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Como introduzir um novo gato no ambiente (Parte 1)

Quando tomamos a decisão de adotar um novo gato quando já existe um (ou mais) gatos na residência, temos que estar cientes que essa decisão é nossa, e não do gato.

As chances de sucesso (ou não) em um processo de adaptação vai depender de vários fatores: 

  • Personalidade e histórico do gato residente e do novo gato (o que eles já viveram anteriormente, possíveis traumas etc)
  • Idade dos gatos
  • Espaço suficiente para que os recursos dos gatos estejam em abundância 
  • Disposição e paciência de todos os membros da família para seguir com o protocolo de adaptação sugerido pelo profissional.

Gatos nunca devem ser introduzidos e apresentados uns para os outros assim de cara, frente a frente. Diferentemente dos humanos e cães, que são espécies muito sociáveis, os gatos são mais exigentes e seletivos.

Aparecer com um gato novo na frente do seu, com certeza é muito ameaçador, pode causar muito medo, ansiedade, agressividade e traumas (para os gatos e até para você).

É claro que existem exceções, mas fazer esse tipo de apresentação na grande maioria das vezes vai dar errado.  

gato sentado ao lado de uma caixa de papelão

E qual a maneira correta de introduzir um gato no ambiente?  

Na minha experiência trabalhando com gatos, vejo claramente que não existe uma receita de bolo ou um protocolo de adaptação fixo, pois cada gato é um gato e cada família é uma família.

Mas existem algumas fases dentro desses protocolos que com certeza você precisará passar, então aqui estão elas.  

Primeira Fase: Preparar o território

Primeiramente, você deve separar um espaço para o novo gato, que será um quarto, um escritório, ou até um banheiro (caso você não tenha outra opção). Vamos chamar esse espaço de “acampamento” do gato novo.

Nesse espaço você vai organizar todos os recursos do gato:

  • Caixas de areia
  • Potes de água
  • Potes de ração
  • Locais para subir
  • Locais para descansar
  • Lugares para arranhar
  • Locais para se esconder 
  • Brinquedos etc

Os gatos devem ficar TOTALMENTE separados e não devem se ver de maneira NENHUMA. Cada um deve seguir a sua vida, e você humana(o), deve dividir seu tempo ali com eles, brincando, limpando as caixas e fazendo companhia. 

Segunda Fase: Introdução e mistura dos cheiros

Os gatos continuarão separados e você será o responsável de misturar os cheiros entre eles, sendo o próprio “carreador” desse cheiro. 

Quando os gatos estiverem mais seguros e mais tranquilos, você pode potencializar a mistura desses cheiros, trocando as cobertas, panos, brinquedos, potes de água e ração, arranhadores e até as caixas de areias deles.

A nossa intenção nessa fase é começar a promover um território seguro para os eles. Como o cheiro de um felino diferente pode ser extremamente ameaçador para qualquer gato, por isso começamos a introdução deles através dos cheiros.  

O uso de feromônio sintético, música específica para gatos e aromaterapia podem nos ajudar nessa fase.

Terceira Fase: a troca de ambientes 

Chegou a hora de trocar os gatos de ambiente, mas sem que eles se vejam. Uma sugestão é deixar o gato residente em cômodo fechado, para que o gato novo explore e conheça o restante do território por pequenos períodos.

Se o gato novo não tiver curiosidade de sair do seu “acampamento” para conhecer o restante da casa, não force. Quem vai ditar o momento certo das coisas acontecerem são os gatos, e não os humanos.

O gato residente também pode explorar o quarto “acampamento” enquanto o gato novo pode ficar preso em outro cômodo. Mais uma vez eu reforço aqui: deixe os gatos decidirem se eles querem explorar esse ambiente.  

dois gatos, um olhando para o outro

E quanto tempo essas fases vão durar? 

Essa é a pergunta que TODOS os tutores fazem, mas infelizmente eu não tenho uma resposta definitiva, pois cada família e cada gato tem o seu tempo necessário.

É durante a consultoria comportamental que consigo analisar o perfil dos gatos e da família. Não existem números fixos aqui, cada gato tem o seu tempo de adaptação, e nós devemos respeitar isso, senão as chances de dar tudo errado são enormes. 

Eu costumo falar que o processo de adaptação é como uma escada que você vai subindo, e o segredo para você chegar até o topo, é saber mudar de degrau no momento certo, e sempre subir um degrau de cada vez.

Na próxima postagem, falarei mais sobre as outras fases de adaptação.

Até breve!!

Leia também: Como introduzir um novo gato no ambiente (Parte 2)

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Sobre o autor

Isabela Zitti

É Médica Veterinária Especializada em Comportamento Felino e com pós- graduação em Clínica Médica de Felinos. Possui 10 gatos ( 8 resgatados da rua) que são o amor da vida dela, e esse amor a fez dedicar-se exclusivamente ao atendimento comportamental de felinos.
Isabela possui várias certificações internacionais e realiza consultas, cursos e palestras por todo o país.

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