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Cachorra castrada entra no cio?

Por Anderson Mafra -

Eu sei que a pergunta: “Cachorra castrada entra no cio?” parece ter uma resposta óbvia, mas neste post você vai entender como a síndrome do ovário remanescente pode causar sinais de cio em cadelas castradas e te deixar na dúvida se a pet está no cio ou não.

É claro que uma vez feita a castração, ou seja, quando são retirados os ovários e os cornos uterinos da fêmea, ninguém espera que a cachorra apresente sinais característicos do cio, como o interesse de machos e o sangramento vaginal, não é mesmo?

Cachorra abraçando e lambendo uma mulher

Acontece que isso pode ocorrer, e, caso esta seja a sua realidade, é bom pedir ajuda do médico veterinário, pois são grandes as chances de estar acontecendo a tal da síndrome do ovário remanescente – que pode implicar até na necessidade de uma nova cirurgia.

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Antes de falar da síndrome, vale lembrar que o cio é somente uma das etapas do chamado ciclo estral – quando o corpo da cachorra sofre uma transformação hormonal e se prepara para a procriação. E quando a castração é feita, o nível de concentração desses hormônios sexuais diminui, dando fim aos sinais mais comuns de uma cachorra no cio.

Agora, sim, falando da síndrome do ovário remanescente, pedimos a ajuda da Marina Rodrigues, médica veterinária do nosso atendimento especializado em saúde e bem-estar, exclusivo para os Assinantes Petlove.

“Essa síndrome é caracterizada por restos de ovário uni ou bilaterais que ainda permaneceram na cavidade abdominal da cadela após o procedimento de castração (ovariohisterectomia ou ovariectomia), fazendo com que esse pequeno pedaço que restou funcione e produza hormônios levando a pet a apresentar sinais de estro”, explica Rodrigues, que lista alguns desses sinais:

  • Mudanças comportamentais
  • Corrimento vaginal sanguinolento
  • Vulva aumentada
  • Comportamento de cópula

“Quanto mais cedo a síndrome é identificada e tratada, menor o risco de desenvolvimento de tumores, pois as neoplasias mamárias também estão ligadas a essa síndrome, bem como as piometras (infecções uterinas). São realizados exames físicos, de imagem, testes hormonais e citologia vaginal para identificar a síndrome e, uma vez confirmada, o tratamento indicado é a intervenção cirúrgica”, finaliza Rodrigues.

Portanto, fique atento aos sinais da cachorra no período pós-castração e mantenha as consultas periódicas em dia para manter a saúde da sua filha de quatro patas bem protegida!

Por Anderson Mafra

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