Possíveis Problemas ao Administrar Remédios de Uso Humano em Animais de Estimação

Os contatos entre os seres humanos e os animais de estimação, a cada dia que passa, se tornam mais estreitos. Dentro desse relacionamento cheio de afeto, está o cuidado que o dono deve ter para garantir uma vida feliz e saudável para o pet. Para respeitar a fisiologia e garantir a saúde, é necessário ter algumas informações sobre como alimentá-los, dar banho, petiscos que podem ser oferecidos e o importante fato de que não se deve dar remédios humanos para animais, por exemplo. Uma administração descuidada de um fármaco pode, não só causar problemas de saúde, como propiciar, inclusive, o óbito do pet.

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Possíveis Problemas ao Administrar Remédios de Uso Humano em Animais de Estimação.

Os medicamentos para gatos são desenvolvidos com cuidado e atenção específicos para cuidados com felinos. Tais produtos são necessários, porque os gatos têm uma fisiologia e necessidades diferenciadas. Do mesmo modo que  os cães, é perigoso administrar remédios sem prescrição veterinária adequada. O paracetamol, por exemplo, é um remédio humano comum, presente em diversas composições de antitérmicos e analgésicos, mas é extremamente tóxico ao gato doméstico. Basta um comprimido com 500 mg para ocasionar o óbito. O paracetamol se liga a componentes sanguíneos e atrapalha a oxigenação do corpo. Os cães possuem maior resistência a esse composto, mas ele pode ocasionar lesões hepáticas graves nesses pets.

Anti-inflamatórios são comuns na rotina dos seres humanos, uma vez que servem para amenizar sintomas de inflamações e infecções. Porém, substâncias como anti-inflamatórios não esteroidais como diclofenaco, cetoprofeno, ibuprofeno (AINES), não fazem parte da composição de medicamentos para cães. Tais compostos causam graves intoxicações nos bichinhos, cujos sintomas são variáveis em função da dose e do tempo de exposição. De maneira geral, inicialmente provocam vômito e anorexia, progredindo para lesões hepáticas, falência renal, distúrbios de coagulação e morte.

Problemas de intoxicação também podem acontecer com vitaminas e suplementos humanos administrados aos pets. Como esses produtos não foram desenvolvidos para atender à fisiologia dos animais, dependendo da dosagem de certas substâncias, o resultado pode ser o de causar sobrecarga no fígado e nos rins.

Antes de administrar qualquer remédio aos bichos de estimação, é imprescindível consultar um médico veterinário. Afinal, esse é o profissional capaz de, não só fazer a prescrição correta, bem como sanar dúvidas específicas, quanto às substâncias que podem ser administradas na rotina do animal (desde uma vitamina a um antipirético) em momentos em que isso se fizer necessário. Para cuidar de um pet deve-se ter atitudes responsáveis que respeitam a integridade física do mesmo, promovendo e garantindo a saúde desses amigos tão especiais.

Sobre o autor

Bruno Oliveira

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