Vitaminas para répteis

Ao tomar a decisão de criar um réptil no ambiente doméstico vem também a responsabilidade de fornecer a alimentação adequada para que ele tenha uma boa saúde. Deficiências nutricionais são cada vez mais frequentes entre esses pets devido à desinformação dos seus donos. Talvez pela crescente preferência por estas espécies exóticas, a escassez de vitaminas, ou dietas hipercalóricas, vem sendo constatadas com maior incidência por veterinários. Os répteis subdividem-se em herbívoros, onívoros, insetívoros e carnívoros e cada uma dessas categorias possui suas peculiaridades alimentares.

A falta de prática ou informação a respeito dessa categoria de pets pode comprometer sua longevidade. Peca-se tanto pela carência de determinados nutrientes, quanto também pelo excesso de alguns alimentos, que podem tornar-se tóxicos.

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Vitaminas para Répteis.

A iguana verde e a tartaruga terrestre fazem parte do grupo dos herbívoros, que costumam apresentar deficiência de cálcio, proteína, fibra e vitamina D. Hipotiroidismo, raquitismo, osteofibrose, diarreia crônica e má cicatrização resultam desse quadro. Incluir alfafa, feijão, soja, feno e ovos na dieta deve amenizar alguns dos problemas. Os répteis onívoros são compostos por algumas espécies de lagartos e tartarugas semiaquáticas. Em tese, deveria ser mais fácil conseguir uma alimentação balanceada, quando proveniente tanto de matéria vegetal quanto animal. Porém, a dificuldade em identificar o excesso ou escassez da vitamina A, sendo os sintomas muito semelhantes (deterioração da qualidade da pele e surgimento de úlceras), costuma trazer esse tipo de distúrbio aos onívoros. Os camaleões são insetívoros. Para estes, a hipovitaminose pode culminar em cegueira, letargia e anorexia. Rações e vitaminas, além de cálcio, são indicadas para suplementar sua dieta, quase exclusivamente composta por insetos. As cobras em geral e os lagartos de grande porte são todos carnívoros e normalmente a oferta de presas inteiras mantém sua alimentação adequada. A questão do excesso de proteínas deve ser observada com cuidado nesse grupo, uma vez que pode resultar em severos problemas. Isso geralmente ocorre ao se utilizar na sua alimentação partes de animais (coração ou fígado) ou apenas ração para gatos e, nesses casos, também pode haver carência vitamínica. A partir disso, um crescimento exagerado pode, a longo prazo, acabar em enfermidades, como a gota intestinal, que normalmente leva à morte.

Ter conhecimentos sobre os alimentos e sua composição nutricional também é muito importante. A vitamina A é essencial para a visão, pele e alguns tecidos, sobretudo as mucosas. A vitamina B está relacionada ao metabolismo energético, ao funcionamento do coração, músculos e sistema nervoso, além de auxiliar na digestão. Já a vitamina C responde pelo sistema imunológico, estrutura óssea e desenvolvimento dos dentes e a absorção de ferro. Metabolização da gordura e cicatrização de feridas também tem sua função interligada à essa vitamina. Já a de tipo D3 sintetiza o cálcio no organismo e ajuda a prevenir o raquitismo. A vitamina E constitui-se em um poderoso antioxidante, que retarda o envelhecimento. Por fim, a vitamina K, responsável pela boa coagulação, pode garantir ossos fortes no período de idade avançada.

Alguns aspectos físicos e comportamentais também podem indicar a má-alimentação de um réptil. Apatia, letargia, estrutura muscular deficiente, perda de peso e ossos proeminentes, indicam dosagem de vitaminas completamente desequilibrada. Umidade e temperatura adequadas e correta exposição aos raios UVB, contribuem significativamente para tal finalidade, sendo que o dono do pet não deve se esquecer, também, de observar os acessórios para alimentação utilizados porque, caso não estejam de acordo com as características alimentares da espécie criada, também podem influenciar de forma negativa a  alimentação.

Sobre o autor

Bruno Oliveira

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