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Entenda o que é a dirofilariose, o verme do coração em cachorro

Descubra como a dirofilariose (verme do coração) se desenvolve, quais sintomas merecem atenção e como proteger o seu cachorro.

Por Amanda Fernandes -

Popularmente conhecida como verme do coração em cachorro, a dirofilariose é um problema que vem sendo cada vez mais comum no Brasil, principalmente durante o verão e em cidades litorâneas. 

A doença evolui em silêncio. Pode levar meses até o cão apresentar qualquer sinal, e é por isso que boa parte dos tutores só percebe quando o quadro já avançou bastante. 

Neste texto, você vai entender como a dirofilariose em cães se desenvolve, quais sintomas merecem atenção e, principalmente, como proteger o seu bichinho.

Cachorro fazendo exame para Dirofilariose.

O que é a dirofilariose em cães

A dirofilariose é uma doença causada por um verme chamado Dirofilaria immitis, um parasita fino e comprido que lembra uma lombriga, mas se comporta de um jeito bem diferente. Em vez de ficar alojado no intestino, ele se instala no coração e nos pulmões do cão, o que deu origem ao apelido popular de verme do coração.

Os cães são os hospedeiros mais comuns da dirofilariose, mas os gatos também podem ser infectados, embora com menos frequência. Depois que se instalam no lado direito do coração e nas artérias pulmonares, os vermes adultos costumam formar emaranhados, dificultando a circulação do sangue e sobrecarregando o coração aos poucos.

Como o cachorro pega verme do coração

O contágio nunca acontece de cão para cão. Para completar o ciclo, o parasita precisa passar antes por um mosquito, que funciona como uma espécie de ponte entre um animal infectado e outro saudável.

O processo começa quando um mosquito dos gêneros Aedes, Culex ou Anopheles pica um cão que já tem dirofilariose e suga larvas chamadas microfilárias junto com o sangue. Dentro do inseto, essas larvas amadurecem em poucos dias, principalmente em dias quentes e úmidos, até se tornarem infectantes.

De forma resumida, o caminho do parasita segue esta sequência:

  • O mosquito pica um cão infectado e absorve as microfilárias presentes no sangue;
  • Dentro do inseto, as larvas se desenvolvem até a forma infectante em cerca de dez a catorze dias, dependendo da temperatura;
  • Ao picar um novo cão, o mosquito deposita essas larvas na pele do pet;
  • As larvas penetram no organismo, migram até a corrente sanguínea e seguem até o coração e os pulmões;
  • Ali, cerca de seis a sete meses depois da picada, elas se tornam vermes adultos e passam a liberar novas microfilárias, reiniciando o ciclo.

Esse intervalo longo entre a picada e o aparecimento dos primeiros vermes adultos explica por que a dirofilariose em cães é tão difícil de perceber logo no início.

Sintomas de dirofilariose em cães

Nos primeiros meses depois da picada, o cão costuma não demonstrar nada de diferente. Os sinais só aparecem conforme os vermes crescem e passam a atrapalhar a circulação do sangue no coração e nos pulmões.

Fique de olho nestes sinais, que costumam surgir aos poucos:

  • Tosse seca e persistente, principalmente depois de esforço físico;
  • Cansaço fora do comum durante passeios ou brincadeiras;
  • Respiração mais rápida ou ofegante, mesmo em repouso;
  • Perda de peso progressiva;
  • Mucosas (gengiva e língua) pálidas ou arroxeadas;
  • Inchaço na barriga, nos casos mais avançados.

A gravidade dos sintomas está diretamente ligada à quantidade de vermes presentes no organismo e ao tempo de infecção. Quanto mais vermes e mais tempo de doença, maior a chance de complicações no coração e nos pulmões.

Para facilitar, a tabela abaixo resume os sinais de acordo com a gravidade do quadro:

Grau Principais sinais
Leve Cão sem sintomas aparentes ou com tosse leve e ocasional.
Moderado Tosse com mais frequência, cansaço fácil e sons pulmonares alterados.
Grave Tosse persistente, cansaço intenso, respiração difícil, aumento do fígado e acúmulo de líquido no abdômen.
Síndrome da veia cava Fraqueza súbita, urina escura e risco de morte; é uma emergência veterinária.

Se notar qualquer um desses sinais, principalmente os mais graves, o caminho é procurar um médico-veterinário o quanto antes. Quanto mais cedo a dirofilariose canina for identificada, melhores costumam ser as chances de recuperação.

Cachorro com mosquito.

Diagnóstico do verme do coração em cães

O diagnóstico da dirofilariose depende de exames de sangue, já que os sintomas sozinhos não são suficientes para confirmar a doença. O teste mais usado na rotina clínica é o teste rápido de antígeno, que detecta proteínas liberadas pelas fêmeas adultas do parasita.

Também é comum o médico-veterinário solicitar a pesquisa de microfilárias no sangue, além de exames complementares, como:

  • Hemograma, para avaliar o estado geral de saúde do cão;
  • Ecocardiograma, que permite visualizar os vermes dentro do coração e medir o impacto na circulação;
  • Radiografia do tórax, útil para observar alterações nos pulmões e nas artérias pulmonares.

Vale lembrar que testes feitos muito cedo, antes de cinco ou seis meses após a picada, podem dar um resultado falso negativo. Por isso, a testagem anual costuma ser recomendada mesmo para cães aparentemente saudáveis, principalmente em regiões litorâneas e de clima quente.

Fazer esse tipo de investigação com regularidade nem sempre é simples de encaixar na rotina da família. É aqui que o Plano de Saúde Petlove pode facilitar bastante: com ele, marcar exames como ecocardiograma e consultas com especialistas em cardiologia veterinária fica muito mais simples, sem precisar pesquisar clínica por clínica.

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Tratamento da dirofilariose canina

Depois do diagnóstico confirmado, o médico-veterinário monta um protocolo específico para o caso. Como o tratamento da dirofilariose em cães costuma ser longo, ele combina o uso de medicamentos e vermífugos específicos, exigindo bastante disciplina da família

Durante todo o tratamento, o repouso é fundamental. Isso porque a morte dos vermes, seja espontânea ou provocada pela medicação, pode soltar fragmentos que bloqueiam vasos sanguíneos, um quadro chamado tromboembolismo pulmonar. Por esse motivo, atividades físicas intensas costumam ficar suspensas até a liberação do médico-veterinário.

Em casos de infestação alta, ou quando o cão já desenvolveu a síndrome da veia cava, pode ser necessária a remoção cirúrgica dos vermes. O procedimento reduz rapidamente a quantidade de parasitas, mas exige uma equipe experiente e cuidados intensivos no pós-operatório.

A doença do verme do coração tem cura?

Sim, a dirofilariose canina tem tratamento e, na maioria dos casos diagnosticados a tempo, os cães se recuperam bem. O prognóstico piora bastante em quadros avançados, como a síndrome da veia cava ou a insuficiência cardíaca, motivo pelo qual o diagnóstico precoce faz tanta diferença.

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Dirofilariose em gatos

Apesar do apelido de doença de cachorro, a dirofilariose em gatos também existe, só que costuma ser mais rara e mais difícil de diagnosticar. Isso acontece porque os felinos costumam ter poucos vermes no organismo e, em muitos casos, nem chegam a apresentar microfilárias no sangue.

Nos gatos, os sinais também são mais discretos e podem incluir falta de apetite, perda de peso, vômitos, tosse e cansaço fácil. Em situações mais graves, o parasita pode causar uma reação inflamatória nos pulmões parecida com uma crise de asma.

Como o teste de microfilárias tem menos utilidade nos felinos, o médico-veterinário costuma apostar em exames de antígeno e de imagem, como o ecocardiograma, para fechar o diagnóstico com mais segurança.

Cachorro na praia.

Como prevenir o verme do coração

Como o tratamento é longo, a prevenção da dirofilariose acaba sendo sempre o caminho mais tranquilo, tanto para o pet quanto para a rotina da família. Alguns cuidados fazem toda a diferença:

Antiparasitários orais ou tópicos

Use vermífugos e antiparasitários indicados pelo médico-veterinário, sempre respeitando a frequência recomendada, sem pular doses. Hoje em dia, muitos produtos já reúnem proteção contra pulgas, carrapatos e vermes em uma única aplicação, o que facilita bastante a rotina.

Vale conversar com o médico-veterinário sobre qual opção de antipulgas e carrapatos combina melhor com o porte e o estilo de vida do seu cachorro.

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Antiparasitário injetável

Como se fosse uma “vacina contra dirofilariose”, esse é um antiparasitário injetável de aplicação subcutânea, que protege o cão por um período de aproximadamente um ano. Mesmo que o seu pet não more no litoral, vale conversar com o médico-veterinário antes de uma viagem para a praia: ele pode indicar essa ou outra opção de antiparasitário para que o pet vá protegido durante o passeio.

Repelentes, pipetas e coleiras

Aposte em repelentes próprios para pets, pipetas ou coleiras que ajudem a afastar o mosquito, já que sem picada não existe transmissão.

Eliminação de água parada

Elimine focos de água parada em casa e no quintal, reduzindo o espaço para os mosquitos se reproduzirem.

Testagem anual

Leve o pet para testagem anual, principalmente se vocês moram ou viajam para regiões litorâneas ou de clima quente. O acompanhamento regular ajuda a identificar a doença antes que ela avance.

Incluir a testagem da dirofilariose (quando solicitado pelo médico-veterinário) dentro do check-up anual do seu cão facilita muito o acompanhamento a longo prazo. E, assim como outras condições que afetam o coração dos pets, ela reforça a importância de cuidar da saúde cardíaca com regularidade.

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Cachorro com tutora abraçada.

Cuide do coração do seu pet de forma fácil e acessível

Entre exames de sangue, ecocardiograma, consultas com cardiologista e o acompanhamento de perto que a dirofilariose exige, cuidar do coração do seu cachorro pode parecer complicado de organizar sozinho. Porém, saiba que não precisa ser!

Tendo um Plano de Saúde Pet, tudo isso se torna fácil e mais acessível. É uma forma econômica de prevenir problemas de coração (além de muitos outros) e tratar questões que o seu bichinho já tem.

Com o Plano de Saúde Petlove é assim. Com ele, marcar consultas de check-up, exames de imagem e especialidades como cardiologia fica muito mais simples, e você ainda conta com uma rede credenciada de mais de 8 mil parceiros entre laboratórios, clínicas, hospitais veterinários e especialistas espalhados pelo Brasil.

Conheça o Plano de Saúde Petlove e garanta mais tranquilidade para cuidar do seu pet! 💜

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Perguntas frequentes

O que é dirofilariose?

A dirofilariose é uma doença causada pelo parasita Dirofilaria immitis, que se instala no coração e nos pulmões de cães e, com menos frequência, de gatos. Por isso, ela também é conhecida como verme do coração.

Qual o melhor vermífugo para verme do coração?

Não existe um único produto indicado para todos os casos. O médico-veterinário é quem define, com base no peso, na idade e no estilo de vida do cão, qual antiparasitário à base de lactonas macrocíclicas é mais adequado para a prevenção.

Qual o tratamento para dirofilariose?

O tratamento da dirofilariose em cães costuma combinar medicamentos com antiparasitários específicos, além de repouso rigoroso durante todo o processo. Em casos mais graves, pode ser indicada a remoção cirúrgica dos vermes.

Dirofilariose canina tem cura?

Sim. Quando diagnosticada a tempo, a dirofilariose canina tem cura, e boa parte dos cães se recupera bem, sem sequelas. Quadros avançados, como a síndrome da veia cava, têm prognóstico mais reservado.

O verme do coração passa para humanos?

A dirofilariose é considerada uma zoonose, mas a transmissão para pessoas é rara e acidental, sempre pela picada do mosquito, nunca pelo contato direto com o cão. De acordo com estudos, nesses casos o parasita geralmente não completa o desenvolvimento no organismo humano e raramente causa sintomas.

Existe vacina contra o verme do coração?

Não é bem uma vacina, mas sim um antiparasitário injetável. Na prática, é uma medicação injetável de ação prolongada, aplicada pelo médico-veterinário, que ajuda a eliminar as larvas do parasita por até 12 meses e costuma ser indicada para cães que vivem em regiões de alta incidência da doença ou que vão viajar para o litoral.

Por Amanda Fernandes

Sou jornalista, pós-graduanda em Marketing e adoooro falar sobre pets. Sou mãe da gatinha Cristal, do agapornis Alisson e do meu eterno Dachshund (vulgo salsichinha) Scott. Além de pets, curto muito história e uma boa pizza. Desde pequena sou conhecida por amar cães .❤

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