Obesidade canina – um desafio

Obesidade canina – um desafio

A obesidade é um sério problema mundial, atualmente. Mais do que isso, uma questão de saúde pública. Mesmo na era do exagerado culto ao corpo, os índices de sobrepeso na população só aumentam. Vida extremamente sedentária, stress, abandono de caminhadas, em prol do uso indiscriminado do automóvel, má alimentação, horas a fio no escritório, conveniências por meio das novas tecnologias – que geram sedentarismo – e poucas horas de sono, são alguns dos facilitadores dessa situação preocupante.

Costuma-se dizer que o cão é o espelho de seu dono, tanto fisicamente, quanto em seus hábitos. O estilo de vida de uma pessoa pode afetar profundamente seu bichinho de estimação, e por conta desse e de outros diversos fatores, como alimentação incorreta, a obesidade canina é cada vez mais comum. Além da queda em sua qualidade de vida, o surgimento de várias doenças, em decorrência do excesso de peso, pode comprometer sua longevidade. As mais comuns se caracterizam em lesões osteoarticulares, distúrbios circulatórios, condições respiratórias crônicas, diabetes, hipertensão, problemas dermatológicos, lipidose hepática, pancreatite, hiperlipidemia, além do aumento de risco cirúrgico e anestésico.

Há que se considerar também, que algumas raças tem maior predisposição genética ao problema. São elas: Labrador, Cocker Spaniel, Dachshund, Beagle, Collie, Sheepdog, Basset Hound, Golden Retriever e Cairn Terrier. Condições metabólicas, tais como hipotireoidismo, hiperadrenocorticismo, alguns tipos de tumores secretores de insulina e hipersomatotropismo favorecem a ocorrência da obesidade na espécie.

Obesidade canina – um desafio

Obesidade canina – um desafio

Alguns indicadores podem acender o “sinal amarelo” e fazer o dono notar que algo não vai bem: ausência de cintura visível, dificuldade em palpar as costelas, necessidade de afrouxar a coleira, dificuldade para caminhar, locomoção vagarosa, respiração curta/ofegante e horas demasiadas de sono. Após a identificação de uma ou mais deficiências, é preciso submeter o cão a uma minuciosa análise clínica e laboratorial, a fim de descartar ou considerar doenças concomitantes, para então determinar o tratamento mais adequado, de acordo com as possíveis limitações específicas a cada caso.

Modificação na dieta, exercícios e mudança de comportamento do proprietário e sua família constituem a base de um bem sucedido programa de reeducação para o animal – sem contar os benefícios aos próprios humanos. Observadas todas as particularidades da raça, a idade e quadro clínico, previamente examinados, pode-se começar a oferecer as rações cães específicas indicadas para tratar a obesidade, pelo veterinário, em pequenas porções intervaladas, várias vezes ao dia. Manter sempre água limpa, fresca e abundante à disposição. Monitorar constantemente o peso é de suma importância.

Os exercícios são parte fundamental do tratamento. É preciso um verdadeiro comprometimento do dono do cão, reservando preciosas horas diárias para este fim. Aumentar o nível de atividade física do cão através do estímulo de brincadeiras dentro e fora de casa, utilizando bolas, frisbee, inclusive em superfícies como areia e água, que elevam a resistência é essencial. A própria natação pode trazer benefícios, mas sem nunca esquecer das costumeiras caminhadas, principalmente num ritmo constante e de razoável duração. Tudo isto, aliado à ração correta, a qual pode ser escondida em brinquedos para encorajá-lo a movimentar-se e procurá-la, formam medidas para trazer a alegria e vitalidade que não podem deixar de fazer parte da vida de um cão.

Sobre o autor

Bruno Oliveira

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