Quanto tempo vive um gato com vida livre?

O questionamento sobre o gato dar ou não as famosas “voltinhas” é muito comum entre os pais de pet. Já listamos aqui no blog cinco motivos para seu gato não ter acesso à rua e por mais que alguns desfrutem a liberdade, há diversas maneiras de fazer com que o ambiente interno seja tão atrativo quanto o externo. Há vários fatores que podem comprometer o tempo de vida de um gato outdoor (que sai de casa) e, por isso, sua expectativa de vida é bem menor do que um felino indoor (que fica 100% dentro de casa). 

Fatores que influenciam o tempo de vida médio de um gato com vida livre:

  • Atropelamento 
  • Ser atacado por cachorros 
  • Brigar com outros gatos
  • Se perder 
  • Envenenamento
  • Contrair doenças infecciosas, como FIV e Felv
  • Contrair parasitas como pulgas e vermes
  • Ficar preso em uma armadilha 
  • Ser vítima de maus tratos

Independentemente de onde o gatinho vive, ambientes externos vão ser perigosos e a crueldade humana está em todos os lugares. O fato da rua não ser movimentada, não ter carros ou até mesmo ser um local remoto, não elimina as chances do felino doméstico se machucar ou ficar doente.

Quanto vive em média um gato outdoor?

Todos esses fatores citados anteriormente influenciam no tempo que um gato com acesso à rua vive. Por mais que seja relativo, alguns livros mencionam que a média é de dois a cinco anos. Comparado com um felino doméstico que fica apenas dentro de casa e vive entre 15 e 17 anos, a média de vida de gatos que dão “voltinhas” é muito baixa.

O fato do gato não ser castrado influencia também em sua expectativa de vida, pois nessa condição, eles buscam por parceiros e frequentemente se metem em brigas. Há quem acredite que gatos, depois de castrados, vão parar de sair de casa naturalmente, mas se ele foi acostumado a ter esse “estilo de vida”, isso não ocorre. Cabe aos pais do pet não permitirem sua saída mantendo portas e janelas fechadas e a residência telada. A castração evita prenhez indesejada e o abandono de animais. 

A American Veterinary Medical Association (AVMA) relata que o mais sensato a se fazer é manter o gato domiciliado e longe dos principais perigos que colocam sua vida em risco. Para que ele se mantenha feliz, saudável e satisfeito como espécie, enriquecer o ambiente em que ele vive é fundamental.

Sobre o autor

Beatriz Mario

Beatriz Mario

Graduanda em Medicina Veterinária, sonho que tenho desde de criança, hoje sou conhecida como a louca dos gatos, mas nas horas vagas sou a louca dos bichos também, sem distinção. Tenho 10 lindos gatinhos resgatados e meu propósito é poder ajudar o máximo de pets possível (E seus pais e mães humanos escrevendo aqui no blog).

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