Grama para gatos

grama para gatos - evita bolas de pelos e auxilia na digestao

Todo mundo já viu um gato se lamber. E como se lambem os danadinhos… Puro prazer? É bem provável, mas toda essa lambedura tem um motivo muito mais importante: a higiene do próprio animal. É o famoso banho de gato… E dessa maneira, lambendo-se o tempo todo, que gatos e gatinhas são considerados um dos animais domésticos mais limpos de nosso convívio.
Mas, infelizmente, toda essa “limpeza” tem um preço pois, no ato da lambedura, os felinos engolem, involuntariamente, uma quantidade muito grande pêlos. Esses pêlos, na maioria das vezes, podem irritar a mucosa do estômago (é comum presenciar gatos regurgitando, através de pequenos vômitos, para se livrarem do incômodo) ou se acumularem nos intestinos formando bolas de pêlos (conhecidas como fecalomas), obstruindo os intestinos e dificultando a saída de fezes que, em certos casos, se faz necessáro uma intervenção cirúrgica. Mas a natureza, sábia como sempre, faz com esses adoráveis animais encontrem o seu próprio remédio. Você já viu gato comendo grama? Em alguns casos se faz necessário o uso continuo de um laxante contra essas bolas de pelos ou hairball como são conhecidos por proprietarios de gatos

A maioria já viu cachorros comerem grama, mas gato… Mas os felinos ingerem e gostam muito de “graminhas e matinhos” e por serem animais bastante discretos e independentes é difícil presenciar a hora que eles, literalmente, “pastam”… Porém, muitos donos de gatos já viram seus animais “atacarem” as plantas e flores do interior de suas residências (principalmente em apartamentos): violetas, samambaias, crisântemos e folhagens em geral… E aqui vai um alerta, cuidado com plantas ornamentais, muitas são comprovadamente tóxicas ao serem ingeridas. Segundo o Dr. Renato Faria Sanches, médico veterinário, é preciso ter cautela com as seguintes plantas, que são facilmente cultivadas em casas e jardins: comigo-ninguém-pode, costela-de-adão, dragão-fedorento, orelha-de-elefante, orelha-de-burro, pulmão-de-aço, espirradeira, mamona, azaléia, olho-de-cabra, filodendro, cipó-imbé, barra-de-macaco e muitas outras. Se você perceber que seu gato ou gatinha ingeriu alguma planta tóxica, leve-o imediatamente ao veterinário.

Mas por quê que os gatos, então, precisam, comem e gostam de gramas e matinhos? Os felinos saem atrás de “graminhas” para providenciarem fibras vegetais, que irão regularizar o trato intestinal e auxiliar na eliminação dos bolos de pêlos acumulados em seus intestinos. Logo, de vez em quando, o seu gato ou a sua gatinha, dá uma escapada, sem você perceber, para poder comer e degustar alguns matinhos e graminhas…

Há no mercado nacional um produto chamado Graminha Para Gatos, desenvolvido especialmente para que os felinos possam se abastecer de fibras vegetais, sem agrotóxicos e sem toxidez ao organismo. É um potinho com tampa, dentro há sementes de aveia, sorgo, azevém e milheto misturadas em um substrato inerte (esterilizado a1050 C). Sem nenhuma química, sem agrotóxicos e sem contaminações, o produto é natural. Além de fibras vegetais, os brotos comestíveis são ricos em vitaminas, aminoácidos e oligoelementos (micronutrientes). Basta abrir o potinho, colocar água e em 5 a 7 dias obter brotos verdes e nutritivos que gatos e gatinhas vão adorar…

Laudo J.L. Bernardes
Diretor de Operações da PetPira Produtos Para Animais Ltda. 

Nota adicional do DrPetlove: A graminha “criada” em casa é livre de produtos químicos ou agrícolas que podem estar em outras gramas que nós não controlamos o seu crescimento, como gramas de parques, jardins, etc, por isso foi desenvolvido esse tipo de produto.

Sobre o autor

Dr. Marcio Waldman

Dr. Marcio Waldman

Medico veterinário, diretor e fundador do www.petlove.com.br. Formado em 1988 pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP e pós graduado em latu sensu em odontologia veterinária, foi secretário geral da Anclivepa SP (associação nacional de clínicos veterinários de pequenos animais) e sócio fundador do Simpavet (sindicato patronal dos médicos veterinários). Atuou como clínico veterinário de pequenos animais de 1988 a 2005 em São Paulo, e em 2005 terminou a atividade na clinica para se dedicar exclusivamente ao Pet Love.

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