Maine Coon – Principais doenças

Uma das maiores raças de gatos existentes no mundo, o Maine Coon pode chegar a medir 100 centímetros de comprimento e 41 centímetros de altura e é considerado uma das raças mais antigas. Ideal para lidar com crianças, eles costumam ser  bem calmos e carinhosos, além de super apegados com os membros da família em que vivem.

Em geral, são pets saudáveis, porém alguns problemas de saúde podem surgir ao longo de sua vida. A seguir, falaremos sobre as doenças que mais acometem a raça.

Cardiomiopatia hipertrófica

Uma das doenças que mais atinge os gatos e se caracteriza pela hipertrofia do ventrículo esquerdo. A enfermidade pode ocorrer de forma idiopática, ou seja, sem motivo aparente ou de forma secundária, por conta de algumas doenças como hipertireoidismo e hipertensão sistêmica.

Além de afetar o Maine Coon, a doença costuma acometer raças puras como Persa, Ragdoll, Siamês e Sagrado da Birmânia – isso não impede que os mestiços dessas raças sejam afetados.

Alguns estudos mostram que a doença não costuma apresentar sintomas no Maine Coon até os seis meses de idade, surgindo de forma progressiva nas fases jovem e adulta do gato. Ainda assim, a doença pode se mostrar discreta e ser assintomática. 

Nesta forma da doença, os gatos podem apresentar espessamento ventricular moderado à grave. Os gatos que desenvolvem a forma grave da doença continuam desenvolvendo insuficiência cardíaca.

Por se tratar de uma doença que dificilmente apresenta sintomas, se não estiver relacionada com uma doença secundária, o diagnóstico pode ser mais difícil de ser fechado. O médico veterinário pode contar com exames complementares como ecocardiografia, um procedimento não invasivo que possui eficiência para análise da função e da estrutura cardíaca.

A cardiomiopatia hipertrófica não possui cura e o acompanhamento com um profissional é fundamental.

Displasia coxofemoral

A displasia coxofemoral está presente em muitas raças e espécies. Além do Maine Coon, a raça Persa também apresenta maior predisposição e é frequentemente acometida por ela. A doença pode ser de origem congênita ou adquirida durante a vida.

Um dos principais sintomas são claudicação (“mancar”), movimentação com dificuldade e, por conta da dor, as brincadeiras e atividades que costumavam realizar diminuem. O diagnóstico é feito somente por exame de imagem, sendo o melhor método para excluir a possibilidade de haverem outras doenças, como tumores ósseos, por exemplo.

Atrofia muscular espinhal

A atrofia muscular espinhal (SMA) é uma desordem neuromuscular hereditária que afeta os ossos e a musculatura dos quadris, principalmente em raças como o Maine Coon. Normalmente aos três meses de idade, uma perda drástica de neurônios faz com que uma fraqueza muscular na região do quadril seja notada.

O gato, quando acometido com essa doença, pode apresentar alguns sinais como dedos dianteiros virados para fora, respiração forçada e sensibilidade quando tocados na região da coluna. Normalmente quando atingem os seis meses de idade, a força do quadril já encontra-se comprometida, onde até mesmo nos menores saltos, o gato pode perder o equilíbrio e cair. Quando acometidos ainda filhotes, costumam se adaptar mais facilmente e vivem normalmente durante anos.

Por ser uma doença hereditária autossômica, ambos os pais devem portar o gene recessivo da doença. Os pais dos filhotes afetados podem não demonstrar qualquer tipo de sintoma ao longo da vida, porém são obrigatoriamente portadores do gene da doença.

A atrofia muscular espinhal é detectada através de um exame onde será analisado o DNA do gato e identificado a mutação do gene da doença. Caso o gato não possua o gene, o exame também mostrará.

Rim policístico

O rim policístico é o desenvolvimento de cistos na região renal, que caso não sejam tratados, podem crescer e se multiplicar, fazendo com que o rim perca a sua função fisiológica. Esta doença é normalmente oriunda de herança genética. Algumas raças além do Maine Coon, como Persa e Sagrado da Birmânia também tendem a desenvolver a doença.

É fundamental o monitoramento do quadro clínico desde filhote, pois há chances de entrarem em colapso em sua vida adulta, e com isso virem a óbito por problemas renais.

A fim de evitar que a prole venha a ter esse problema, é importante fazer testes nos pais para apontar a probabilidade de transferirem geneticamente a doença. O ideal, caso o teste para os pais dê positivo, é castrá-los.

Sobre o autor

Gabriela Azevedo

Gabriela Azevedo

Formada em design gráfico e cursando medicina veterinária, profissão que herdei paixão graças ao meu pai. Catlover e apaixonada pelos meus 6 gatinhos (Tchantcham, Drake, Josh, Marie, Maysa e Cara Preta -in memoriam- ♥) e pelos pets agregados que fazem parte da minha vida (todos os que encontro. bem doida dos bichos!).

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