Os problemas em gritar ou punir o seu cachorro
Ter um cãozinho em casa é motivo de prazer, alegria, felicidade, amor e uma infinidade de outros adjetivos, que incluem também dedicação, respeito, paciência e, às vezes, muita paciência. Entenda por que gritar ou punir o seu cachorro nunca é uma boa opção!
Apesar de algumas raças caninas serem mais sensíveis no trato com humanos do que outras, como o Pug, Boxer, Cocker Spaniel Inglês e o Poodle, por exemplo, nenhum cão curte e precisa de tratamentos ríspidos ou mal educados para aprender certas coisas. Com uma socialização precoce, ou seja, desde os primeiros dias de vida do animal, ele aprenderá muitas coisas, inclusive, a te respeitar e obedecer quando você precisar corrigi-lo.
Não esqueça que o seu comportamento – e das demais pessoas da casa – influencia diretamente o comportamento e temperamento do bichano, portanto, não transfira toda a responsabilidade, se é justamente a sua imagem que ele vê refletida quando olha no espelho. Tratar o seu cachorro com gritos, punições ou ameaças deixará você e o pet frustrados e não resolverá o problema.
Gritar ou punir o cachorro: relação estremecida
Você não foi obrigado (ao menos não deveria) a receber o peludinho como membro da família, portanto, nada mais justo que ter uma boa dose de paciência, caso ele dê um pouco de trabalho.
E mesmo que ele tenha a fama merecida de companheiro leal e perdoador inabalável, a punição repetitiva fará com que o cachorro afaste-se de você aos poucos e fique ainda mais teimoso, afinal, por que ele fará questão de obedecer a quem ele não quer agradar?
O problema pode ficar ainda maior, já que dependendo do tratamento recebido, o filho de quatro patas pode desenvolver uma série de problemas emocionais como depressão, ansiedade e medo em demasia, assim como, passar a ter comportamentos para chamar a atenção, como fazer as necessidades em diferentes locais, latir com mais frequência, destruir objetos da casa etc.
Mas meu cachorro é o “Cão”!?
Se o animal chegou até você na fase adulta com comportamentos indesejados e difíceis de serem reparados ou a socialização do seu peludinho foi falha e você está perdendo os cabelos por conta disso, procure ajuda de um especialista. Hoje está muito mais fácil achar um profissional que te ajude a lidar com o cachorro e tornar a relação mais harmoniosa.
Para as situações mais comuns, mudar o foco é a opção mais recomendável. Ao invés de martelar o comportamento inadequado, que tal recompensar os acertos do bichinho? O cão adora agradar quem ele ama e, quando você mostra que ficou feliz com alguma atitude, ele se sente ainda mais motivado para continuar acertando.
Ele fez as necessidades onde não devia? Nada de copiar nossos pais ou avós que esfregavam o focinho do animal no xixi ou no cocô e dar aquela bronca de meia hora.
Além do método fracassar, é bem capaz que o tiro saia pela culatra, pois para o cachorro a bronca acaba sendo uma forma de atenção, ou seja, na próxima vez vai querer repetir a dose para ser “recompensado” com seu sermão. A maneira indicada de ensinar o animal sobre o local para deixar a sujeira é procurar antever o momento que ele irá se aliviar, levá-lo até lá e recompensá-lo após o acerto.
E se você imaginou um petisco sendo oferecido ao cachorro quando leu a palavra recompensa, é bom desapegar um pouco dessa associação. Elogios, carinhos e brinquedos também são excelentes formas de recompensas, principalmente para os pets com tendência à obesidade.
Falar alto pode, ameaçar não!
Antes de finalizar, é bom dizer que o tom de voz elevado não é um problema na relação com o animal – desde que não seja acompanhado de grosserias. Para quem tem o hábito de circular com o cachorro em lugares públicos é até uma boa pedida que o pet acostume-se com o volume mais alto para responder mais facilmente aos chamados quando estiver na rua.
Com informação, boa vontade e muito carinho não há teimosa que resista por muito tempo. Trate com amor e paciência quem te recebe sempre com alegria e muitos beijos em forma de lambidas ??


