Mecanismos de resistência bacteriana a antibióticos

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Mecanismos de Resistência Bacteriana a Antibióticos.

As bactérias foram, provavelmente, o primeiro tipo de ser vivo no planeta. Existem há cerca de 3,5 bilhões de anos e começaram seu desenvolvimento em um ambiente hostil: temperaturas altíssimas, radiações ultravioleta e cósmicas e tempestades. Superaram essas dificuldades e evoluíram para ocupar seus habitats atuais, mesmo aqueles de condições mais extremas.

A resistência bacteriana é natural, pois, desde o início dos tempos, sobreviveram a condições extremas e, no cenário atual, com novas substâncias (os antibióticos) que visam atrapalhar o seu desenvolvimento, acabam por  desenvolver mecanismos de resistência aos mesmos. Portanto, apesar de os antibióticos serem uma grande arma no combate às infecções e um grande avanço da medicina, o seu uso excessivo acaba por selecionar as bactérias “mais fortes”, que sobrevivem e prosseguem disseminando doenças.

Esse processo de resistência acontece quando a bactéria adquire ou altera seus genes, e, assim, consegue interferir no mecanismo de ação do antibiótico, seja por mutação espontânea de DNA, ou por transformação e transferência de plasmídeos. Os antibióticos BETA-lactâmicos otimizam a ação da penicilina sobre a parede celular bacteriana. Bactérias como estafilococos desenvolveram resistência a essa categoria de remédio, adquirindo a habilidade de produzir uma enzima denominada BETA-lactamase, que destrói o antibiótico.

Portanto, o antimicrobiano não induz a resistência, mas é um agente selecionador dos mais resistentes existentes no meio de uma população. Outros mecanismos de resistência que podem ser citados são: a incapacidade de penetrar na superfície das células bacterianas; mudança do local de ação com a troca de compostos bioquímicos e o efluxo, quando a bactéria ejeta a droga rapidamente, antes que faça algum efeito.

Tais bactérias “fortificadas” são preocupantes, tanto no cenário da saúde animal quanto humana. O uso de antibióticos de forma indiscriminada, usando “tiros de canhão para acertar moscas” (analogia ilustrativa desses excessos cometidos) seja dos medicamentos para cãesmedicamentos para gatos ou da medicação humana, podem causar problemas futuros. O diagnóstico correto da enfermidade é fundamental para que seja escolhido o antibiótico adequado e que a dosagem utilizada seja correta. Em caso de dúvidas acerca da saúde do bicho de estimação, é de primordial importância consultar o médico veterinário e evitar a “automedicação” do pet. Após o exame clínico completo e alguns recursos, como exames complementares, é que se poderá afirmar qual o agente etiológico causador da doença e as ferramentas de tratamento que serão utilizadas.

Sobre o autor

Bruno Oliveira

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