os humanos, os gatinhos têm a cavidade gástrica – ou seja, a parte de dentro do estômago – coberta por um tecido mucoso que serve para proteger o estômago contra os ácidos digestivos. Mas, quando está inflamado, esse revestimento perde um pouco do seu poder de proteção, o que causa dor, enjoo, vômitos e outros desconfortos.
Provocada por muitos motivos diferentes, a gastrite em gatos pode surgir de maneira aguda (quando aparece de repente e passa em alguns dias) ou crônica (quando persiste por semanas ou até meses). O tipo crônico normalmente está associado a outros problemas de saúde ou a hábitos que precisam ser corrigidos no dia a dia do pet.
Um dos grandes perigos associados a essa condição é o risco de desenvolvimento de úlceras, que são como feridas internas causadas pelo desgaste dos tecidos do estômago, esôfago e intestino. Elas podem surgir quando a gastrite felina não é tratada da maneira certa, principalmente nos casos dos pets que têm episódios recorrentes.
Por isso, o acompanhamento veterinário é essencial para evitar que o problema se torne mais grave!
Gastrite aguda x gastrite crônica em gatos: entenda a diferença
Para entender melhor o prognóstico e o tratamento, é importante que você conheça as diferenças entre os dois tipos de gastrite em gatos.
A condição pode se manifestar de duas formas:
- Gastrite aguda: geralmente causada por fatores pontuais, como ingestão de alimento impróprio ou mudança alimentar abrupta. Os sintomas aparecem de forma repentina e desaparecem logo após o tratamento.
- Gastrite crônica: é mais persistente, com sintomas que se prolongam por mais de três semanas. Em alguns casos, também pode aparecer na forma de episódios recorrentes. Costuma estar associada a outras doenças ou ao uso prolongado de medicamentos.
Gastrite em gatos: sintomas mais comuns
Identificar os sintomas da gastrite em gatos é o primeiro passo para oferecer o apoio que o bichinho precisa.
E quem tem felinos em casa sabe que essa tarefa pode ser desafiadora. Afinal, os bichanos são verdadeiros “sofredores silenciosos”, e raramente demonstram dor ou desconforto. Por isso, é importante acompanhar a saúde deles de perto e conhecer os principais sinais de alerta para tutores de gatos.
No caso da gastrite felina, a maioria dos sintomas tem a ver com o funcionamento do sistema gastrointestinal. Mas o comportamento do pet também pode mudar bastante.
Alguns dos sinais que merecem atenção são:
- Vômito: é o sintoma mais clássico. Pode conter espuma branca, bile (amarela) ou até sangue, dependendo do grau da inflamação.
- Náusea: o gato pode lamber os lábios repetidamente ou se recusar a comer, comportamentos que indicam náusea e indigestão.
- Falta de apetite: nos casos de gastrite felina, mesmo os gatinhos mais comilões podem perder a fome.
- Letargia: o pet fica mais quieto, sonolento e com menos vontade de brincar.
- Dor abdominal: pode ser percebida se o gato estiver arqueando as costas o tempo todo ou evitando toques na barriga.
- Fezes alteradas: elas podem estar mais escuras que o comum, com consistência alterada ou até com sangue.
- Comportamento de pica: alguns gatos tentam comer plantas, plástico ou outras coisas para aliviar o mal-estar.
O que causa gastrite em gatos?
Em muitos casos, a gastrite é um sinal de que algo não vai bem no sistema digestivo. Por isso, entender a origem do problema é fundamental para um tratamento eficaz.
A gastrite em gatos pode ter diversas causas, que vão desde a alimentação até o equilíbrio emocional dos animais. Geralmente, a condição é provocada (ou agravada) por fatores como:
- Mudanças bruscas na alimentação: trocar de ração sem um período de adaptação pode irritar o estômago.
- Alimentação inadequada: alimentos humanos, leite, petiscos em excesso, comidas que os gatinhos encontram no lixo e qualquer outra coisa que não faça parte de uma dieta segura e pensada especificamente para a espécie felina pode trazer riscos para o sistema digestivo dos pets.
- Ingestão de corpos estranhos: gatos são naturalmente curiosos, e isso faz com que muitos deles acabem engolindo fiapos, objetos pequenos, fios de cabelo, plantas e até pequenos animais (como lagartixas). Tudo isso é capaz de gerar a inflamação.
- Medicamentos: alguns anti-inflamatórios e antibióticos podem causar efeitos adversos no estômago.
- Parasitas intestinais: existem vermes e protozoários que irritam o trato digestivo.
- Doenças infecciosas: a gastrite em gatos pode surgir como consequência de doenças como a PIF (peritonite infecciosa felina), causada por coronavírus felino, ou outras viroses.
- Estresse e ansiedade: gatos são muito sensíveis a distúrbios ligados ao emocional! Mudanças no ambiente, chegada de novos pets ou humanos, viagens e vários outros fatores afetam o sistema digestivo.
- Doenças crônicas: como doença renal crônica, pancreatite, diabetes ou até alguns tipos de câncer.
Gastrite em gatos tem cura?
Sim! A gastrite em gatos tem cura, mas tudo depende da origem e do tipo da inflamação. Nos casos mais leves e agudos, o problema costuma ser resolvido rapidamente com ajustes na dieta e medicação.
Já nas gastrites crônicas, o tratamento pode durar mais tempo e muitas vezes requer acompanhamento constante. Mas, com os cuidados certos, dá pra controlar os sintomas, evitar complicações e garantir qualidade de vida para o gatinho.
Só um veterinário ou veterinária de confiança pode te dizer o que funcionará melhor para tratar a gastrite do seu gato.
Ah, um lembrete importante: mesmo que os sintomas desapareçam rápido, nunca interrompa o tratamento por conta própria. A melhora pode ser temporária e a doença voltar ainda mais forte. O ideal é seguir todas as recomendações do vet.
Como tratar gastrite em gatos com segurança?

Quando o assunto é o tratamento da gastrite em gatos, os protocolos podem variar bastante dependendo da causa e do estágio dos sintomas. Além disso, o estado geral e o histórico de saúde do animal também precisam ser considerados.
Então não existem fórmulas: todo pet é único, e a gastrite precisa ser manejada de acordo com as especificidades de cada caso. Por isso, o primeiro passo para tratar a gastrite em gatos é sempre buscar orientação veterinária.
De maneira geral, é comum que os protocolos de tratamento incluam medidas como:
- Jejum controlado: em casos de vômitos intensos, o estômago precisa de um “tempo de descanso”. Mas o jejum não é recomendado para todos os casos e sempre deve ser feito com orientação veterinária, já que ele pode trazer ainda mais complicações quando é realizado de maneira inadequada.
- Hidratação: muitos gatos com gastrite ficam desidratados, então pode ser necessário fazer fluidoterapia com soro ou investir em mudanças ambientais para estimular a ingestão de água.
- Dieta especial: rações veterinárias pensadas para cuidar do trato gastrointestinal, pastas digestivas ou alimentação caseira prescrita por especialistas podem ajudar na recuperação.
- Medicamentos: em alguns casos, as recomendações veterinárias podem incluir o uso de medicamentos como antieméticos (remédios para enjoo), protetores gástricos, probióticos e, em alguns casos, antibióticos ou anti-inflamatórios.
- Cuidados emocionais: em casos relacionados a fatores emocionais, o ideal é encontrar formas de reduzir o estresse e a ansiedade que afetam o pet. O uso de feromônios sintéticos (como o Feliway), as estratégias de enriquecimento ambiental e até o acompanhamento com especialistas em comportamento felino também podem fazer parte do tratamento.
Remédio para gastrite em gatos: quando é necessário?
Como você já sabe, o uso de remédio para gastrite em gatos é comum nos protocolos de tratamento, mas só deve acontecer com prescrição e acompanhamento profissional.
Os principais grupos de medicamentos usados são:
- Antieméticos: para controlar os vômitos e melhorar o apetite;
- Protetores gástricos: como o omeprazol e o sucralfato, que protegem a mucosa do estômago;
- Antibióticos: se houver infecção bacteriana associada à gastrite;
- Antiparasitários: os vermífugos entram em cena quando a inflamação é causada ou agravada por verminoses;
- Suplementos e probióticos: para restabelecer o equilíbrio da flora intestinal.
O veterinário também pode receitar ração medicamentosa ( alimento formulado para gatos com sensibilidade digestiva), que ajuda a diminuir a irritação gástrica e a acelerar a recuperação.
Mas atenção: seja para a gastrite felina ou para qualquer outra condição, jamais medique o gato por conta própria! Alguns medicamentos humanos, como aspirina e ibuprofeno, são altamente tóxicos para os felinos, e até mesmo os remédios de uso veterinário podem causar problemas de saúde se não forem utilizados da maneira certa.
Cuidados alimentares para gatos com gastrite
Depois de um episódio de gastrite, o estômago do gato precisa de cuidados especiais para se recuperar. Nesse processo, a alimentação tem um papel essencial.
Algumas recomendações mais comuns nas clínicas veterinárias são:
- Uso de ração gastrointestinal: esse tipo de alimento é mais fácil de digerir e contém nutrientes que ajudam na recuperação da mucosa estomacal. Soluções como a Royal Canin Veterinary Diet Gastro Intestinal são formuladas especialmente para cuidar do sistema digestivo dos pets.
- Refeições pequenas e frequentes: dividir a quantidade diária de alimento em porções pequenas (3 a 5 refeições por dia) pode aliviar a carga sobre o estômago.
- Evitar petiscos: principalmente aqueles gordurosos ou muito temperados. Existem algumas exceções, como alimentos úmidos específicos para cuidados gastrointestinais, mas o ideal é consultar o vet antes de oferecer qualquer agrado ao gatinho.
- Introduzir novos alimentos devagar: se for trocar de ração, faça uma transição gradual ao longo de aproximadamente 10 dias. Assim, o estômago do pet consegue se acostumar à mudança.
- Estimule a hidratação: gatos não são muito fãs de beber água, então é importante pensar em formas de incentivar a hidratação. Fontes com água corrente e potinhos espalhados por toda a casa podem ajudar.
Lembre-se: cuidar da alimentação é essencial para minimizar os sintomas e evitar novos episódios de gastrite!
Como prevenir gastrite em gatos?

A prevenção da gastrite em gatos tem tudo a ver com os cuidados diários!
Algumas precauções simples ajudam a evitar o surgimento da doença, e fazem uma diferença enorme no bem-estar dos felinos. Anota aí as dicas:
- Mantenha a dieta do pet estável e ofereça alimentos de alta qualidade.
- Evite restos de comida humana e laticínios (por incrível que pareça, gatos são intolerantes à lactose!).
- Não permita acesso a plantas tóxicas ou objetos pequenos que possam ser ingeridos.
- Tenha atenção com medicamentos: nada de dar remédio humano para o pet ou de medicar o bichinho sem orientação veterinária!
- Controle a ansiedade com estratégias de enriquecimento ambiental, arranhadores e brinquedos. Estímulos físicos e mentais são essenciais para a saúde emocional e física dos gatinhos, principalmente quando a casa em que eles vivem não é tão espaçosa.
- Garanta um ambiente tranquilo e uma rotina previsível para o bichinho. Gatos adoram “mesmice”: horários fixos, espaços conhecidos e noção de regularidade são ideais para evitar o estresse. Quanto mais previsível for o dia a dia, melhor!
- Mantenha a vermifugação e a vacinação em dia, assim como o calendário de desparasitação. Assim, você mantém seu pet protegido contra os “intrusos” que podem causar a gastrite e outros problemas de saúde.
- Leve o gato para check-ups veterinários regularmente. As consultas de rotina podem evitar o avanço de muitas doenças!. O ideal é “dar uma geral” na saúde do bichano pelo menos uma vez por ano.
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Se tem pet, tem que ter! 💜




