Setembro vermelho: como prevenir doenças no coração dos pets
Cuidar do coração não é só coisa de humano, viu? Nossos pets também podem desenvolver doenças cardíacas. E, quanto antes a gente percebe os sinais, mais chances de tratamento e qualidade de vida eles têm.
Sabe por quê? A maioria das doenças pode ser silenciosa e progredir rapidamente. No mês do Setembro Vermelho, a Petlove lembra que a saúde do seu bichinho começa de dentro para fora. Batimentos fortes e regulares significam energia para brincar, correr e encher a casa de alegria.

Como funciona o coração dos pets e por que ele pode adoecer?
O coração é uma bomba muscular responsável por enviar sangue rico em oxigênio e nutrientes para todo o corpo. Nos pets seu funcionamento não é diferente e pode ser afetado por:
- Doenças congênitas: presentes desde o nascimento, como persistência do ducto arterioso (PDA) ou defeitos de septo.
- Doenças adquiridas: desenvolvem-se ao longo da vida, como endocardiose mitral, cardiomiopatia dilatada (CMD) e cardiomiopatia hipertrófica (CMH).
- Infecções ou parasitoses: como a dirofilariose (verme do coração), transmitida por mosquitos.
Com o tempo, alterações na estrutura ou função cardíaca podem levar à insuficiência cardíaca congestiva (ICC), reduzindo a capacidade do pet de viver plenamente. Esta condição ocorre quando o coração não consegue bombear sangue de forma eficiente, levando ao acúmulo de fluido nos pulmões e outros tecidos.
Sinais de alerta que não podem ser ignorados
Alô tutores! Muitos pets não apresentam sinais até que a doença esteja avançada, o que reforça a importância do acompanhamento veterinário contínuo.
Sintomas em cães
- Tosse persistente, especialmente à noite ou após exercícios.
- Cansaço fácil e intolerância ao esforço.
- Respiração acelerada ou difícil.
- Gengivas azuladas ou arroxeadas.
- Desmaios ocasionais.
Sintomas em gatos
- Respiração rápida ou ofegante mesmo em repouso.
- Falta de apetite.
- Apatia ou isolamento.
- Paralisia súbita dos membros posteriores (em casos graves).
Identificar os sinais de doenças cardíacas rapidamente antecipa o tratamento. Geralmente, os primeiros sintomas são sutis. Com o avançar da condição, sintomas mais graves aparecem, como dificuldade para respirar, inchaço no abdômen ou membros, e intolerância ao exercício.
Mudanças comportamentais, como se esconder em lugares escuros ou se recusar a interagir, também são sinais de que algo está errado com seu bichinho.
Se notar algum desses sintomas, marque uma consulta com um médico ou médica veterinária de confiança 💜
Principais doenças cardíacas
Em cães:
- Endocardiose valvar mitral: mais comum em raças pequenas e idosas (Poodle, Shih Tzu, Yorkshire Terrier). A válvula mitral se degenera, causando refluxo de sangue e sobrecarga cardíaca.
- Cardiomiopatia dilatada (CMD): mais frequente em raças grandes (Doberman, Boxer, Cocker Spaniel). O coração perde força de contração, aumentando de tamanho.
- Dirofilariose (verme do coração): doença parasitária grave, transmitida por picadas de mosquito.
Em gatos:
- Cardiomiopatia hipertrófica (CMH): a mais comum nos felinos. O músculo cardíaco engrossa, dificultando o bombeamento.
- Cardiomiopatia restritiva: menos frequente, mas grave, associada à fibrose do miocárdio.
- Tromboembolismo arterial felino: coágulos que bloqueiam o fluxo de sangue, muitas vezes nas patas traseiras, causando dor súbita e paralisia.
Os 4 principais fatores de risco
Existem diversos fatores que aumentam o risco associado às doenças cardíacas em pets e você deve se atentar a eles:
1 – Genética
Certas raças são mais predispostas a enfermidades cardíacas específicas. Para cães, raças como Dobermans, Pinschers e Boxers têm maior tendência a desenvolver cardiomiopatias.
Nos felinos, os gatos Persas e Maine Coons têm um risco mais elevado de cardiomiopatia hipertrófica.
2 – Obesidade
A obesidade é outro fator crítico que pode levar a doenças e distúrbios cardíacos. O excesso de peso coloca pressão adicional sobre o coração, e isso o força a trabalhar mais.
Além disso, uma dieta inadequada, rica em sódio e gorduras não saudáveis, pode contribuir para o desenvolvimento dessas doenças cardíacas.
3 – Idade
Cães e gatos mais velhos têm maior probabilidade de desenvolver condições cardíacas degenerativas. Nos cães, o risco é maior após 7 anos e, nos gatos, 10 anos. Portanto, a idade também é um fator relevante.
A saúde bucal é frequentemente negligenciada, mas infecções dentárias podem levar a bactérias circulando pela corrente sanguínea, causando danos ao coração.
4 – Doenças associadas
Pets com doenças renais, endócrinas (como hipertireoidismo felino) ficam mais suscetíveis a esses quadros.
Cães e gatos podem ter infarto? É raro, mas possível. Mais comum é a insuficiência cardíaca causada por outras doenças.
Exames essenciais para diagnóstico e monitoramento
E qual o melhor exame para detectar doença cardíaca? O ecocardiograma é o “padrão-ouro”. É mais solicitado porque mostra a estrutura e função do coração, no entanto, existem outros que complementam o diagnóstico:
- Ausculta cardíaca: detecta sopros ou arritmias.
- Eletrocardiograma (ECG): avalia o ritmo cardíaco.
- Radiografia de tórax: identifica aumento cardíaco ou acúmulo de líquido.
- Pressão arterial: detecta hipertensão.
- Testes para dirofilariose: especialmente em áreas endêmicas.
Aqui na Petlove temos planos que cobrem os exames cardiológicos.
Como prevenir doenças cardíacas em cães e gatos
Manter o coração do seu pet saudável, não somente durante o setembro vermelho, requer um compromisso com escolhas de estilo de vida saudável e vigilância regular.
Alimentação balanceada
- Ração de qualidade ou dieta para a saúde cardiovascular prescrita por veterinários.
- Suplementos recomendados por veterinários também podem contribuir para a saúde cardíaca, fornecendo antioxidantes e ácidos graxos ômega-3.
- Controle do sódio para evitar retenção de líquidos.
- Peso saudável para garantir menor sobrecarga no coração.
Exercício físico na medida certa
- Atividade regular, adaptada à idade e condição física, ajudam a melhorar a resistência cardiovascular.
- Evitar esforço excessivo em pets com suspeita ou diagnóstico de cardiopatia.
Check-up veterinário regular e preventivo
- Pelo menos uma vez ao ano para pets jovens.
- Pelo menos duas vezes ao ano para pets idosos ou de raças predispostas.
- Manter a vacinação e a vermifugação em dia para evitar doenças transmissíveis.
Saúde dental
- A escovação regular dos dentes e check-ups dentários podem prevenir infecções que afetam o coração.
O Setembro Vermelho e o Dia Mundial do Coração são lembretes importantes, mas o cuidado com o coração do seu pet deve durar o ano inteiro. Com prevenção, atenção aos sinais e acompanhamento veterinário regular, você garante mais saúde, bem-estar e tempo ao lado do seu bichinho de estimação tão amado.
Aqui na Petlove, a gente acredita que amor e cuidado caminham juntos. Por isso, além dos mais de 15 mil produtos disponíveis no nosso E-commerce, você encontra serviços que ajudam a manter o coração do seu pet batendo mais forte: como planos de saúde que garantem acompanhamento de perto.





