Porque não usar borrifador na educação de pets

O mundo pet é repleto de curiosidades, principalmente no que diz respeito à educação e socialização de cães e gatos. E num cenário recheado de dúvidas, tão importante quanto saber o que fazer é saber também o que não pode ser feito.

Gritos de raiva, tapinhas ou esfregar o focinho do animal no chão são atitudes agressivas e que nunca ensinaram nada aos bichinhos – a não ser o significado da palavra trauma. Por outro lado, atitudes ou a utilização de acessórios que antes eram vistos como aliados na educação do pet, hoje podem já não serem mais opções aceitáveis.

Borrifador-Petlove

É o caso dos borrifadores de água, que tempos atrás chegaram a ser sugeridos por alguns especialistas como um acessório útil para correção de certos comportamentos de felinos e caninos. Se você nunca tinha ouvido falar, funcionava assim: sempre que o pet fizesse algo de errado, uma borrifada de água deveria ser dada (preferencialmente no rosto) para que ele aprende-se que aquele comportamento não foi correto.

A atitude, aparentemente inofensiva, causava incômodo nos animais e não surtia efeito do ponto de visto de aprendizado. Pelo contrário, cães e gatos passavam a ficar apavorados só de ver o borrifador, entretanto, o comportamento indesejado não era interrompido. Isso porque o acessório, como descobriu-se com o tempo, servia apenas para colocar medo nos peludinhos, mas não os ensinava que suas atitudes eram indesejadas pelos tutores.

Ainda bem que tudo o que envolve o comportamento e socialização de animais está sendo mais debatido e contestado ultimamente. Assim conseguimos aprender com mais rapidez quais métodos e recursos realmente ajudam na educação dos bichinhos, sem colocar em risco o bem-estar dos nossos companheiros.

Por isso, fica aqui o nosso alerta. Desconfie sempre das “dicas infalíveis” e da utilização de métodos ou acessórios que não foram recomendados por um médico veterinário de sua confiança ou de um especialista em comportamento animal. Tenha certeza que a educação positiva, baseada na repetição, carinho e uma dose de recompensa, que pode vir em forma de palavras gentis ou petiscos, é o caminho ideal para o seu pet aprender aquilo que você quer ensinar.

Pesquise, questione e fique por dentro das notícias do nosso Blog e dos nossos programas de podcast. Lembre-se que um pet sem traumas e medos é um pet mais feliz, e que dessa forma ele estará sempre disposto a aprender coisas novas. Tudo para te ver feliz também!

Sobre o autor

Anderson Mafra

Anderson Mafra

Jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia, quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

14 Comentários

  • Meu pet aprendeu o NÃO também, deve ser pelo tom de voz que muda. E tambem petisco claro, comportamento positivo tem essa recompensa. O que não é positivo eu simplesmente ignoro. E assim seguimos.

  • Já fiz de tudo. Ele faz na casa toda. Fica parecendo um tapete de super secão. Alguém tem uma sugestão? Amo de paixão o cara. Deve ser por isto que ele se comporta assim.

  • Agora estou me sentindo tão culpada por usar o borrifador! Meu neném está danado mordendo meus pés e chinelos, pesquisei e iniciei com esse método, ainda bem q não usei muito. Irei educar com o “não pode”, obrigada pelo esclarecimento!

  • O borrifador serviu para educar as minhas duas cachorras a não me chamarem durante a noite ou qdo ELAS acordavam. Qdo chegaram aqui em casa elas tentaram me adestrar latindo para q eu fosse até elas. Como era no meio da madrugada, eu não podia deixá-las latindo até se cansarem por causa dos vizinhos. A estratégia q usei foi de chegar sem fazer contato visual e dar uma borrifada e voltar. Não brigava (pq já li q brigar é dar atenção de alguma forma), só fazia isso. Na época era indicado. Até hoje elas ficam quietinhas a noite toda e se eu quiser consigo dormir nos findes até tarde. Qdo estão apertadas pra fazer xixi, arranham a porta. Não latem mais pra me chamar nesses momentos.

  • Café (o doggo) desde bebe sempre acertou jornal e tapete, e te um tempo pra cá ficou rebelde, fazia xixi em qualquer lugar sem se preocupar. Estrategia que usei foi, cada vez que ele acertava onde era pra fazer, tinha uma “mini festa” com cafuné e “bom garoto” e petisco. tem dado certo por enquanto, com poucas recaidas. Pinir, nas poucas vezes que tentei, só serviu pra deixar assustado mesmo.

  • Ai gente, estou me sentindo a pior das mães. Nunca tinha ouvido falar nessa antiga tática do borrifador. Tenho 6 gatos e apenas uma gulosa pula na mesa toda vez que estamos comendo. Sempre digo: “Desce, não pode!!!” E como faz corpo duro, pego pelas mãos e a coloco no chão. Mas a danada não desiste. Ou pula novamente ou fica encostando a pata nas nossas pernas. Até que um dia, tinha uma garrafa d’água dessas que tem borrifador e dei uma borrifada sem maldade. Só pra espantá-la dali. E continuei fazendo isso toda vez que subia. A bichinha até fechava os olhinhos esperando a borrifada. Rs Num determinado período, era só falar: ” Olha a garrafa!!” Que ela já saía. Qto remorso fiquei agora. Jamais faria algo pra traumatizá- los.( Não tem jeito o aspirador. Tem uns que já saem correndo qdo pego. Kkkkk) Amo meus felinos e são filhos como meus humanos. Mas coincidência ou não, nunca mais fiz. Mudei a tática; dou um pedacinho do que tô comendo mesmo. 😂 Me venceu pelo cansaço. Bjs

  • Olá, tenho uma gatinha chamada Filó, que insiste em subir na mesa. E eu não sei o que fazer para que ela deixe de fazer isso, ela não mexe em nada que está na mesa, só come sua ração, mas mas eu não gosto quando ela sobe na mesa. Ela tem um ano e sete meses. Quero dicas de como educar ela nesse sentido, nos mais ela é bem queridinha não me dá trabalho.

  • Seria interessante fossem mencionadas no artigo outras técnicas que são aceitáveis atualmente em substituição ao borrifador.
    Alguma sugestão para os leitores?

    • Olá, Alexandre

      O reforço positivo é sempre o melhor caminho, por isso, mostre que vc ficou feliz cada vez que o bichinho fizer aquilo que vc espera, dessa maneira, ele ficará motivado a repetir o comportamento 🙂

  • Não aceito adestramento. Meus filhos aprendem com “Não. Não pode”. Parece mentira né? Mas é assim que ensino. Minha criança mais nova adorava um chinelo. Simplesmente tirava de perto dela e dizia a “frase mágica”. Sem agressão, sem grito e com paciência. Ah, mas essa criança deve ser muito inteligente! Não. É uma chiuahua teimosa feito uma mula, mas com paciência acaba aprendendo o que pode e o que não pode.

    • Que linda!
      Não é mentira mesmo, ensino minha bebê assim há anos. Pensa numa gatinha educada.
      Com paciência e amor eles aprendem, sim!

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