Cães e o Medo das Bombas e Fogos de Artifício no Réveillon

O tão aguardado ano novo chegou e como de costume, as pessoas comemoram com os amigos e parentes um Réveillon regado a muita festa, comida e fogos de artifício. Porém, o momento da queima de fogos da virada é muito traumático para os cães, pois as explosões trazem muito mais malefícios a eles do que simplesmente medo. Nessa época, na melhor das hipóteses é muito comum ver os cãezinhos assustados, escondidos tremendo ou correndo pra lá e pra cá como loucos dentro de casa ou no quintal.

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“O momento da queima de fogos da virada é muito traumático para os cães, pois as explosões trazem muito mais malefícios a eles do que simplesmente medo.”

Esse tipo de comportamento destrutivo pode trazer complicações leves como machucados, arranhões e muitos objetos quebrados, mas também acarreta transtornos graves como estresse que agrava o estado de cães propensos ou já diagnosticados com problemas cardíacos e neurológicos. Outro problema sério e típico dessa época em cães com essas crises temporárias são as fugas de casa pelas portas, portões ou janelas abertas, que acarretam muito sofrimento para os donos que os amam, pois eles ficam muito preocupados em reaver o bichinho que passa a correr riscos terríveis nas ruas, podendo até nunca mais serem encontrados.

O motivo de todo o desespero com barulho por parte dos peludos é provocado pelo seu instinto de sobrevivência, que alerta perigo iminente ao ouvir um ruído estrondoso, tornando o animal suscetível a fugir para o lugar que ele julga ser o mais seguro em uma fração de segundos. Ao contrário do que muitos pensam, raramente as explosões machucam o ouvido dos cães e o que eles sentem nesse momento é pânico mesmo.

O adestramento ou o simples controle do cão nesse tipo de situação delicada é difícil, tornando a prevenção como a melhor solução para evitar problemas posteriores às festas. O melhor a fazer é se antecipar alguns dias antes da data comemorativa e separar um local seguro na casa, se possível à prova de som e sem móveis no caminho. Dessa forma, o bichinho terá onde se abrigar e não se machucará durante o pânico. O cão deve se acostumar antecipadamente com este local, que deverá ter as portas e janelas trancadas para eliminar o risco de fuga, além de uma caminha com brinquedos ou uma casinha no cantinho mais fechado disponível do cômodo, criando uma atmosfera que remeta a um abrigo aconchegante e seguro.

Algumas dicas adicionais são as de brincar com o cãozinho algumas horas antes da festa até ele cansar e poder dormir logo. Outra dica importante é a de não tentar tranquilizar o animal se agachando para acariciá-lo no momento de estresse, pois ele interpretará essa atitude como se ambos estivessem com medo. Ao decidir administrar tranquilizantes ou qualquer medicamento antes das comemorações, faz-se necessário consultar o veterinário para receitar o remédio correto. Um método alternativo e eficaz é utilizar um chumaço de algodão parafinado bem grande que tampe levemente as orelhas do bichinho, pois este produto não oferece risco de ferir suas vias auditivas acidentalmente.

Sobre o autor

Bruno Oliveira

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