Entenda porque a punição não deve ser usada na educação dos pets

Quem vive se queixando do temperamento ou do comportamento do seu filho de quatro patas, deveria refletir melhor sobre a maneira como o bichinho é educado e, principalmente, como ele está sendo avisado de que aquilo que ele fez não foi algo legal.

Os tutores que preferem resolver tudo na base da truculência e da punição – repreensões físicas, gritos, ameaças ou borrifadas de água (que aparentemente é inofensiva, mas não é) -, podem até ficar com uma falsa sensação de controle da situação por conseguirem interromper o comportamento indesejado do animal no momento, porém, as chances da situação voltar a acontecer são grandes.

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Isso porque o pet não parou de arranhar o sofá, por exemplo, porque foi ensinado que aquela atitude não é aceita dentro de casa, ele simplesmente abortou a missão pois ficou com medo de ser agredido por você. E na próxima vez que ele estiver passando pela sala e notar que não há ninguém para ameaçá-lo, provavelmente vai querer repetir a dose e afiar as unhas no seu querido móvel – aumentando a sua raiva. 

Viu como um círculo nada virtuoso pode acontecer e se tornar algo péssimo tanto para você quanto para o seu parceiro? Então, ao invés de focar no problema, invista o seu tempo trabalhar na solução, que passa sempre por uma abordagem positiva, explora uma comunicação mais eficaz com o pet e que não precisa ser motivo de estresse para nenhuma das partes.

Aproveite que o cérebro humano é o mais privilegiado do planeta e procure entender a forma como o seu gato ou cachorro se comunicam com você, não fique esperando o movimento contrário. Este Blog da Petlove, livros e especialistas em comportamento animal estão aí para te ajudar nesta bela missão de encontrar as melhores maneiras de educar e socializar o seu peludinho.

Lembre-se que apesar de não dominar o nosso idioma, os pets são muito espertos e prestam bastante atenção às nossas posturas corporais, expressões faciais e vocalizações para perceberem se estão ou não agradando. Sabendo usar esses três “poderes” e adicionando o uso do reforço positivo, que pode acontecer em forma de carinho e/ ou petiscos, o seu bichinho tende a cada vez mais se comportar da maneira que você deseja.

Ignorar este cenário e continuar apostando na punição, além de não resolver o problema, ainda pode agravá-lo, já que os pets quando estão em constante estado de alerta acabam ficando estressados, ansiosos, temerosos e podem se tornar agressivos, isso só pra citar alguns exemplos. 

E se mesmo utilizando boas práticas o seu companheiro ainda continua com hábitos ruins, então peça ajuda a um médico veterinário especializado em comportamento animal. Não é raro que alguns comportamentos dos bichinhos sejam frutos de algum problema de saúde ou apenas um jeito deles comunicarem que estão precisando de algo – destruir coisas, por exemplo,pode indicar que o animal está entediado. 

Não abra mão do bem-estar do seu filho de quatro patas e faça valer um relacionamento baseado no respeito e amor para ter mais alegria na sua casa. Você ensina a ele boas maneiras e em contrapartida recebe uma amostra gratuita de amor incondicional 😻.

Sobre o autor

Anderson Mafra

Anderson Mafra

Jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia, quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

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