Transgênicos na Alimentação Animal

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Transgênicos na Alimentação Animal.

A definição de transgênicos, ou organismos geneticamente modificados (OGM), é a de que são seres que, por meio de manipulação genética, passam a conter em seu genoma DNA de outros organismos. Esta manipulação pode combinar DNAs que na natureza não se misturariam. A aplicação destas técnicas ocorre desde a produção de alimentos e medicamentos, até estudo e manipulação de microrganismos. Em alguns casos são implantados o DNA de fungos, bactérias ou vírus em plantas, com o objetivo de torná-las resistentes às pragas da lavoura e, dessa forma, seja dispensada a utilização de agrotóxicos. Existem alimentos que são modificados para que haja uma melhora no seu valor nutricional, ou seja, essa manipulação genética tem sempre como objetivo algum tipo de melhora do produto em questão. O “arroz dourado”, desenvolvido por alemães e japoneses, é enriquecido com minerais e vitaminas (possuindo uma coloração amarelada) e como o arroz é o tipo de alimento mais consumido pelo homem, tal variedade poderia auxiliar no combate à diversas doenças oriundas de uma má alimentação.

Entretanto, os alimentos transgênicos causam polêmica, pois não se sabe exatamente quais os impactos que essa manipulação pode ter sobre a saúde e o ecossistema no futuro. Existem opiniões contra e a favor da sua utilização, e pode-se classificar os cientistas em dois grupos, os “americanos” (defensores) e o grupo “europeu” (opositores). O Brasil segue a linha americana e já regulamenta e permite o cultivo de diversos tipos de alimentos transgênicos. Plantações de milho, algodão e soja transgênica já são comuns. A ideia é que essas culturas minimizem o uso de agrotóxicos, diminuindo a poluição ambiental, mas no âmbito dos ecossistemas, não se pode afirmar com propriedade quais seriam os impactos. As culturas de cereais transgênicos diminuíram os gastos com pesticidas e com adubos específicos, exatamente por serem mais resistentes, mas nenhum estudo descartou, ainda, se elas podem ter algum impacto negativo, seja na saúde de quem consome esses cereais, ou no ecossistema que abriga essas culturas.

Alimentos transgênicos também fazem parte da composição de alimentos para pets. Tanto a ração para cães quanto a ração para gatos podem conter estes cereais na sua composição, como fonte de fibras (componente que influencia no trânsito intestinal e na formação do bolo fecal). Existem diversos estudos sobre o uso de transgênicos na alimentação animal que demonstraram vantagens, desde a diminuição do custo de produção a maior digestibilidade de alguns compostos. Existem donos que se recusam a alimentar seus pets com rações que possuam em sua composição esse tipo de alimento modificado, nesse caso eles podem optar pelas rações da Farmina. A linha N&D possui rações para gato e rações para cachorro que não levam alimentos geneticamente modificados em sua composição.

O Brasil regulamentou o plantio e o uso de transgênicos, baseando-se em estudos científicos e, ainda assim, é importante destacar que, de acordo com a legislação, o Decreto nº 4.680, de 24.04.2003  todos os produtos e ingredientes transgênicos deverão ser rotulados, incluindo tanto alimentos para animais quanto processados. Esse Decreto gerou o Regulamento Técnico sobre rotulagem de alimentos e ingredientes alimentares que contenham, ou sejam produzidos a partir de OGM, constituinte da Instrução Normativa Interministerial nº 01, de 01.04.2004. O símbolo que demonstra a presença de transgênicos é um triângulo amarelo com um T no centro.

A comprovação documental da presença ou ausência de OGM, mediante documentos fiscais que acompanham o alimento ou ingrediente alimentar em todas as etapas da cadeia produtiva, deverá atender a requisitos e procedimentos estabelecidos pelo MAPA e pela ANVISA, no âmbito de suas competências.

Sobre o autor

Bruno Oliveira

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