Cadastre-se e ganhe 20% OFF na primeira assinatura!

Você sabia que cães podem ter Alzheimer?

Com cães vivendo cada vez mais, as doenças degenerativas passaram a ser mais reconhecidas e relatadas. Entenda o que é, como evitar e como tratar esse problema que acomete cães idosos.

Conhecido como Alzheimer canino, a Síndrome de Disfunção Cognitiva Canina (SDCC) é uma doença degenerativa, que não tem cura. Assim como em humanos, os cães têm uma perda de controle em todo o corpo, mas principalmente no sistema nervoso. Os primeiros sintomas podem acontecer a partir dos 8 anos (a depender do porte do animal).

Os principais sinais de que algo não está bem com o cão idoso são comportamentais:

  • Se perder pela casa
  • Trocar a noite pelo dia
  • Passar a latir ou uivar com maior frequência e sem motivo aparente
  • Xixi e cocô em locais errados
  • Ficar mais irritadiço
  • Olhar fixamente para um local
  • Andar pela casa inquieto e sem rumo

cachorro idoso com alzheimer deitado em um sofá

O grande problema dessa doença é ser subdiagnosticada. Pela falta de relato dos tutores aos veterinários sobre as alterações de comportamento, o tratamento demora a ser iniciado e as consequências são maiores.

Se identificada logo pelo tutor, o médico-veterinário tem maiores possibilidades de indicar um tratamento. Não apenas com medicação, mas também com estímulos cognitivos. Nesse momento, o enriquecimento ambiental é extremamente necessário. Somente de colocar a alimentação dentro de brinquedos os dispositivos (junto com a medicação), é possível estacionar a evolução da doença.

A SDCC é mais um motivo para fazer o check-up a cada seis meses no seu idoso, exatamente para poder relatar qualquer alteração de comportamento ou questões fisiológicas. Não há um exame específico para diagnosticar a SDCC. Por isso é importante ter o máximo de informações por parte do tutor e descartar outras possíveis doenças. 

É normal o cão mais velho ter algumas alterações comportamentais, mas se essa mudança afeta sua qualidade de vida, aí, sim se torna um problema. Ainda não se sabe exatamente as causas da SDCC, mas quanto mais estimularmos nosso cachorro ao longo de sua vida (não só quando velhinho), maior a chance de protelarmos o aparecimento da doença.

Se o seu cachorro já foi diagnosticado com a SDCC

Depois da avaliação do médico-veterinário (de preferência um especialista em neurologia), é importante oferecer o tratamento indicado (com remédio e mudança nutricional). Mas algumas dicas podem ajudar:

  • Ofereça as refeições em dispositivos ou brinquedos. Um diferente para cada dia da semana.
  • Coloque tapetes antiderrapantes nos locais que o cão deve passar, para evitar que ele se perca embaixo dos móveis.
  • Não mude o pote de água de lugar, mas adicione outros pela casa.
  • Faça passeios diariamente por caminhos diferentes.
  • Sempre que possível, leve o cão para locais diferentes, como shoppings, trilhas, praças e locais pet friendly.
  • Ofereça atividades ao longo do dia, como mordedores e treinos. À noite, facilite o repouso, com músicas relaxantes e um ambiente calmo.

O mais importante é se atentar a qualidade de vida do peludo. Quanto menos ele ficar deitado na caminha, mas estiver em atividade ou com estímulos, maior a chance do bem-estar dele estar elevado. É nossa responsabilidade cuidar dos pequenos, principalmente nessa fase que eles tanto necessitam de nós, tutores.

Compartilhe esta matéria!

Sobre o autor

Luiza Cervenka

Luiza Cervenka é bióloga, com mestrado em Psicobiologia (comportamento animal), Pós-graduação em Jornalismo e doutoranda em Medicina Veterinária. Assina o blog Comportamento Animal do Estadão e tem quadro pet no Programa Revista da Manhã na TV Gazeta. Atende cães e gatos como Terapeuta Comportamental.

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.