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Leptospirose em cães: tudo o que você precisa saber

A leptospirose canina é um problema muito sério e bastante comum aqui no Brasil, principalmente durante o verão. Por ser uma zoonose, é fundamental que você entenda tudo sobre essa doença para evitá-la ao máximo na sua casa.

Por Gabriel Arruda -

Além das pulgas, há uma doença que preocupa muito na chegada do verão: a leptospirose canina. Infelizmente, esse é um dos problemas mais comuns aqui no Brasil, principalmente em lugares onde há casos de enchentes.

O que pouca gente sabe é que a leptospirose em cães é uma zoonose. Ou seja, ela também é transmissível para humanos. Isso faz com que a doença torne-se uma preocupação de toda a população.

Continue a leitura e veja tudo o que você precisa saber sobre a leptospirose. Os principais sinais da doença, como cachorro pode pegar, formas de tratamento, prevenção etc.

Cachorro andando na água

O que é leptospirose canina?

A leptospirose canina é causada por uma bactéria do gênero leptospira altamente infecciosa, capaz até mesmo de atingir tecidos intactos. Além de transmissível para humanos, ela também atinge os animais das mais variadas espécies, sejam domésticos ou selvagens.

Infelizmente, a leptospirose é uma das doenças mais perigosas. Ela é capaz de causar problemas nos rins e fígado e, em muitos casos, é fatal. Inclusive, mesmo que o cachorro sobreviva, existe a possibilidade de haver sequelas que podem mudar a vida dele.

Como cachorro pega leptospirose?

Os cães podem ser infectados pelo vírus através da água, alimento, pelo contato com a carcaça de um animal infectado ou com a urina de roedores, que são os maiores transmissores da leptospirose – é por isso que ela é conhecida como a “doença do rato”.

As bactérias se reproduzem de maneira muito rápida nos roedores e são eliminadas na urina desses animais. A partir disso, o local onde ratos infectados urinam é contaminado e, posteriormente, a doença pode ser transmitida aos outros animais, como cães, gatos e até nós humanos.

Por exemplo: uma fazenda onde há vários cachorros está sofrendo com uma infestação de ratos. Esses roedores, infectados pela leptospirose, urinam na ração deles.

O resultado? Um surto da doença em todos os cães de maneira rápida. E mais: caso não seja diagnosticada, ainda há a possibilidade de ser transmitida para as pessoas que moram no local.

Principais sintomas da leptospirose em cachorro

Dentro do gênero leptospira, existem espécies que causam doenças graves e outras que não provocam problemas sérios. Por essa razão, é difícil identificar o tipo que acometeu um pet e os sinais podem variar bastante. Ainda assim, os principais sintomas da leptospirose canina são:

  • Febre
  • Perda de apetite
  • Desidratação
  • Mucosas pálidas ou amareladas
  • Diarreia
  • Fraqueza
  • Sangue na urina
  • Dor
  • Letargia
  • Apatia

Informação importante: existem casos em que o cachorro, mesmo contaminado, não apresenta nenhum sinal de que está doente. Por isso, procure um médico-veterinário o mais rápido possível em casos próximos de suspeita da doença.

Mesmo sem apresentar nenhum sintoma, o cachorro com leptospirose pode transmitir a doença para outros animais e até mesmo para as pessoas que moram no local.

Como diagnosticar a leptospirose em cães?

Os sintomas da leptospirose em cachorro são muito parecidos com uma série de outras doenças. Por isso é muito difícil diagnosticar apenas com base nos sinais.

A partir disso, é fundamental analisar o cenário para prever uma possível presença de roedores ou o contato com algum cachorro que tenha sido contaminado.

Sob qualquer um desses sintomas, você deve levar o seu cachorro a um médico-veterinário de confiança para um diagnóstico preciso. Caso o pet esteja contaminado, o tratamento da leptospirose canina deve ser iniciado de acordo com a gravidade.

Como tratar leptospirose canina?

O tratamento da leptospirose canina é um assunto bem delicado. Tudo depende do estágio da doença. Normalmente, o médico-veterinário faz a prescrição de medicamentos específicos para tratar a doença, além de reforçar a importância de manter o pet bem hidratado. 

Existe remédio caseiro?

Não existe remédio caseiro para leptospirose canina. Isso significa que qualquer receita que você encontrar na internet que prometa curar o seu pet é falsa. Pior: pode colocar a vida do seu cachorro em risco!

É importante destacar que apenas um médico-veterinário pode prescrever um procedimento adequado para tratar o seu pet.

Leptospirose canina tem cura?

A leptospirose canina tem cura, sim. Mas para que o seu cachorro consiga se livrar dessa doença, é fundamental levá-lo para uma consulta com um médico-veterinário de sua confiança. O profissional fará uma avaliação para prescrever o melhor tratamento para ele.

Como prevenir a leptospirose?

A principal forma de evitar a leptospirose, especialmente no meio urbano, é realizando o controle de roedores. Ou seja, é preciso fazer de tudo para evitar a presença de ratos nas proximidades da sua casa.

Veja outras dicas a seguir que podem te ajudar a prevenir a leishmaniose canina:

1- Limpeza

Manter uma boa limpeza não só no local onde o seu cachorro passa a maior parte do tempo, como também em toda a casa, é fundamental. Além disso, não acumule lixos e entulhos, pois pode atrair roedores e outros animais.

2- Cuidado com as enchentes

Infelizmente, sabemos que no Brasil as enchentes fazem parte do dia a dia de muita gente. As águas das chuvas que percorrem as ruas costumam estar contaminadas com leptospirose e outras doenças.

Então, o cuidado com os cachorros deve ser redobrado. É preciso evitar ao máximo que eles tenham contato com essa água, inclusive em poças durante os passeios.

3- Pote de ração

Se o seu cachorro faz as refeições fora de casa, você deve retirar o pote sempre que ele finalizar. Isso porque a ração ou até mesmo os restos de comida que ficam atraem a atenção dos ratos.

4- Vacina para leptospirose

Por fim, existe vacina para leptospirose canina. Assim como a maioria das vacinas, ela não é 100% eficaz, mas cachorros imunizados têm infecções mais superficiais ao contrair a doença.

Caso você more em locais onde há certa frequência de enchentes ou que não possui saneamento básico adequado, a vacinação é ainda mais importante. Lembre-se de consultar um médico-veterinário de confiança para saber qual a mais apropriada para o seu pet.

O protocolo de aplicação da vacina leptospirose canina pode variar, mas normalmente é algo parecido com isso:

  • 45 dias (Múltipla canina (V8 ou V10))
  • 60 dias (Múltipla Canina;)
  • 90 dias (Múltipla Canina)
  • Reforço anual (ou até semestral para regiões de risco).

cachorro com leptospirose canina passando por um check up com uma médica-veterinária

Agora que você já sabe tudo sobre leptospirose canina, o que é, quais os sintomas, tratamento e formas de prevenção, não deixe de visitar o blog da Petlove para mais dicas e informações sobre saúde canina.

Por Gabriel Arruda

É Jornalista, apaixonado por pets, música e futebol. Está sempre em busca de novos desafios, justamente pela curiosidade que o toma conta. Pai de um Beagle chamado Johnny, mais conhecido como "O Destruidor".

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