Agressividade em cães

Mesmo o melhor dos companheiros pode, em algum momento, apresentar agressividade. Muitas vezes essa situação gera um episódio que mescla surpresa e sentimento de impotência, seguido por vários questionamentos. Entretanto, há que se considerar uma série de fatores que podem conferir ao cão uma predisposição a esse comportamento.

Um tratamento sempre cordial e afetuoso dispensado a um cachorro de uma raça considerada mansa e dócil não garante que a agressividade não possa aflorar. Apesar de exercer uma grande influência, na verdade, observar a linhagem pode ser de grande ajuda.

A agressividade é uma característica natural da maioria dos animais, inclusive dos cães, pois é essencial, sob diversas circunstâncias, como por exemplo, defender seu território ou a cria. Frequentemente, o pet está apenas agindo através de seu instinto, o que pode não ser adequado ao ambiente doméstico. Saber identificar o grau e a regularidade desses acontecimentos é importante. Por vezes, pode tratar-se apenas de um lapso. Caso se torne algo comum, pode esconder algum problema mais grave. Ataques repentinos, aparentemente sem motivo, devem ser levados em consideração e a procura de um veterinário é altamente recomendada. Em alguns casos, a agressividade está relacionada à saúde: tumor ou infecção no cérebro, hipoglicemia, intoxicação por chumbo, ou doenças no fígado são as principais causas. Porém, as questões comportamentais costumam ser o estopim para que eles ajam dessa forma.

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Agressividade em Cães.

É possível contornar a maioria dessas desobediências mudando alguns hábitos, por vezes com a ajuda de profissionais, e utilizando instrumentos como coleirasguias e brinquedos que auxiliam o pet a extravasar sua energia, condicionando-o para que  melhore seu comportamento. Ainda assim, é preciso compreender e diferenciar os tipos mais comuns de transtornos agressivos.

A contrariedade à dominância de um cão que sempre obteve tudo quando quis caracteriza um exemplo corriqueiro. Deve ser remediado com a imposição de algumas regras, ressaltando a hierarquia da casa. A manifestação de possessividade por algum objeto, comida, à própria casa ou ao dono gera hostilidade por parte do pet. Mostrar a ele que tudo está correndo bem, que não entre inimigos, pode ajudar, bem como estabelecer uma relação de trocas equivalentes quanto às suas preferências materiais. Se o comportamento de cunho reprodutivo estiver insustentável, a solução que se apresenta é castrar o animal até os 6 meses de idade, normalmente. Exclusivamente na parte territorial, pode haver problemas caso outros animais, inclusive cães, comecem a frequentar o mesmo ambiente. Acostumá-lo desde pequeno a outros animais, ou criá-lo junto a outros, pode ser benéfico. Quando o animal de estimação está doente, sente-se vulnerável e fará de tudo para proteger-se e para que não se aproveitem da sua fraqueza. É uma reação natural e compreensível. Em situações de medo, é necessário expô-lo de maneira lenta e progressiva para não piorar o quadro. Distraí-lo para convencê-lo que não é nada demais também é indicado.

Em todas as esferas da vida, o comportamento individual ou coletivo afeta e direciona o que ocorre ao redor. Não poderia ser diferente nessa bonita relação homem-cão. Diversas vezes, os animais de estimação adotam uma postura defensiva, que é de sua natureza, ou mesmo simplesmente porque estão esperando uma ação da outra parte. Agressividade e rispidez resultarão exatamente na mesma reação. Quando detectado um problema, o modo de lidar determinará o objetivo que se pretende alcançar. Melhores amigos merecem o melhor tratamento.

Sobre o autor

Bruno Oliveira

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