7 sintomas de cachorro com problema no coração
Tosse persistente, cansaço e desmaios podem ser sintomas cardíacos no seu cão. Saiba reconhecer cada sinal e quando buscar o médico-veterinário.
O coração do seu cão trabalha sem parar, batimento a batimento, para manter tudo funcionando. Mas quando algo não vai bem, os sintomas de que um cachorro está com problema no coração costumam aparecer de forma silenciosa.
Um cansaço que veio do nada. Uma tosse que não passa. Um desmaio rápido que o tutor atribui ao calor. São esses pequenos alertas que, ignorados, podem se tornar problemas maiores.
Por isso, conhecer esses sinais faz toda a diferença. Neste artigo, você vai entender quais são os 7 principais sintomas cardíacos em cães!

Por que o coração do cão pode adoecer?
As doenças cardíacas em cães, chamadas de cardiopatias, são alterações que comprometem a estrutura ou o funcionamento do coração. Elas afetam não só o órgão em si, mas também os pulmões, os rins e praticamente todo o organismo, já que o coração é responsável por bombear sangue e oxigênio para cada célula do corpo.
Alguns fatores aumentam o risco: idade avançada, obesidade, sedentarismo e predisposição genética. Raças pequenas, como Yorkshire, Poodle e Cocker Spaniel, têm maior tendência a desenvolver doenças nas válvulas do coração.
Já raças grandes, como Boxer, Labrador e Dobermann, são mais propensas à cardiomiopatia dilatada, em que o músculo cardíaco perde força. Mas qualquer cão, independentemente de raça e idade, pode ser afetado.
Os 7 sintomas de que seu cachorro pode ter problema no coração
O grande desafio das cardiopatias é que, nas fases iniciais, os sinais são sutis e fáceis de confundir com cansaço normal, envelhecimento ou outras condições. Veja os principais alertas e entenda o que acontece no organismo do seu cão em cada um deles.
1. Cansaço fácil e intolerância ao exercício
Se o seu cão, antes agitado nos passeios, passou a parar no meio da caminhada ou a preferir ficar deitado, vale prestar atenção. A fadiga fácil é um dos primeiros sinais de problema cardíaco: o coração não consegue bombear sangue suficiente para os músculos durante o esforço, e o bichinho simplesmente não aguenta o ritmo de antes.
Em cães mais novos, esse sinal chama bastante atenção por ser atípico para a faixa etária. Já em cães idosos, é comum o tutor atribuir o cansaço só à velhice, adiando a investigação. Por isso, qualquer mudança súbita na disposição do seu cão merece uma avaliação veterinária.
2. Tosse persistente
A tosse é um dos sinais que podem confundir os tutores, pois pode ter várias causas. No caso das doenças cardíacas, ela acontece porque o coração aumentado passa a comprimir os brônquios. Além disso, quando há acúmulo de líquido nos pulmões, a respiração fica comprometida e a tosse piora.
Costuma ser uma tosse seca e persistente, que piora à noite ou após algum esforço físico. Muitos tutores descrevem como um som de engasgo. Caso não melhore em alguns dias ou venha acompanhada de outros sinais desta lista, leve o seu cão ao médico-veterinário.
3. Dificuldade para respirar
Quando o coração não bombeia sangue de forma eficiente, os pulmões podem acumular líquido, tornando a respiração cada vez mais difícil. O cão pode apresentar respiração ofegante mesmo em repouso, sentar com as patas abertas para conseguir respirar melhor ou esticar o pescoço em busca de ar.
Em casos mais graves, o bichinho pode se recusar a deitar, pois essa posição piora a dificuldade respiratória. Esse é um sinal de urgência: se o seu cão estiver respirando com muito esforço, procure atendimento veterinário imediatamente.
4. Desmaios (síncope)
A síncope ocorre quando o fluxo de sangue e oxigênio para o cérebro cai de forma abrupta. Geralmente é breve, com duração de menos de 30 segundos, e o cão se recupera rapidamente. Ainda assim, não deve ser ignorada, especialmente se acontecer durante ou após exercícios, episódios de tosse ou momentos de agitação.
Diferentemente das convulsões, os desmaios não costumam vir acompanhados de movimentos involuntários intensos e a recuperação tende a ser mais rápida. Se o seu cão desmaiar, busque avaliação cardiológica o quanto antes.
5. Emagrecimento sem causa aparente
Perda de peso pode ter muitas origens, e o coração é uma delas. Cães com cardiopatia frequentemente perdem o apetite, levando a um emagrecimento progressivo. Além disso, a doença provoca alterações no metabolismo que aumentam o gasto energético do organismo, mesmo sem o cão se movimentar muito.
Em estágios mais avançados, pode ocorrer perda de massa muscular, principalmente visível nas costas e ombros. Por isso, qualquer emagrecimento rápido e sem explicação óbvia merece investigação veterinária.
6. Barriga inchada
O acúmulo de líquido no abdômen, chamado de ascite, pode ser um sinal de insuficiência cardíaca. Quando o coração não mantém a circulação adequada, o líquido começa a se acumular nas cavidades do corpo. O resultado é uma barriga visivelmente dilatada, que não condiz com a alimentação do cão.
Esse sinal costuma aparecer em fases mais avançadas da doença e pode vir acompanhado de inchaço nas patas. Se notar o abdômen do seu bichinho aumentado sem razão aparente, não espere: agende uma consulta veterinária.
7. Mucosas arroxeadas (cianose)
A cianose acontece quando a língua, as gengivas ou o interior dos olhos adquirem uma coloração roxa ou azulada. Esse sinal indica que o sangue está com baixo nível de oxigênio, o que pode ocorrer quando o coração não consegue manter uma circulação eficiente.
A coloração pode aparecer especialmente durante ou após esforço físico. Se o seu cão apresentar esse sinal, trata-se de uma emergência: busque atendimento veterinário imediatamente.
Como o médico-veterinário diagnostica a cardiopatia canina?
Ao notar qualquer um desses sintomas, o primeiro passo é levar o seu cão a uma consulta. O médico-veterinário começa pela auscultação cardíaca, ouvindo o coração com o estetoscópio para identificar sopros, arritmias e outras alterações no ritmo.
Para um diagnóstico completo, porém, são necessários exames específicos. Os mais utilizados na cardiologia veterinária são:
- Ecocardiograma: ultrassom do coração que avalia estrutura, tamanho das câmaras e funcionamento das válvulas em tempo real;
- Eletrocardiograma (ECG): registra a atividade elétrica do coração e identifica arritmias;
- Raio-X de tórax: permite visualizar o tamanho do coração e verificar se há líquido nos pulmões;
- Hemograma: auxilia na identificação de condições associadas, como anemia.
O diagnóstico precoce é o que faz diferença no prognóstico. Quanto antes a cardiopatia for identificada, mais eficaz é o tratamento e melhor a qualidade de vida do seu bichinho.
Quais cães têm mais risco de desenvolver problemas cardíacos?
Embora qualquer cão possa desenvolver uma cardiopatia, alguns grupos têm predisposição maior. Conhecer esses fatores ajuda o tutor a manter um acompanhamento preventivo mais atento.
- Raças pequenas e médias (Poodle, Yorkshire, Cocker Spaniel, Schnauzer, Cavalier King Charles): mais sujeitas a doenças nas válvulas cardíacas;
- Raças grandes e gigantes (Boxer, Dobermann, Labrador, Dogue Alemão): predisposição à cardiomiopatia dilatada, em que o músculo cardíaco perde capacidade de contração;
- Cães idosos (a partir dos 7 a 8 anos): o envelhecimento aumenta o desgaste cardíaco natural;
- Cães obesos e sedentários: o excesso de peso sobrecarrega o coração e favorece a hipertensão arterial.
Cães que se encaixam nesses grupos devem fazer check-ups cardiológicos anuais, mesmo sem apresentar sinais.

Atenção ao verme do coração
Além das cardiopatias estruturais, existe outra condição que pode afetar o coração do cão: a dirofilariose, popularmente conhecida como verme do coração.
Transmitida pela picada de mosquitos infectados do gênero Culex, a dirofilariose é causada por um verme que migra pelo organismo do cão até se instalar nos vasos pulmonares e no coração, onde interfere diretamente no bombeamento do sangue.
Os sinais são semelhantes aos de outras cardiopatias: tosse, cansaço, dificuldade para respirar. Por isso, o diagnóstico diferencial pelo médico-veterinário é fundamental.

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Perguntas frequentes
Quais são os primeiros sinais de que meu cachorro pode ter problema no coração?
Os primeiros sinais costumam ser sutis: cansaço após atividades leves, tosse seca que não passa e menor disposição no dia a dia. Com a evolução da cardiopatia, podem surgir dificuldade para respirar, desmaios e perda de peso. Qualquer mudança no comportamento do seu cão que persista por alguns dias merece avaliação veterinária.
Cachorro com tosse pode ter problema no coração?
Sim. A tosse é um dos sinais mais comuns de cardiopatia canina, ocorrendo porque o coração aumentado comprime os brônquios ou porque há acúmulo de líquido nos pulmões. Porém, a tosse também pode ter outras causas, como infecções respiratórias. Por isso, o diagnóstico veterinário é fundamental para identificar a origem correta.
Com que idade o cão tem mais risco de desenvolver cardiopatia?
O risco aumenta a partir dos 7 a 8 anos de idade. Cães nessa faixa etária devem realizar check-ups cardiológicos ao menos uma vez por ano, incluindo auscultação e, se indicado pelo médico-veterinário, ecocardiograma. Raças com predisposição genética podem precisar de acompanhamento mais precoce.
Cachorro com problema no coração tem cura?
A maioria das cardiopatias caninas não tem cura definitiva, mas com tratamento adequado o cão pode ter uma vida longa e confortável. O acompanhamento veterinário regular, com ajuste de medicamentos e rotina, é determinante para a qualidade de vida do bichinho. O diagnóstico precoce é o principal aliado nesse processo.
Cão com cardiopatia pode fazer exercícios?
Sim, mas com moderação e sempre com orientação do médico-veterinário. Caminhadas leves e curtas são geralmente indicadas para manter o tônus muscular sem sobrecarregar o coração. Esforços intensos devem ser evitados. O ideal é que a rotina de exercícios seja adaptada à condição clínica de cada cão.
Quando levar o cão ao cardiologista veterinário?
Se o seu cão apresentar qualquer combinação de sinais desta lista, como tosse, cansaço fácil ou desmaio, leve-o ao médico-veterinário. O clínico geral realiza a avaliação inicial e, se necessário, encaminha ao especialista em cardiologia veterinária. Cães de raças predispostas ou acima dos 7 anos devem ter check-ups anuais mesmo sem sintomas.





