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ONG Catland vê adoções aumentarem, mas doações diminuírem

Por Anderson Mafra -

A ONG Catland há oito anos ajuda gatos em situação de vulnerabilidade a ter uma vida mais digna enquanto aguardam o encontro com uma nova família. Atualmente, a ONG, que já viabilizou diretamente a adoção de quase seis mil gatinhos, conta com aproximadamente 300 felinos ansiosos pela adoção.

Para saber como anda o trabalho da instituição em tempos de isolamento social, nós batemos um papo com Perla Poltronieri, Fundadora e Presidente da ONG, que mostrou felicidade ao dizer que as adoções aumentaram, mas preocupação ao relatar que as doações diminuíram (e muito).

Gato-adocao-Petlove

A ONG, que fica na zona Sul de São Paulo, viu aumentar o interesse pela adoção de um bichinho desde o início da quarentena imposta pelo novo coronavírus humano. Só no último mês de abril, 119 gatos encontraram novos lares, no ano, o aumento foi de 26% em relação à 2019

“O número de adoções aumentou bastante, as pessoas, acho, estão procurando companhia nesta quarentena. A gente só espera muito que não seja algo emocional e que quando a vida voltar ao normal as pessoas queiram devolver os gatos”, conta Poltronieri.

Ela também revelou que a rotina da ONG teve que ser adaptada para esta nova realidade. Agora, as visitas dos interessados em adoção são liberadas somente uma por hora, para evitar aglomeração, e somente participam do encontro os voluntários que não pertencem ao grupo de risco e, claro, façam uso de máscara e álcool em gel.

Os cerca de 50 lares temporários também deixaram de receber visitas presenciais e passaram a ser acompanhados só por meio de videoconferências, com o objetivo de falar mais sobre os animais e incentivar a adoção dos mais de 100 gatinhos.

Abandonos em alta, doações em baixa

A fundadora da Catland nos contou que a atual pandemia serviu de desculpa para muitas pessoas abandonarem seus pets, algumas delas estimuladas pelas fake news, que diziam que os bichinhos poderiam transmitir o COVID-19. Segundo Perla, outras pessoas que atuam em prol da proteção animal relataram situações semelhantes: acordar com um bichinho amarrado na porta de casa e junto um bilhete “Não vou ficar com ele porque ele é vetor de doença”.

“Também tiveram algumas pessoas que foram passar a quarentena na casa de parentes, no interior ou em outro estado e largaram os bichinhos. Nós pegamos muitos animais assim, com a porta fechada e os animais pra fora”, relata.

Não bastasse a preocupação com os abandonos, Perla ainda tem que lidar com a escassez de recursos para seguir com as atividades da ONG, que tem um custo alto com tratamentos veterinários, medicamentos, vacinas e produtos do dia a dia. Só de areia para os peludinhos são quase meia tonelada todos os meses. “60% do que a gente arrecadava era com eventos, e como agora está zero, mais da metade do que a gente recebia está comprometida, então a gente teve que enxugar bem a ONG e renegociar com o fornecedor”, explica Poltronieri.

Mesmo fazendo cortes e ajustes, infelizmente, nem tudo dá pra economizar. A ONG, a exemplo de outras instituições, viu as despesas com produtos de limpeza disparar, afinal, agora a preocupação com a higiene é dobrada.

Como ajudar?

A Catland consegue prestar atendimento até hoje graças a ajuda e boa vontade de doadores petlovers. E você também pode ajudar a salvar a vida de gatinhos que precisam de uma nova chance.

A Petlove é parceira de longa data da Catland e fazendo suas compras por este link, uma porcentagem do valor é destinada para a ONG conseguir oferecer uma condição de vida melhor aos bichinhos. 

Você também pode doar diretamente para a Catland, por meio do site, que conta ainda com uma lojinha virtual e também oferece a opção de “apadrinhamento”, ou seja, com um valor mensal você se torna dindo ou dinda de um ou mais felinos ?!

Pensando em adotar?

A fundadora da Catland tem bons conselhos pra você que morre de vontade de adotar um gatinho, mas ainda falta aquela última fagulha de coragem para que o sonho se torne realidade. “Abrir as portas da sua casa para receber um animal, cuidar dele, ser responsável e fazer tudo pelo seu bem-estar, é muito nobre. Procura a gente nas redes sociais que você não vai se arrepender”.

Perla lembra que a adoção é um ato de amor, que a escolha deve ser feita pelo coração e não só visual e que os gatinhos idosos, cegos e com deficiência também têm muito amor para compartilhar. “Todo mundo quer o gatinho branco de lacinho vermelho no pescoço, mas a gente tem todos os tipos de gatos, principalmente os pretos que são vítimas de maus tratos”, lembra.

Abaixo a gente traz a foto de dois felinos, ambos dispostos a fazer sua vida mais feliz:

Uragan

 

Pryscilla

Por Anderson Mafra

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3 comentários

  1. Renata Ferreira disse:

    Adotei um gatinho com problema intestinal. Ele se chama Marlín. Já passou por 2 veterinários, mas seu problema não foi solucionado. Estava muito difícil ficar com ele na cidade, então o levamos para a roça. Estou sofrendo em vê-lo sofrer e porque o amo muito!! Mas já não sei o que fazer!! Ele tem mais menos uns 7 meses de idade. Parabéns pela iniciativa da Catland. Ando tão sensível com os gatinhos, que me emocionei com a história da ONG. Deus os recompense em dobro ?

  2. Maria Azevedo disse:

    Uma gata de rua teve 5 filhotes na portaria do meu prédio. Peguei todos e levei para meu apartamento porque os vizinhos queriam envenenar. Nasceram em janeiro de 2020 (estão com 4 meses), já castrados e vermifugados. Consegui doar 2 dos 5 gatinhos. Estou com 3 gatinhos (1 macho e 2 fêmeas). Vou ficar com a mãe, já adulta mais difícil para adoção. Mas não posso ficar com os filhotes, moro em apt, e tenho 3 cães (também resgatados, mas são meus). Gostaria muito de doar os 3 gatinhos. Sou do bairro Riachuelo, RJ. Teria algum espaço aqui para divulgação?

    1. Anderson Mafra disse:

      Olá, Maria

      Não temos um espaço para este tipo de divulgação, uma sugestão é ver com ONGs da sua região se elas têm condição de abrigar os bichinhos até que eles consigam um novo lar para morar.

      abs!

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