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Poluição pode interferir no temperamento dos peixes, diz pesquisa

Por Gabriel Arruda -

Que a poluição oceânica é um dos maiores problemas enfrentados pela humanidade não é novidade para ninguém. Para se ter uma ideia, pesquisas apontam que, a cada ano, os oceanos recebem cerca de 25 milhões de toneladas de lixo vindas de esgotos domésticos, indústrias, entre outros.

Todo esse lixo despejado anualmente nos mares traz consequências enormes tanto para os seres humanos, já que compromete a produção de plantas marinhas como os plânctons, que são responsáveis por compor cerca de 40% do nosso oxigênio, quanto à vida marinha.

Poluição pode interferir no temperamento dos peixes, diz pesquisa

Fora as mortes de animais marinhos provocadas, uma pesquisa da Universidade Paul Sabatier, conhecida como Toulouse III, na França, revelou que a poluição também afeta o temperamento e a percepção dos peixes que habitam os oceanos. Por mais que muita gente ainda veja os peixes apenas como uma “proteína de alto valor”, eles possuem temperamentos variados e diferenças enormes em relação à resposta ao estresse – eles também podem ter depressão.

O estudo francês aponta que poluentes orgânicos, como pesticidas, por exemplo, causam sérios impactos cognitivos, pois afetam a capacidade dos peixes de assimilar e gravar informações que ajudam na fuga de predadores, na busca por alimentos e parceiros. Logo, os que são expostos por essas substâncias podem desenvolver dificuldades intensas para sobreviver em seu próprio habitat.

Além disso, foi comprovado que o lixo despejado é capaz vulnerabilizar os peixes, isto é, lesando a capacidade de notar sinais de possíveis ataques de predadores naturais. Os resultados mostram que os peixes são extremamente vulneráveis e, por essa razão, podem sofrer sérias consequências geradas pelo contato com elementos consideradas tóxicas, com potencial de causar variações dentro da espécie.

Segundo os cientistas, o intuito da pesquisa é “incentivar futuros estudos a usar abordagens integrativas que completam a lacuna entre ecologia comportamental, cognitiva e evolutiva para enfrentar essas questões desafiadoras e entender melhor os impactos dos estressores atuais e futuros nas populações de peixes selvagens.”

Por Gabriel Arruda

É Jornalista, apaixonado por pets, música e futebol. Está sempre em busca de novos desafios, justamente pela curiosidade que o toma conta. Pai de um Beagle chamado Johnny, mais conhecido como "O Destruidor".

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